REGIONAIS
Celular apreendido em comércio de Goioerê gera 24 prisões de membros de organização criminosa
O Ministério Público do Paraná e a Polícia Militar deflagraram a Operação Quimera, com o cumprimento de 24 mandados de prisão em 22 cidades entre 7 e 13 de dezembro. Os alvos são pessoas ligadas a uma organização criminosa que atua a partir de presídios. Também foram efetuadas três prisões em flagrante e a apreensão de uma adolescente.
A investigação teve início em agosto, com a apreensão de celulares e anotações em um estabelecimento comercial de Goioerê onde havia tráfico de drogas – a apreensão foi realizada em conjunto pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca e pelo 7º Batalhão da Polícia Militar, de Cruzeiro do Oeste. Durante as diligências, foram identificados diversos integrantes da organização, que tiveram a prisão preventiva decretada pelo Poder Judiciário.
Em Goioerê foram presas três pessoas (uma mulher e dois homens), sendo uma na Vila Candeias e duas na Vila Guaíra, pelo crime de integrarem organização criminosa, cuja pena pode chegar a oito anos de prisão.
Cidades – No total, foram expedidos 33 mandados de prisão para cumprimento em Goioerê, Curitiba, Maringá, Mandaguari, Sarandi, Tapira, Rondon, Tapejara, Paranavaí, Peabiru, Campina da Lagoa, Loanda, União da Vitória, Pato Branco, Clevelândia, Cascavel, Foz do Iguaçu, Entre Rios, Cafelândia, Foz do Iguaçu e Guaíra, no Paraná, e Cerqueira César (SP). As ordens judiciais foram deferidas pelo Juízo Criminal de Goioerê.
No decorrer das investigações, foram apreendidas drogas, uma arma de fogo, aparelhos celulares e anotações relacionadas às atividades da organização criminosa.
A ação foi executada com a participação de agentes vinculados ao Departamento de Inteligência da PM, do 3º e 5º Comando Regional da PM/ARI, aos 3º, 4º, 6º, 7º, 8º, 11º, 14º, 19º, 23º e 27º Batalhões da PM e à 3ª e 5ª Companhias Independentes da PM.
Sicário – As apurações contaram com informações obtidas na Operação Sicário, deflagrada pelo MPPR e pela Polícia Militar do Paraná em julho de 2019, com foco na mesma organização criminosa e que já gerou cerca de 30 denúncias criminais.
goionews/mp
REGIONAIS
Primas desaparecidas são identificadas após ossadas serem encontradas enterradas
Após quatro meses de buscas, a Polícia Civil do Paraná confirmou nesta quinta-feira (27) a identidade de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, e que foram assassinadas após saírem de uma boate, em Paranavai.
As primas estavam desaparecidas desde 20 de abril e foram encontradas mortas, enterradas em uma cova rasa em uma área rural de Paraíso do Norte. A identificação foi realizada por meio da análise das arcadas dentárias.
Exames médico-legais também apontaram que as jovens foram vítimas de morte violenta. A causa exata das mortes, porém, ainda não foi definida e depende da conclusão de outros exames.
Os corpos, ou apenas a ossada, foram localizados no dia 21 de agosto, durante as investigações sobre o desaparecimento das primas. Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos presos durante a apuração indicou aos investigadores o local onde as vítimas estavam enterradas.
Letycia e Sttela desapareceram na madrugada de 21 de abril, depois de saírem de uma boate em Paranavaí acompanhadas de um homem. Conforme as investigações, as jovens deixaram a cidade em uma caminhonete preta. O veículo foi flagrado por câmeras de segurança passando por Jussara, na região de Cianorte.
O principal suspeito do crime, Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido como “Dog Dog”, morreu durante uma abordagem policial em Mandaguari. De acordo com a investigação, ele teria tentado fugir e feito uma família refém, provocando uma troca de tiros com os policiais.
O segundo suspeito foi preso em Umuarama e, segundo a Polícia Civil, teria confessado o crime durante o interrogatório, além de indicar o local onde os corpos estavam enterrados. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e a causa exata das mortes.



