NOTÍCIAS DO PARANÁ
Traiano compara ocupação da Assembleia do Paraná ao 8 de janeiro
Presidente da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), o deputado Ademar Traiano comparou a ocupação dos manifestantes contrários ao programa ‘Parceiro da Escola’ à invasão dos prédios dos Três Poderes no ato antidemocrático em Brasília, no dia 8 de janeiro.
“Aqui não é nada diferente. Se em Brasília valeu o rigor da lei com prisões, nós também queremos que aqui no Paraná a Justiça seja feita”, diz o presidente da Alep em entrevista à rádio BandNews FM Curitiba.
O projeto que muda a gestão privada para 200 escolas da rede estadual foi aprovado pelos deputados e sancionado pelo governador Ratinho Junior. Contudo, as votações dos parlamentares aconteceram após a ocupação do plenário da Alep, o que fez com que as sessões fossem híbridas.
Em levantamento prévio, a Assembleia do Paraná teve vidros quebrados e estragos nas portas de acesso para o plenário, além do arrombamento do portão principal de entrada e depredação de cadeiras nas galerias.
Diante desse cenário, Traiano reforçou a intenção da Alep em identificar e responsabilizar os envolvidos no episódio.
“Chamamos o serviço de inteligência do governo, que acompanhou toda essa movimentação dentro e fora da Assembleia, e esse serviço vai nos trazer um relato para que a gente possa tomar as providências, tanto em relação aos prejuízos financeiros quanto pela responsabilização dos vândalos que afrontaram o Poder Legislativo”, completou.
A APP-Sindicato afirma que a “manifestação de terça-feira não teve nada parecido com o dia 8 de janeiro. Aqui foram educadores(as) lutando em defesa da escola pública. A própria determinação do governador Ratinho Jr de fazer o PL 345 em regime de urgência evidencia a falta de disposição para debater o projeto democraticamente”.
FONTE PARANÁ PORTAL (Foto: Orlando Kissner/ALEP)
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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