ESPORTES
Luciano sai do banco, e São Paulo vence o Fortaleza
O São Paulo emplacou a terceira vitória seguida no Campeonato Brasileiro e encostou no Internacional. Na noite deste sábado (14), na Arena Castelão, a equipe mista de Fernando Diniz venceu o Fortaleza por 3 a 2 em um jogaço da 21ª rodada, na Arena Castelão, e entra para valer na briga pela primeira posição. Luciano, que saiu do banco, decidiu com dois gols. Antes, haviam marcado Gabriel Sara, para o Tricolor, e David e Wellington Paulista, para os mandantes.
É a quinta vitória consecutiva do time paulista, que venceu Flamengo (4 a 1), Lanús (4 a 3), Goiás (2 a 1), novamente Flamengo (2 a 1), pela Copa do Brasil, e, nesta noite, o Fortaleza.
Com o resultado, o São Paulo vai a 36 pontos no Brasileirão e se iguala ao Colorado, segundo colocado porque é tem mais gols pró (32 a 29). Vale destacar ainda que o clube do Morumbi tem três jogos pendentes do primeiro turno da competição. O Fortaleza, agora com Marcelo Chamusca no comando, segue com 24 pontos na 12ª colocação.
A utilização de um time misto por Fernando Diniz havia justificativa, já que na próxima quarta-feira (18) o São Paulo recebe o Flamengo na partida de volta das quartas de final da Copa do Brasil. A ida terminou 2 a 1 para os paulistas. O Fortaleza faz jogo atrasado da 16ª rodada do Brasileirão contra o Vasco, quinta-feira (19), em São Januário.
LUCIANO SAI DO BANCO E DECIDE
Luciano foi o cara na partida deste sábado. Saiu do banco e decidiu para o São Paulo com dois gols. O segundo deles, um golaço: recebeu na entrada da área e soltou uma bomba sem chances para o goleiro adversário.
O PIOR: PABLO
Escalado como titular para poupar Luciano, Pablo não correspondeu. Lento, o atacante foi presa fácil para o sistema defensivo adversário e saiu sem chutar a gol. Para piorar a situação do pior desta noite, o camisa 11 Luciano, que entrou em seu lugar na etapa final, fez o gol já em seu primeiro toque.
PAR OU ÍMPAR
Gabriel Sara e Daniel Alves decidiram no par ou ímpar quem iria para a bola na falta que acabou em gol são-paulino. O experiente camisa 10 ganhou na sorte, sorriu por isso, mas liberou para o companheiro depois que a barreira foi armada mais para dentro – e facilitava para um canhoto. Sara, então, fez bonito: bateu colocado e fez valer a pena a gentileza de Dani.
“A gente esperou o goleiro definir a barreira, e tiramos um par ou ímpar. Os dois estavam confiantes. Mas mesmo ele ganhando, ele deixou eu bater. O goleiro armou bem a barreira para cá [dentro], tinha espaço para eu bater por fora. Então, o Dani me deu essa cobrança”, afirmou Sara, na saída para o intervalo, ao “Premiere”.
LUCIANO DAQUI, WELLINGTON PAULISTA DE LÁ
Fernando Diniz mexeu no time e acionou Luciano. O atacante entrou e no primeiro toque balançou as redes. O troco do Leão veio na mesma moeda: Wellington Paulista entrou e logo deixou o seu.
NESTOR CHAMA A ATENÇÃO EM TIME MISTO
Escalado inicialmente sem cinco titulares (Juanfran, Reinaldo, Luan, Igor Gomes e Luciano), o São Paulo manteve o padrão de jogo de controlar a posse e dominar o adversário. A situação ficou ainda mais evidente quando sofreu o gol no primeiro tempo e precisou correr atrás do prejuízo. A nota positiva ficou para Rodrigo Nestor, de 20 anos. O volante participou bastante das ações ofensivas e deu velocidade em vezes que o meio de campo era lento.
FORTALEZA SEGUE ‘MODELO CENI’
A estreia de Marcelo Chamusca mostrou um Leão competitivo, forte no contra-ataque e perigoso quando decide atacar ou pressionar a saída de jogo adversária. Tudo o que era possível ver sob o comando de Rogério Ceni, que deixou o clube para assumir o Flamengo há poucos dias. David foi a opção de destaque ofensivamente, com gol e boas movimentações.
CRONOLOGIA DO JOGO
Depois de alguns minutos de espera, David viu seu gol ser confirmado aos 14 minutos do primeiro tempo. Aos 11, ele recebeu passe em contra-ataque, avançou em velocidade e tocou na saída de Volpi. A arbitragem levou três minutos para checar se a posição do atacante do Fortaleza era regular. Recuado após abrir o placar, os mandantes atraíram o time visitante, que empatou em bonito gol de falta. Aos 40 minutos, da entrada da área, Gabriel Sara colocou com categoria e venceu Felipe Alves.
Na etapa final, aos 12 minutos, David fez o segundo, mas a arbitragem foi ao VAR, viu falta em Diego Costa no início do lance e cancelou. Pouco depois, aos 15, Luciano completou cruzamento e virou. Marcelo de Lima Henrique até foi ao monitor por causa de possível mão de Vitor Bueno, mas confirmou o tento da virada. Com 28 minutos do segundo tempo, Wellington Paulista aproveitou rebote de Volpi e tocou para deixar tudo igual novamente. Um golaço de Luciano, aos 36, recolocou os visitantes em vantagem.
FORTALEZA
Felipe Alves; Tinga (Gabriel Dias), Paulão, Jackson, Carlinhos; Juninho, Felipe (Mariano Vázquez), Ronald (Marlon); David (Éderson), Bergson (Wellington Paulista) e Romarinho. Técnico: Marcelo Chamusca
SÃO PAULO
Tiago Volpi; Igor Vinicius, Diego Costa (Reinaldo), Bruno Alves, Léo; Rodrigo Nestor (Hernanes), Dani Alves, Gabriel Sara, Vitor Bueno (Igor Gomes); Pablo (Luciano) e Brenner. Técnico: Fernando Diniz
Local: Arena Castelão, em Fortaleza (Ceará)
Árbitro: Marcelo de Lima Henrique (RJ)
Assistentes: Michael Correia (RJ) e Luiz Claudio Regazone (RJ)
VAR: Rodrigo Nunes de Sá (RJ)
Cartões amarelos: Felipe e Jackson (Fortaleza); Hernanes, Rodrigo Nestor, Léo e Daniel Alves (São Paulo)
Gols: David, aos 14′, e Gabriel Sara, aos 40 minutos do primeiro tempo. Luciano, aos 15′ e 36′, e Wellington Paulista, aos 28 minutos do segundo tempo
ESPORTES
Noruega vence Costa do Marfim e vai pegar o Brasil
A Noruega será adversária do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo. Nesta terça-feira (30), a seleção escandinava superou a Costa do Marfim por 2 a 1 em Dallas, e terá pela frente a equipe brasileira no domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

A estrela de Erling Haaland brilhou. Bem marcado ao longo do jogo, o atacante mostrou que precisa de poucas chances para ser letal. O camisa 9 balançou as redes pela quinta vez na Copa, a um de se igualar o craque argentino Lionel Messi, artilheiro da competição. Pai do astro norueguês, o ex-lateral Alf-Inge Haaland estava no estádio e se emocionou.
O Brasil terá pela frente a única seleção que nunca derrotou na história. Em quatro jogos, são dois empates e dois triunfos noruegueses. O último foi justamente em uma Copa do Mundo. Em 1998, na França, os escandinavos ganharam por 2 a 1, de virada, pela fase de grupos.
EFICIÊNCIA ESCANDINAVA
Apesar de controlar o jogo durante a maior parte do primeiro tempo, a Costa do Marfim pecou na conclusão das jogadas. Foram duas chances claras desperdiçadas.
Aos 20 minutos, o lateral Ghislain Konan invadiu a área na esquerda, driblou o zagueiro Marcus Pedersen e chutou rasteiro, rente à trave direita, pelo lado de fora da rede. Sete minutos depois, Yan Diomandé cruzou pela esquerda, o também atacante Nicolas Pépé escapou do lateral David Wolfe e finalizou na pequena área, mas pegou muito mal.
Quando conseguiu se desvencilhar da pressão marfinense, a Noruega saiu na frente. Aos 38 minutos, o meia Martin Odegaard abriu para Antonio Nusa pela esquerda. O atacante entrou na área, levou para a perna direita e acertou o ângulo do goleiro Yahia Fofana, que nada pôde fazer.
O BRILHO DO ARTILHEIRO
A etapa final foi ainda mais movimentada, com os Elefantes se lançando ao ataque. Aos nove minutos, o lateral Guéla Doué dominou a bola na entrada da área pela direita e chutou forte. A bola explodiu no zagueiro Torbjørn Heggem. Na sobra, na cara do gol, Pépé bateu e o goleiro Orjan Nyland fez uma bela defesa.
A Noruega, tentando administrar a vantagem, saía apenas em contra-ataques. Em um deles, aos 20 minutos, Odegaard colocou na área, o atacante Alexander Sorloth desviou de cabeça e Heggem chegou finalizando, livre, mas o ponta Amad Diallo salvou em cima da linha.
O próprio Diallo foi quem deixou tudo igual. Aos 28 minutos, o atacante tabelou com Pépé pela direita, driblou Wolfe, deixou o meia Sander Berge no chão e mandou para as redes, marcando um golaço.
A Costa do Marfim, então, foi quem recuou, dando campo para a Noruega atacar, tentando aproveitar a velocidade dos homens de frente às costas da marcação. A estratégia não funcionou. Aos 40 minutos, Oscar Bobb lançou em profundidade o também meia Patrick Berg, que, na área, tocou na esquerda para Haaland decidir a classificação escandinava.
Agência Brasil
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