REGIONAIS
Delegado da 48ª DRP fala sobre buscas em residências de policiais, agente e advogada de Assis e Foz
A Polícia Civil do Paraná cumpriu oito mandados de busca contra policiais civis, agente de cadeia e advogada suspeitos de concussão, roubo e associação criminosa nos municípios de Assis Chateaubriand e Foz do Iguaçu. A ação aconteceu simultaneamente, na manhã desta terça-feira (5), com a participação de 35 policiais civis.
O cumprimento das ordens judiciais teve por objetivo encontrar documentos que podem auxiliar no andamento das investigações, que seguirão no intuito de apurar supostos crimes.
Durante a tarde, o delegado da 48ª Delegacia Regional da Polícia Civil de Assis Chateaubriand, André Mendes, se pronunciou sobre a operação.
“Essa investigação visa a apuração de desvios na conduta de agentes públicos que teriam recebido vantagem ilícita em razão do seu cargo, além de outros crimes. Assim que tivemos conhecimento dos prováveis fatos, passamos a apurá-los e encaminhamos para a Corregedoria da Polícia Civil, que aprofundo a investigação – culminando nessas buscas e apreensões”, disse o delegado.
André Mendes também disse que a 48ª DRP irá colaborar para que as medidas sejam tomadas, caso as suspeitas sejam concretizadas em fatos, e os envolvidos sejam responsabilizados ao final do processo.
“Nós, não compactuamos com qualquer desvio de conduta. Muito pelo contrário. Estamos apurando e vamos cortar na nossa própria carne, se necessário”, ressaltou o delegado.
Ele deixou claro que não são todos os policiais que estão envolvidos nas investigações, mas sim apenas uma parcela mínima, sendo que alguns nem trabalham na 48ª DRP, no entanto, estão relacionados aos fatos.
“Reafirmo que meu compromisso é com a população de Assis e com a instituição da Polícia Civil. Nós não vamos deixar esses fatos passar. Vamos apurá-los para que essas pessoas sejam responsabilizadas”, finalizou André Mendes.
REGIONAIS
Primas desaparecidas são identificadas após ossadas serem encontradas enterradas
Após quatro meses de buscas, a Polícia Civil do Paraná confirmou nesta quinta-feira (27) a identidade de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, e que foram assassinadas após saírem de uma boate, em Paranavai.
As primas estavam desaparecidas desde 20 de abril e foram encontradas mortas, enterradas em uma cova rasa em uma área rural de Paraíso do Norte. A identificação foi realizada por meio da análise das arcadas dentárias.
Exames médico-legais também apontaram que as jovens foram vítimas de morte violenta. A causa exata das mortes, porém, ainda não foi definida e depende da conclusão de outros exames.
Os corpos, ou apenas a ossada, foram localizados no dia 21 de agosto, durante as investigações sobre o desaparecimento das primas. Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos presos durante a apuração indicou aos investigadores o local onde as vítimas estavam enterradas.
Letycia e Sttela desapareceram na madrugada de 21 de abril, depois de saírem de uma boate em Paranavaí acompanhadas de um homem. Conforme as investigações, as jovens deixaram a cidade em uma caminhonete preta. O veículo foi flagrado por câmeras de segurança passando por Jussara, na região de Cianorte.
O principal suspeito do crime, Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido como “Dog Dog”, morreu durante uma abordagem policial em Mandaguari. De acordo com a investigação, ele teria tentado fugir e feito uma família refém, provocando uma troca de tiros com os policiais.
O segundo suspeito foi preso em Umuarama e, segundo a Polícia Civil, teria confessado o crime durante o interrogatório, além de indicar o local onde os corpos estavam enterrados. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e a causa exata das mortes.



