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Paraná recebe 100 mil remédios para intubação de pacientes com Covid-19

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O Paraná recebeu nesta terça-feira (4) uma carga com cerca de 100 mil ampolas de relaxantes neuromusculares para a intubação de pacientes com Covid-19.

Os remédios haviam sido prometidos pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em encontro com o governador do Paraná, Ratinho Junior, no Palácio Iguaçu, há duas semanas.

Na ocasião, Pazuello mencionou que poderia enviar a remessa em até um dia com o auxílio do Exército Brasileiro.

“Este quantitativo de medicamentos vai auxiliar os 54 hospitais do plano de atendimento exclusivo à Covid-19, no processo de intubação e manutenção de pacientes. Mas continuamos vigilantes neste assunto, fazendo o uso racional e necessário do insumo”, explicou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

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O Governo do Paraná já havia feito uma compra no valor de R$ 1,5 milhão desse tipo de medicamento, sendo que parte da remessa já está no Centro de Medicamentos do Paraná (Cemepar).

“O Governo Federal se comprometeu ainda com o envio de novos insumos nos próximos dias, e graças a essa força-tarefa do Governo do Estado e Ministério da Saúde, poderemos garantir medicamentos para ao menos duas semanas, nos hospitais que fazem parte do plano”, apontou o assessor especial do gabinete da Secretaria, César Neves.

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Vale lembrar que o Governo do Paraná emitiu na última semana decreto que suspende a realização de cirurgias eletivas ambulatoriais e hospitalares em todos os hospitais do Estado.

Segundo Neves, ainda não houve nenhum hospital do Paraná que tenha ficado com estoques zerados dos relaxantes neuromusculares para intubação.

“Possuímos um painel de monitoramento destas unidades para definir semanalmente a quantidade de medicamentos a ser enviada a estas unidades, contingenciando os estoques e garantindo que todos possam ser atendidos de maneira justa”, finalizou o assessor.

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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