REGIONAIS
Tragédia: Policial militar mata oito pessoas no Paraná
Uma tragédia foi registrada na região Oeste do Paraná entre a noite de quinta-feira (14) e a madrugada desta sexta-feira (15). Um policial militar teria matado oito pessoas nas cidades de Céu Azul e Toledo. Entre as vítimas estão familiares do PM, incluindo os filhos, a esposa e a mãe.
Em seguida, o policial teria retornado para Toledo e ainda teria matado ainda outra filha, de 12 anos, a mãe, de 78 anos, um irmão e a esposa, de 30 anos.
Outras duas pessoas também foram mortas a tiros na Rua Getúlio Vargas, na Vila Paulista. As vítimas, dois rapazes, não eram familiares do oficial e tinham 17 e 19 anos. Após os crimes, o policial militar Fabiano Junior Garcia tirou a própria vida dentro de seu carro, com um tiro na cabeça.
A Polícia Militar apreendeu, além do carro particular do policial, munições, carregadores, uma faca e a arma funcional do PM.
O soldado Fabiano integrava a corporação desde 2010. O Comando da Polícia Militar instaurou um inquérito para apurar todas as circunstâncias e a motivação da chacina.
EM NOTA, PM LAMENTA A TRAGÉDIA OCORRIDA NO OESTE DO ESTADO
O Comando da Polícia Militar emitiu uma nota na manhã desta sexta-feira (15) lamentando profundamente as mortes envolvendo o policial militar Fabiano Junior Garcia.
Conforme a corporação, o soldado não apresentava histórico de problemas psicológicos e atuava como motorista do Coordenador do Policiamento da Unidade onde era lotado.
Confira a nota da PMPR na íntegra:
“A Polícia Militar está consternada e lamenta profundamente o ocorrido nas cidades de Toledo-PR e Céu Azul-PR.
O policial militar que prestava serviços no 19º Batalhão em Toledo não tinha histórico de problemas psicológicos e atuava como motorista do Coordenador do Policiamento da Unidade.
Desde dezembro de 2020 a região conta com o apoio do programa PRUMOS, que disponibiliza atendimento psicológico aos militares, com profissionais contratados para atuar nas Organizações Policiais Militares.”
REGIONAIS
TRE-PR cassa mandato de prefeito e vereadora de Moreira Sales por compra de votos
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu, nesta quarta-feira (19), pela cassação dos mandatos do prefeito de Moreira Sales, Luiz Volpato, e da vereadora Priscila Albano, que foi a candidata mais votada para a Câmara Municipal nas eleições de 2024. A decisão está relacionada a uma investigação sobre suposta compra de votos.
No caso do prefeito, a Justiça Eleitoral de primeira instância havia julgado a ação de forma favorável a Volpato, entendendo que não havia comprovação suficiente de sua participação no esquema atribuído à vereadora.
O Ministério Público Eleitoral recorreu da sentença e levou o caso para análise do TRE-PR. No julgamento realizado nesta quarta-feira, a maioria dos integrantes da Corte acolheu o recurso. O resultado foi de 5 votos pela cassação contra 2.
A situação de Priscila Albano já era diferente. A vereadora havia sido cassada em primeira instância e recorreu da decisão. Ao analisar o recurso, o TRE-PR decidiu manter a cassação do mandato.
Prefeito pode ser afastado
A decisão do Tribunal Regional Eleitoral ainda não encerra definitivamente o processo. As partes podem apresentar embargos de declaração, recurso destinado a questionar eventual omissão, contradição, obscuridade ou erro na decisão.
Também existe a possibilidade de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme o entendimento apresentado durante o julgamento, contudo, Volpato poderá deixar o cargo enquanto o processo estiver em tramitação.
Caso isso ocorra, o comando do município poderá ser assumido temporariamente pelo presidente da Câmara de Moreira Sales, Gustavo Henrique Santos, conhecido como Gustavo do Esporte.
A definição sobre a permanência ou não do prefeito no cargo deverá observar os desdobramentos processuais e as decisões da Justiça Eleitoral.
Composição da Câmara
Com a perda do mandato de Priscila Albano, a composição da Câmara Municipal também deverá passar por alteração.
Será necessária a retotalização dos votos das eleições municipais de 2024, procedimento realizado pela Justiça Eleitoral para recalcular a distribuição das cadeiras após a alteração na validade dos votos.
Somente depois desse processo será definido quem ocupará a vaga deixada pela vereadora.
A decisão desta quarta-feira ainda está sujeita a recursos nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral.
/ilustrado.com.br
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