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Operação da PF contra a máfia do cigarro cumpre mandados em Umuarama

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A Polícia Federal desencadeou nesta sexta-feira (23) a Operação ‘Free Pass’ (passe livre) para desarticular quadrilha de contrabandistas de cigarro paraguaio. Os mandados estão sendo cumpridos no Mato Grosso do Sul e no Paraná, incluindo Umuarama.

De acordo com o site Campo Grande News, a quadrilha é integrada por servidor da Receita Federal do Brasil em Mundo Novo (MS), cidade a 476 km de Campo Grande, na fronteira com o Paraguai e na divisa com o Paraná.

Pelo menos 25 policiais cumprem cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em Naviraí. Os alvos são residências e estabelecimentos comerciais em Umuarama e Guaíra, no Paraná, e Naviraí e Mundo Novo, em Mato Grosso do Sul. A organização criminosa operava na fronteira do Paraguai e possuía articulações em Mato Grosso do Sul e Paraná.

Segundo a PF, a investigação começou após apreensão de carga de cigarros contrabandeados em Mundo Novo – que fica na principal rota do cigarro paraguaio que entra em território brasileiro. Os agentes descobriram a existência de associação criminosa integrada pelo servidor da Receita Federal lotado na Alfândega em Mundo Novo.

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O servidor tinha função de vigiar os demais colegas e informar aos contrabandistas o momento em que poderiam passar pela alfândega sem serem revistados.

A Polícia Federal ressalta que, em razão da situação de pandemia da Covid-19, foi planejada uma logística especial de prevenção ao contágio, com distribuição de EPIs a todos os envolvidos na missão, a fim de preservar a saúde dos policiais, testemunhas, investigados e seus familiares.

 

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Primas desaparecidas são identificadas após ossadas serem encontradas enterradas

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Após quatro meses de buscas, a Polícia Civil do Paraná confirmou nesta quinta-feira (27) a identidade de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, e que foram assassinadas após saírem de uma boate, em Paranavai.

As primas estavam desaparecidas desde 20 de abril e foram encontradas mortas, enterradas em uma cova rasa em uma área rural de Paraíso do Norte. A identificação foi realizada por meio da análise das arcadas dentárias.

Exames médico-legais também apontaram que as jovens foram vítimas de morte violenta. A causa exata das mortes, porém, ainda não foi definida e depende da conclusão de outros exames.

Os corpos, ou apenas a ossada, foram localizados no dia 21 de agosto, durante as investigações sobre o desaparecimento das primas. Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos presos durante a apuração indicou aos investigadores o local onde as vítimas estavam enterradas.

Letycia e Sttela desapareceram na madrugada de 21 de abril, depois de saírem de uma boate em Paranavaí acompanhadas de um homem. Conforme as investigações, as jovens deixaram a cidade em uma caminhonete preta. O veículo foi flagrado por câmeras de segurança passando por Jussara, na região de Cianorte.

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O principal suspeito do crime, Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido como “Dog Dog”, morreu durante uma abordagem policial em Mandaguari. De acordo com a investigação, ele teria tentado fugir e feito uma família refém, provocando uma troca de tiros com os policiais.

O segundo suspeito foi preso em Umuarama e, segundo a Polícia Civil, teria confessado o crime durante o interrogatório, além de indicar o local onde os corpos estavam enterrados. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e a causa exata das mortes.

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