NOTÍCIAS DO PARANÁ

Covid-19: Paraná confirma 178 mortes e ocupação de UTIs é de 92%

Publicados

em

O Paraná registrou mais 178 mortes e 6.130 casos novos de Covid-19. O boletim do coronavírus foi atualizado nesta terça-feira (2) pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde). Foi o maior número de mortes em 24 horas desde janeiro e o quarto maior da série histórica.

Com a atualização, o Paraná agora acumula 651.751 casos confirmados e 11.776 mortes por complicações da doença. Segundo a Sesa, o Estado registrou alta de 48,5%, em duas semanas, na média móvel de casos.

De acordo com a secretaria estadual, o Paraná tem 1.645 pacientes com Covid-19 internados em hospitais da rede pública ou privada. Destes, 745 ocupam leitos de UTI, enquanto 900 realizam o tratamento em vagas de enfermaria.

Além disso, outros 2.138 pacientes com quadros respiratórios seguem internados. Eles são considerados casos suspeitos porque não fizeram ou ainda aguardam o resultado dos exames para coronavírus.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI do SUS exclusivos para Covid-19 é de 92%. O indicador é superior a 90% nas macrorregiões leste (93%) e oeste (97%). A região oeste registra 88% de ocupação, enquanto a região norte tem 84% de ocupação.

O Paraná chega aos 651.751 diagnósticos positivos de Covid-19 com uma taxa de letalidade de 2%.

De acordo com a Sesa, 471.138 pacientes foram liberados do tratamento e são considerados recuperados. O número representa 72% do total de infectados.

VACINA

Desde o início da campanha de vacinação até esta terça-feira (2) o Paraná vacinou 317.461 cidadãos. Ao todo, 430.281 doses foram aplicadas, das quais 112.820 se referem à dose de reforço.

Leia Também:  Concurso do Banco do Brasil com 140 vagas no Paraná tem inscrições prorrogadas

Até agora, o Estado recebeu do Ministério da Saúde um total de 706.200 doses, somados os imunizantes CoronaVac e AstraZenca/Oxford.

COVID-19: NOVAS MORTES

boletim do coronavírus atualizado nesta terça-feira (2) pela Sesa (Secretaria de Estado da Saúde) incluiu 178 mortes aos registros oficiais da Covid-19 no Paraná. As vítimas eram 100 homens e 78 mulheres, com idades entre 19 e 98 anos. As mortes aconteceram entre janeiro e março de 2021, além de 16 registros retroativos de 2020.

Os óbitos incluídos hoje no boletim da Sesa aconteceram em Curitiba (18), Colombo (10), Ponta Grossa (10), Foz do Iguaçu (8), Londrina (8), Maringá (7), Pato Branco (6), Toledo (6), Arapongas (5), Cascavel (5), Almirante Tamandaré (4), Campo Largo (4), Pontal do Paraná (4), Andira (3), Cornélio Procópio (3), Itapejara D’Oeste (3), Paranavaí (3), Rolândia (3), São José dos Pinhais (3), Telêmaco Borba (3), Cambé (2), Clevelândia (2), Cruzeiro do Oeste (2), Guaratuba (2), Ibiporã (2), Jaguapitã (2), Pinhais (2), São João do Ivaí (2) e Tibagi (2).

Leia Também:  DETRAN RETOMA PARTE DOS SERVIÇOS PRESENCIAIS NO PARANÁ

Além disso, a secretaria estadual registrou a morte de uma pessoa que morava em cada um dos seguintes municípios: Apucarana, Arapoti, Araucária, Bela Vista da Caroba, Bituruna, Boa Esperança, Cambira, Carambeí, Chopinzinho, Cianorte, Corbélia, Dois Vizinhos, Faxinal, Fernandes Pinheiro, Florida, Francisco Beltrão, Guaraqueçaba, Honório Serpa, Ibaiti, Itaperuçu, Lindoeste, Mandaguaçu, Marechal Candido Rondon, Marialva, Mariópolis, Marmeleiro, Nova Santa Rosa, Palmas, Palmeira, Paranaguá, Pato Bragado, Piraí do Sul, Porecatu, Quitandinha, Ribeirão Claro, Ribeirão do Pinhal, Santa Isabel do Ivaí, São José da Boa Vista, São Mateus do Sul, Sapopema, Sarandi, Tapejara, Tijucas do Sul e Uraí.

Propaganda

NOTÍCIAS DO PARANÁ

Alep discute importância e proteção do Rio Iguaçu

Publicados

em

Por

“Salve o Rio Iguaçu: Caminhos para sua Proteção e Reconhecimento”. Este foi o tema da audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (30), na Assembleia Legislativa que reuniu especialistas de diversas áreas que estudam a influência do rio, que nasce no manancial da serra do mar, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba e percorre centenas de quilômetros até desembocar no Rio Paraná, em Foz do Iguaçu. A proposta do encontro foi do deputado pedetista Goura.

“Queremos chamar a atenção do olhar público para o rio Iguaçu, já que mais de 5 milhões de pessoas vivem em sua bacia, onde existem reservatórios, barragens e inúmeros problemas sociais e ambientais provocados pela falta de atenção do poder público em relação à saúde ecológica do Rio Iguaçu. Por isso, reunimos especialistas, ativistas e pessoas que estudam o equilíbrio ecológico do rio, para trazer esse diagnóstico e buscarmos juntos as soluções tão necessárias para esses problemas”, afirma o deputado, que estende suas preocupações aos demais rios que banham o estado.

“Estamos vivendo um momento de crise climática e precisamos ter um olhar mais cuidadoso com os nossos rios — falando aqui de todos os rios do Paraná: o Ivaí, o Piquiri, o Paranapanema, o Paraná e, obviamente, o Iguaçu, pela sua importância na relação com as pessoas e na sua relação histórica. Hoje é um dia para celebrarmos o Iguaçu, mas também para juntarmos forças em prol de sua preservação”, conclui.

A necessidade de uma legislação atualizada sobre o tema foi destacada pelo deputado Requião Filho (PDT) na abertura da audiência: “Temos o costume de legislar sobre diversos problemas sem consultar os especialistas no assunto, mas estamos tentando reverter isso, e o Goura felizmente faz isso em relação ao meio ambiente, trazendo as universidades e o conhecimento científico — um cuidado que devemos ter aqui na Casa. Estamos em um ponto de desenvolvimento social em que é possível unir a ciência à legislação, juntando conhecimento e vontade política. O Rio Iguaçu pode ser uma metáfora para todo o meio ambiente: se não tomarmos cuidado com nossos rios e com o meio ambiente, significa que não estamos cuidando do nosso estado”.

Leia Também:  Casos e mortes de dengue caem mais de 80% no Paraná em 2025

Direitos do rio

Uma das novidades apresentadas na audiência foi o conceito dos direitos da natureza. A tese, que reconhece um rio, por exemplo, como um “sujeito de direitos”, foi apresentada pela advogada ambientalista Maudi Nancy Joslin-Motta, especializada em gestão e criação de áreas naturais protegidas.

“A proposta que trazemos para o Rio Iguaçu é relativamente nova em termos de direito — um passo à frente do direito ambiental: os direitos da natureza. Nossa proposta é o reconhecimento do Rio Iguaçu como sujeito de direitos, e não como objeto. Os elementos da natureza tendem a ser considerados objetos, mas, como sujeitos de direitos, eles têm alguém para falar por eles. Esse alguém, neste caso, é uma comissão de guardiões e guardiãs do rio, escolhidos entre as pessoas que têm alguma relação com ele, seja o povo ribeirinho, os povos originários, a indústria que capta água para sua atividade, os consumidores, os agricultores ou, enfim, toda a população que depende do Rio Iguaçu”, explica, lembrando que o Rio Iguaçu e seus afluentes respondem por 81% da água consumida no estado do Paraná.

Entre esses guardiões, a advogada destaca os povos originários, que têm um longo histórico de respeito e cuidado com os rios e demais elementos naturais. Indígena do povo Kaingang, a escritora e cineasta Vanessa Fê Há afirma que o Iguaçu não é importante apenas para os povos originários, mas para todos os paranaenses.

Leia Também:  Chuva volta ao Paraná nesta quinta-feira com Alerta Amarelo

“É muito importante que os povos indígenas estejam aqui para falar sobre como é esse contato que temos com o Rio Iguaçu e como ele afeta diretamente as nossas vidas — e sua importância não apenas para os povos indígenas, mas para o estado inteiro, porque a água é vida e a água nos dá vida. É muito importante que o rio faça parte da nossa vida, que esteja em nosso dia a dia e que o tratemos como parte de nós. Temos que pensar no rio, na floresta, como seres vivos, como algo que faz parte do nosso cotidiano. Muitos povos indígenas dizem que somos a própria natureza. Então, se somos a própria natureza, somos a árvore, somos a terra, somos o rio. E esse rio também é o Rio Iguaçu”.

Ao longo da audiência, diversos pesquisadores apresentaram dados alarmantes sobre a degradação do rio em todo o seu curso e apontaram medidas cabíveis para solucionar esse problema. Participaram do evento o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ciro Alberto de Oliveira Ribeiro; Marcus Tesserolli, prefeito de Piraquara; José Ulisses dos Santos, chefe do Parque Nacional do Iguaçu; Yara Barros, coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu; José Álvaro Carneiro, diretor-corporativo do Hospital Pequeno Príncipe; Katya Isaguirre-Torres, coordenadora do Ekoa – Núcleo de Pesquisa e Extensão em Direito Socioambiental da UFPR; e Eduardo Fenianos, pesquisador, escritor e idealizador do Projeto Urbenauta.

Continue lendo

QUARTO CENTENÁRIO

PARANÁ

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA