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Traiano disputa 4º mandato no comando da Assembleia

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O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Ademar Traiano (PSDB), registrou nesta terça-feira (6) oficialmente a chapa para a disputa pelo comando da Casa, em eleição que deve acontecer ainda em agosto. Traiano disputa a reeleição para o comando do Legislativo, e caso tenha sucesso, irá para o quarto mandato consecutivo na presidência da Assembleia, cargo que ocupa desde 2015. Como o regimento interno da Casa proíbe candidaturas avulsas – ao contrário do que acontece na Câmara Federal e no Senado – e exige a apresentação de chapa completa para os nove cargos da Mesa, a tendência é de que o tucano não tenha adversários, a exemplo do que já aconteceu nas eleições anteriores.

 

Em julho, os parlamentares aprovaram proposta dos atuais integrantes do comando da Assembleia para antecipar a eleição de outubro para agosto. A justificativa foi de que como as eleições municipais foram adiadas para novembro, a disputa pelos cargos da cúpula do Legislativo aconteceriam em meio ao período eleitoral, caso fosse mantida a data prevista anteriormente.

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Além de Traiano, disputa também a reeleição o primeiro-secretário, Luiz Cláudio Romanelli (PSB). Pela chapa registrada, apenas duas mudanças ocorreriam na Mesa Executiva da Assembleia: Plauto Miró Guimarães (DEM), atual 1º vice-presidente será substituído por Tercílio Turini (CDN), que atualmente é 2º vice-presidente. No lugar de Turini, entra o deputado Do Carmo (PSL). Alexandre Amaro (REP), atual 2º secretário, abre lugar para Gilberto Ribeiro (PP), atual 3º secretário. Requião Filho (MDB), 3º vice-presidente; Gilson de Souza (PSC), 2º secretário; Nelson Luersen (PDT), 4º secretário, permanecem nos cargos.

O mandato para os cargos da Comissão Executiva – incluindo a presidência – é de dois anos. Na Câmara Federal e no Senado, a reeleição para os cargos da Mesa Executiva das duas casas na mesma legislatura é proibida.

Sessões remotas

Deputados de oposição e da bancada do governo – entre eles Homero Marchese (PROS) – criticaram a antecipação da eleição. Marchese chegou a a propor o fim da reeleição para os cargos da Mesa na mesma legislatura e a possibilidade de apresentação de candidatos avulsos, mas não obteve apoio suficiente para que as propostas fossem votadas. O deputado oposicionista, Tadeu Veneri (PT), defendeu a discussão dessas mudanças no futuro, depois que a Assembleia retomar as sessões presenciais, suspensas desde o início da pandemia do Covid-19.

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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