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Após duas semanas, desaparecimento de casal em Goioerê ainda é mistério

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Nesta segunda-feira, 17, completam duas semanas do desaparecimento do casal Kawane Cleve, 23, e Rubens Biguetti Junior, 29, e o caso ainda é um mistério para a polícia. Após 14 dias de buscas, que contaram até com a ajuda de forças especiais do Grupamento de Operações Aéreas e do Grupo Tigre, não há pistas sobre a localização do casal ou de seus corpos.

Kawane e Rubens foram vistos pela última vez no dia 3 de agosto. Na noite do mesmo dia o filho do casal, de quatro meses de idade, foi encontrado na calçada de uma residência no Jardim Curitiba, em Goioerê, muito longe da residência do casal, que mora na Avenida Tiradentes, na Vila Guaíra.


Na manhã do dia seguinte, o carro do casal foi encontrado em uma estrada rural no bairro Jamaica, em Moreira Sales. Onde foram concentradas as buscas iniciais.

Em princípio as buscas foram realizadas por policiais civis e militares de toda a região, contando com o apoio de cães farejadores. Na segunda semana de buscas, houve o apoio do GOA, com helicóptero, e do Grupo Tigre. Mas não foram obtidas pistas sobre a localização do casal.
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AUTORIA
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O trabalho da polícia neste momento prioriza identificar e prender os autores do suposto sequestro e execução do casal, para localizar os corpos. Parte-se da premissa que neste momento somente quem matou Kawane e Rubens sabe onde estão os corpos.

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Este trabalho de investigar a autoria é também difícil, uma vez que as duas vítimas supostamente teriam muitos desafetos. No entanto, os investigadores acreditam que algo “grande” teria motivado a execução dos dois.
Durante as investigações, duas pessoas que supostamente teriam envolvimento com o tráfico foram presas, mas nada acrescentaram nas investigações sobre o desaparecimento do casal, que continua um mistério.

 

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TRE-PR cassa mandato de prefeito e vereadora de Moreira Sales por compra de votos

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O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu, nesta quarta-feira (19), pela cassação dos mandatos do prefeito de Moreira Sales, Luiz Volpato, e da vereadora Priscila Albano, que foi a candidata mais votada para a Câmara Municipal nas eleições de 2024. A decisão está relacionada a uma investigação sobre suposta compra de votos.

No caso do prefeito, a Justiça Eleitoral de primeira instância havia julgado a ação de forma favorável a Volpato, entendendo que não havia comprovação suficiente de sua participação no esquema atribuído à vereadora.

O Ministério Público Eleitoral recorreu da sentença e levou o caso para análise do TRE-PR. No julgamento realizado nesta quarta-feira, a maioria dos integrantes da Corte acolheu o recurso. O resultado foi de 5 votos pela cassação contra 2.

A situação de Priscila Albano já era diferente. A vereadora havia sido cassada em primeira instância e recorreu da decisão. Ao analisar o recurso, o TRE-PR decidiu manter a cassação do mandato.

Prefeito pode ser afastado

A decisão do Tribunal Regional Eleitoral ainda não encerra definitivamente o processo. As partes podem apresentar embargos de declaração, recurso destinado a questionar eventual omissão, contradição, obscuridade ou erro na decisão.

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Também existe a possibilidade de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme o entendimento apresentado durante o julgamento, contudo, Volpato poderá deixar o cargo enquanto o processo estiver em tramitação.

Caso isso ocorra, o comando do município poderá ser assumido temporariamente pelo presidente da Câmara de Moreira Sales, Gustavo Henrique Santos, conhecido como Gustavo do Esporte.

A definição sobre a permanência ou não do prefeito no cargo deverá observar os desdobramentos processuais e as decisões da Justiça Eleitoral.

Composição da Câmara

Com a perda do mandato de Priscila Albano, a composição da Câmara Municipal também deverá passar por alteração.

Será necessária a retotalização dos votos das eleições municipais de 2024, procedimento realizado pela Justiça Eleitoral para recalcular a distribuição das cadeiras após a alteração na validade dos votos.

Somente depois desse processo será definido quem ocupará a vaga deixada pela vereadora.

A decisão desta quarta-feira ainda está sujeita a recursos nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral.

/ilustrado.com.br

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