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Paraná recomenda a vacina bivalente contra a Covid-19 para todos os grupos prioritários

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A Secretaria estadual da Saúde (Sesa) recomendou nesta segunda-feira (20) a aplicação da vacina bivalente contra a Covid-19 para todos os grupos prioritários em locais onde há doses disponíveis. A orientação segue as recomendações do Ofício Circular 50/2023 da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) do Ministério da Saúde.

Inicialmente, o governo federal determinava que as doses de bivalente deveriam ser aplicadas de maneira escalonada – concluindo um grupo para iniciar a vacinação em outro e assim por diante. Agora, segundo o documento, considerando a entrega oportuna dos imunobiológicos pelos fornecedores e a capacidade operacional de distribuição de doses aos estados, o Ministério da Saúde recomenda a aplicação para todos os contemplados dentro dos grupos prioritários, sem escalonamento.

Desde o início da vacinação com a bivalente da Pfizer/BioNTech, o Paraná recebeu pouco mais de 1 milhão de doses. Distribuídas aos municípios, essas vacinas foram destinadas para parte dos grupos prioritários, mas, de acordo com o Vacinômetro Nacional, apenas 203 mil foram aplicadas.

“Acreditamos que hoje no Paraná tenham sido aplicadas cerca de 25% das doses enviadas, considerando o tempo entre a aplicação e o registro no sistema. Este número é muito baixo e, por isso, agora orientamos que os municípios que possuem doses disponíveis ampliem essa imunização para todos os grupos prioritários”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, César Neves.

  • Os grupos prioritários incluem idosos acima de 60 anos, pessoas vivendo em Instituições de Longa Permanência a partir de 12 anos e trabalhadores dessas instituições, imunocomprometidos (também a partir de 12 anos), indígenas, ribeirinhos e quilombolas (acima de 12 anos), gestantes e puérperas, trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente (a partir de 12 anos), população privada de liberdade e adolescentes em medidas socioeducativas e funcionários dessas unidades.
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Para abranger integralmente toda a população elencada como prioritária nos grupos determinados, o Paraná precisa de 2,6 milhões de doses. Destas, 1.029.876 já foram entregues e distribuídas. Agora, o Estado aguarda o envio de mais 1,5 milhão de vacinas pelo Ministério da Saúde.

Fonte: Agência Estadual de Notícias

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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