NOTÍCIAS DO PARANÁ
Policiais do Paraná apreendem 3 toneladas de maconha em janeiro, mais do que em 2022 inteiro
Denúncias anônimas são uma forma de auxílio da população para a atuação repressiva e estratégica das forças de segurança contra o tráfico de drogas e outros crimes. No Paraná, os cidadãos podem colaborar através do telefone 181 da Secretaria estadual da Segurança Pública (Sesp). Durante o mês de janeiro, as queixas anônimas registradas por este canal possibilitaram a apreensão de 3,1 toneladas de maconha, além de outras drogas.
A quantidade de maconha apreendida no primeiro mês do ano já é maior do que o total de 2,2 toneladas da droga confiscadas ao longo de 2022. Também é bem superior a janeiro do ano passado, com 20 quilos.
Esse número foi atingido por meio de duas operações policiais que identificaram pontos de tráfico e locais de estoque de drogas.
A maior apreensão aconteceu em Toledo, no Oeste do Estado, no dia 7 de janeiro. Após denúncia ao 181, uma operação da Polícia Militar do Paraná localizou 2.740 tabletes de maconha que estavam divididos em 137 fardos. Ao todo, havia 2,2 toneladas. No local, um homem suspeito de tráfico de drogas foi preso em flagrante.
Outra grande apreensão aconteceu em Apucarana, no Vale do Ivaí, em 20 de janeiro. Uma denúncia anônima levou a PM, com apoio da Agência Local de Inteligência (ALI), a encontrar 912 quilos de maconha. Nesta operação, dois suspeitos foram presos e encaminhados à Delegacia.
“O número expressivo de drogas apreendidas no início de 2023 representa um reforço na segurança pública do Estado. As forças policiais atuam estrategicamente para reprimir as atividades criminosas inserindo a participação do cidadão, por meio do Disque-Denúncia 181, diretamente na segurança pública”, disse o chefe do Centro Integrado de Denúncias 181, major Giuliano Freitas.
BALANÇO DE JANEIRO
Tráfico de drogas foi o crime mais registrado em denúncias pelo canal no primeiro mês do ano. Ao todo, foram 1.722 denúncias. Também foram 826 registros de maus-tratos a animais domésticos e 470 por comércio ilegal ou tráfico de armas de fogo ou munições. Além disso, foram 413 denúncias por crime ambiental e 167 por uso de drogas.
As informações repassadas pelos cidadãos auxiliam diretamente nos procedimentos policiais e possibilitam tirar das ruas pessoas suspeitas, armas de fogo, munições e entorpecentes. Somente em janeiro, além das toneladas de maconha, as denúncias levaram à prisão de 154 suspeitos e à apreensão de 11 armas de fogo.
COMO DENUNCIAR
O contato com pode ser feito de forma gratuita via telefone, discando 181, ou no site do Disque-Denúncia. Tanto pelo telefone, quanto pela internet, é garantido o sigilo e o anonimato.
Fonte: Agência Estadual de Notícias
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Alep discute importância e proteção do Rio Iguaçu
“Salve o Rio Iguaçu: Caminhos para sua Proteção e Reconhecimento”. Este foi o tema da audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (30), na Assembleia Legislativa que reuniu especialistas de diversas áreas que estudam a influência do rio, que nasce no manancial da serra do mar, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba e percorre centenas de quilômetros até desembocar no Rio Paraná, em Foz do Iguaçu. A proposta do encontro foi do deputado pedetista Goura.

“Queremos chamar a atenção do olhar público para o rio Iguaçu, já que mais de 5 milhões de pessoas vivem em sua bacia, onde existem reservatórios, barragens e inúmeros problemas sociais e ambientais provocados pela falta de atenção do poder público em relação à saúde ecológica do Rio Iguaçu. Por isso, reunimos especialistas, ativistas e pessoas que estudam o equilíbrio ecológico do rio, para trazer esse diagnóstico e buscarmos juntos as soluções tão necessárias para esses problemas”, afirma o deputado, que estende suas preocupações aos demais rios que banham o estado.
“Estamos vivendo um momento de crise climática e precisamos ter um olhar mais cuidadoso com os nossos rios — falando aqui de todos os rios do Paraná: o Ivaí, o Piquiri, o Paranapanema, o Paraná e, obviamente, o Iguaçu, pela sua importância na relação com as pessoas e na sua relação histórica. Hoje é um dia para celebrarmos o Iguaçu, mas também para juntarmos forças em prol de sua preservação”, conclui.
A necessidade de uma legislação atualizada sobre o tema foi destacada pelo deputado Requião Filho (PDT) na abertura da audiência: “Temos o costume de legislar sobre diversos problemas sem consultar os especialistas no assunto, mas estamos tentando reverter isso, e o Goura felizmente faz isso em relação ao meio ambiente, trazendo as universidades e o conhecimento científico — um cuidado que devemos ter aqui na Casa. Estamos em um ponto de desenvolvimento social em que é possível unir a ciência à legislação, juntando conhecimento e vontade política. O Rio Iguaçu pode ser uma metáfora para todo o meio ambiente: se não tomarmos cuidado com nossos rios e com o meio ambiente, significa que não estamos cuidando do nosso estado”.
Direitos do rio
Uma das novidades apresentadas na audiência foi o conceito dos direitos da natureza. A tese, que reconhece um rio, por exemplo, como um “sujeito de direitos”, foi apresentada pela advogada ambientalista Maudi Nancy Joslin-Motta, especializada em gestão e criação de áreas naturais protegidas.
“A proposta que trazemos para o Rio Iguaçu é relativamente nova em termos de direito — um passo à frente do direito ambiental: os direitos da natureza. Nossa proposta é o reconhecimento do Rio Iguaçu como sujeito de direitos, e não como objeto. Os elementos da natureza tendem a ser considerados objetos, mas, como sujeitos de direitos, eles têm alguém para falar por eles. Esse alguém, neste caso, é uma comissão de guardiões e guardiãs do rio, escolhidos entre as pessoas que têm alguma relação com ele, seja o povo ribeirinho, os povos originários, a indústria que capta água para sua atividade, os consumidores, os agricultores ou, enfim, toda a população que depende do Rio Iguaçu”, explica, lembrando que o Rio Iguaçu e seus afluentes respondem por 81% da água consumida no estado do Paraná.
Entre esses guardiões, a advogada destaca os povos originários, que têm um longo histórico de respeito e cuidado com os rios e demais elementos naturais. Indígena do povo Kaingang, a escritora e cineasta Vanessa Fê Há afirma que o Iguaçu não é importante apenas para os povos originários, mas para todos os paranaenses.
“É muito importante que os povos indígenas estejam aqui para falar sobre como é esse contato que temos com o Rio Iguaçu e como ele afeta diretamente as nossas vidas — e sua importância não apenas para os povos indígenas, mas para o estado inteiro, porque a água é vida e a água nos dá vida. É muito importante que o rio faça parte da nossa vida, que esteja em nosso dia a dia e que o tratemos como parte de nós. Temos que pensar no rio, na floresta, como seres vivos, como algo que faz parte do nosso cotidiano. Muitos povos indígenas dizem que somos a própria natureza. Então, se somos a própria natureza, somos a árvore, somos a terra, somos o rio. E esse rio também é o Rio Iguaçu”.
Ao longo da audiência, diversos pesquisadores apresentaram dados alarmantes sobre a degradação do rio em todo o seu curso e apontaram medidas cabíveis para solucionar esse problema. Participaram do evento o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ciro Alberto de Oliveira Ribeiro; Marcus Tesserolli, prefeito de Piraquara; José Ulisses dos Santos, chefe do Parque Nacional do Iguaçu; Yara Barros, coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu; José Álvaro Carneiro, diretor-corporativo do Hospital Pequeno Príncipe; Katya Isaguirre-Torres, coordenadora do Ekoa – Núcleo de Pesquisa e Extensão em Direito Socioambiental da UFPR; e Eduardo Fenianos, pesquisador, escritor e idealizador do Projeto Urbenauta.
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