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“IBGE confirma: indústria do Paraná tem maior alta do Brasil

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Crescimento da produção industrial paranaense foi de 7,7% em setembro, consolidando a trajetória de recuperação das perdas causadas pela pandemia

Setores como o moveleiro registram alta na produção e no emprego, mesmo com dificuldades para adquirir insumos| Foto: Gelson Bampi/Sistema Fieppor Sistema Fiep

A indústria paranaense dá sinais cada vez mais consistentes de que está recuperando seu dinamismo após as perdas acumuladas com a pandemia. Em setembro, a produção industrial do estado, com alta de 7,7% em relação ao mês anterior, foi a que mais cresceu no país. Um desempenho que veio acompanhado da geração de empregos: no mesmo mês, o segmento puxou a criação de vagas no Paraná, com 6.626 novos postos de trabalho. Para a Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), esses são sinais de que o setor terá um fim de ano positivo.

A previsão ocorre mesmo com algumas dificuldades que as indústrias vêm enfrentando na aquisição de insumos e matérias-primas – um problema que afeta não apenas as empresas paranaenses, mas de todo o Brasil. Pesquisa recente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostra que 68% das empresas consultadas estão com dificuldades para obter insumos ou matérias-primas no mercado doméstico e 56% das que utilizam insumos importados têm dificuldades em adquiri-los no mercado internacional. Além disso, 82% perceberam alta nos preços.

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Isso gera complicações para atender todos os pedidos dos clientes. Segundo o levantamento, 44% das empresas estão com dificuldades para entregar suas encomendas. “Muitos setores industriais estavam com estoques praticamente zerados e, com a retomada das atividades, precisam ajustar a demanda a suas capacidades produtivas”, explica o presidente da Fiep, Carlos Valter Martins Pedro. “E o aumento repentino das encomendas também causou essas dificuldades para aquisição de insumos e matérias-primas”, completa.

Perspectivas
Para Carlos Valter, o fornecimento para as cadeias produtivas deve se normalizar nos próximos meses, sem que isso cause maiores prejuízos para as indústrias ou dificuldades para os clientes e consumidores. “Pelo contrário, esse pode ser considerado um problema bom, que tem como resultado o aumento da produção industrial, beneficiando também a sociedade com a geração de mais empregos e renda pelo setor”, afirma.

Segundo o presidente da Fiep, até o fim do ano a indústria paranaense deve manter a trajetória de forte recuperação, minimizando as perdas causadas pela pandemia. “Todos os indicadores de confiança da atividade industrial do Paraná são positivos, o que revela um cenário promissor para o restante de 2020 e para o próximo ano”, conclui.”

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De capital de giro ao financiamento da frota, Sicredi estrutura crédito ideal para as empresas

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Na vida de uma empresa, o fornecedor exige pagamento em 30 dias, mas o cliente paga em 60. A oportunidade de comprar matéria-prima com desconto aparece em um momento de caixa apertado. A frota envelheceu e o caminhão novo já está cotado, mas o investimento não pode esperar a próxima safra de receitas. Essas situações são apenas exemplos de onde o crédito deixa de ser uma operação eventual e se torna parte da estratégia do empresário.

Para o associado pessoa jurídica, o Sicredi estrutura um portfólio que parte dessa realidade. Antes da contratação, o gerente de relacionamento mapeia o ciclo financeiro do negócio, quando entra dinheiro, quando sai, em que meses o caixa se aperta, qual o calendário próprio do setor e, a partir disso, sugere a operação adequada. É uma lógica que se afasta da venda padronizada e se aproxima do trabalho de um conselheiro financeiro que conhece o associado de perto.

Entre os produtos do portfólio para pessoa jurídica está o capital de giro, que atende a empresa que vende a prazo e precisa pagar fornecedores à vista, a indústria que compra insumos antes de fechar a venda e o comércio que precisa montar estoque para a alta temporada. A operação é dimensionada conforme o ciclo do negócio, com prazo e estrutura compatíveis com a previsão de geração de caixa.

A conta garantida cumpre função complementar e atende a outro perfil de necessidade: o limite que a empresa precisa ter disponível, mas só pretende usar quando aparecer um aperto pontual. Funciona como um respiro pré-aprovado vinculado à conta corrente pessoa jurídica, acionado apenas nos dias em que o caixa exige e cobrado proporcionalmente ao uso. É uma solução útil para negócios com fluxo irregular, como prestadores de serviço com receita concentrada em datas específicas, comércios sazonais ou indústrias com ciclo de recebíveis longos.

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O desconto de duplicatas e a antecipação de recebíveis transformam vendas a prazo em caixa imediato. Em vez de aguardar semanas ou meses pelo pagamento dos clientes, a empresa antecipa esses valores e ganha agilidade para reinvestir, pagar fornecedores ou para novas oportunidades de negócio. A operação se integra à conta pessoa jurídica e conecta-se aos sistemas de gestão da empresa, automatizando emissão de boletos, cobrança eletrônica e conciliação financeira, reduzindo o tempo que o empresário utiliza em tarefas administrativas.

“O associado encontra na cooperativa um parceiro que conhece o ciclo do negócio dele. Antes de oferecer uma linha de crédito, o gerente entende a operação, identifica a necessidade real e estrutura a solução adequada. Essa proximidade tem se mostrado um diferencial importante para os associados”, destaca Anderson Cruz, gerente de desenvolvimento de negócios na Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP.

Quando o investimento é de longo prazo, como a aquisição de equipamentos de produção ou a reforma estrutural, entra o investimento empresarial. As linhas se ajustam ao porte do projeto e ao retorno previsto, com prazos compatíveis com o tempo de maturação da operação. Em muitos casos, a estruturação se conecta a programas de fomento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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O financiamento de veículos pesados completa o portfólio destinado ao setor produtivo. Caminhões, implementos rodoviários, equipamentos de movimentação de carga, máquinas para construção e veículos utilitários são parte da operação de transportadoras, agroindústrias, construtoras e empresas do comércio atacadista. As linhas combinam recursos próprios da cooperativa com programas como o Finame, em estrutura adaptada ao tipo de veículo, ao uso operacional e ao perfil de garantia. Para empresas que dependem da renovação periódica da frota, esse acompanhamento dá previsibilidade ao planejamento de investimento.

O conjunto de soluções de crédito se conecta a um portfólio amplo e completo, que reúne pagamentos, recebimentos, emissão de boletos, Pix gratuito, folha de pagamento, cartão empresarial, máquina de cartões, soluções de cobrança, seguros, consórcios, investimentos e câmbio para comércio exterior.

Com 10 milhões de associados em todo o Brasil, o segmento empresarial do Sicredi vem crescendo de forma contínua e já conta com 1,4 milhão de pessoas jurídicas associadas — crescimento de 16,5% em 12 meses. Os dados comprovam que o Sicredi consolida a sua relevância no atendimento ao público empresarial, especialmente entre micros e pequenas empresas, que representam 95% dessa base. Atualmente, cerca de 27% das pequenas empresas brasileiras são associadas à instituição, reforçando sua capilaridade e conexão com a economia real.

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