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IBGE reduz projeção para safra por “problemas climáticos mais graves do que os imaginados”

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O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) reduziu em junho sua projeção mensal para a safra agrícola em 2024 citando problemas climáticos mais graves do que os imaginados anteriormente.

Conforme a estimativa do órgão, a produção nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas deve alcançar 295,9 milhões de toneladas neste ano. Entram nessa conta grãos como soja, milho, arroz e feijão.

Se confirmada, a nova estimativa (295,9 milhões de toneladas) será 6,2% menor do que o resultado obtido em 2023 (315,4 milhões de toneladas). A baixa esperada é de 19,5 milhões de toneladas.
Em nota, o gerente de agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, disse que a safra teve “vários problemas” desde o início da implantação, incluindo altas temperaturas e falta de chuvas no verão, com necessidade de replantio em algumas áreas.

Outro fator citado pelo técnico é o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul, que devastaram plantações de diferentes culturas no final de abril e em maio. “E agora com a colheita do milho de segunda safra, temos constatado que esses problemas foram mais graves que imaginávamos”, afirmou Guedes.

“Os estados que sofreram as maiores reavaliações foram Minas Gerais, com uma queda de quase 900 mil toneladas, além de Paraná e Bahia. Em contrapartida, houve crescimento na estimativa da produção do arroz em Tocantins.”

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Os dados divulgados nesta quinta integram o LSPA (Levantamento Sistemático da Produção Agrícola). Segundo o IBGE, a pesquisa ainda não refletiu totalmente as perdas esperadas com as enchentes no Rio Grande do Sul. O instituto disse que intensificou os esforços para levantar os impactos.

Além da crise sentida pelos produtores gaúchos, o gerente do LSPA, Carlos Barradas, também mencionou problemas de seca no bioma Cerrado, especialmente em Minas Gerais, Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul.

De acordo com o IBGE, a área a ser colhida neste ano é de 78,3 milhões de hectares, aumento de 0,6% frente a 2023 (mais 462,7 mil hectares). Em relação ao levantamento de maio, o acréscimo é de 8.220 hectares.

O arroz, o milho e a soja, os três principais produtos analisados, somam 91,6% da estimativa de produção. Também respondem por 87,2% da área a ser colhida.

No caso da soja, a estimativa é de produção de 146,8 milhões de toneladas neste ano. Isso representaria uma baixa de 3,4% em relação ao ano anterior. A previsão, contudo, subiu 0,1% em relação ao levantamento de maio.

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Para o milho, é estimada uma produção de 113,7 milhões de toneladas, com queda de 13,3% no ano. A projeção é de redução de 15% na primeira safra e de 12,8% na segunda safra.

Para o arroz, o IBGE prevê um total de 10,7 milhões de toneladas. Isso representa um acréscimo de 1,8% em relação à estimativa do mês anterior e um crescimento de 4,1% ante o volume produzido em 2023.

“Esse aumento deve-se à área plantada, que cresceu 6,7%, enquanto o rendimento médio teve uma retração de 2,8%. Em junho, o Tocantins reavaliou positivamente sua estimativa de produção, devendo a mesma alcançar 764,3 mil toneladas. A produção de arroz em 2024, embora de forma apertada, deve atender ao consumo interno do país”, afirmou o IBGE.

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a defender a realização de um leilão de importação de arroz, em uma tentativa de conter pressões inflacionárias com as enchentes no Rio Grande do Sul. O estado é o principal produtor do país.

Após críticas da oposição e de produtores, o governo voltou atrás e suspendeu o certame. Agora, negocia com o agronegócio um acordo para controlar os preços.

 

LEONARDO VIECELI (FOLHAPRESS) Foto: Arquivo/Albari Rosa/ANPr

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Eleitores têm 30 dias para tirar, revisar, regularizar e transferir o Título Eleitoral

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O eleitorado tem apenas 30 dias para realizar a emissão da primeira via do Título de Eleitor, a transferência de domicílio eleitoral, a atualização de dados e o cadastramento biométrico (caso ainda não tenha coletado as digitais). Para evitar filas e possíveis transtornos, a Justiça Eleitoral recomenda que os cidadãos não deixem para a última hora e compareçam ao Cartório Eleitoral o quanto antes. Os atendimentos ocorrem de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.

O cadastro eleitoral se encerra no dia 6 de maio (quarta-feira), 151 dias antes da eleição, conforme previsto na Lei nº 9.504/1997. Esse prazo permite que a Justiça Eleitoral organize a logística da votação, o que inclui a definição das Seções Eleitorais e a produção do material necessário para o dia da eleição. Neste ano, o pleito ocorrerá, em primeiro turno, no dia 4 de outubro e, se houver segundo turno, no dia 25 de outubro.

Quem precisa comparecer presencialmente ao Cartório Eleitoral?

– Jovens que vão realizar o alistamento eleitoral (tirar o Título);

– Eleitores que ainda não coletaram a biometria.

Os eleitores que já têm a biometria cadastrada podem solicitar os serviços de forma on-line, pelo Autoatendimento Eleitoral, sem a necessidade de comparecer ao Cartório. Os eleitores que tiveram a biometria coletada há mais de 10 anos e que não tiveram os dados biométricos reconhecidos pela urna em nenhuma eleição nesse período serão alertados a comparecer ao Cartório Eleitoral pelo próprio sistema.

Como conferir a situação eleitoral?

O eleitor pode verificar sua situação eleitoral pelo autoatendimento, ao clicar em “Título Eleitoral” e “Consultar situação eleitoral” (opção 6). Se houver alguma pendência, a regularização deve ser feita até o dia 6 de maio para que a pessoa possa exercer o direito ao voto nas Eleições 2026.

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O que é possível solicitar apenas até o dia 6 de maio?

Alistamento (primeira via do Título) compreende os atos de qualificação e inscrição do eleitor, o que permite à pessoa votar na eleição.
Transferência de domicílio eleitoral operação que atualiza o endereço da pessoa que mudou de cidade, estado ou país, para que ela possa continuar a exercer o direito ao voto.
Atualização de dados cadastrais (revisão) serviço em que o eleitor solicita a alteração dos próprios dados (atualização do nome, endereço ou local de votação, por exemplo), sem mudar o município.
Regularização é realizada para eliminar pendências com a Justiça Eleitoral. Isso pode ocorrer, por exemplo, com as pessoas que não quitaram as multas por não comparecimento às urnas.

Fique atento! Todos os serviços eleitorais são oferecidos de forma gratuita. Os eleitores devem se certificar de que a regularização seja feita em um canal oficial da Justiça Eleitoral.

Como solicitar os serviços?

Os serviços eleitorais podem ser requeridos de forma on-line (apenas para eleitores com biometria cadastrada) ou presencialmente, comparecendo aos Cartórios Eleitorais do Paraná de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h (não é necessário realizar agendamento). Os endereços podem ser consultados no site do TRE-PR ao clicar em “Serviços Eleitorais” (menu superior) e em “Zonas Eleitorais”. Em ambos os casos, será necessário apresentar os seguintes documentos:

– Documento oficial de identidade com foto;

– CPF (se houver);

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– Comprovante de residência recente, emitido há, no mínimo, 3 meses e, no máximo, 1 ano;

– Comprovante de quitação do serviço militar (para homens que completam 19 anos no ano em que forem requerer o Título);

– Comprovante de pagamento de débito com a Justiça Eleitoral (se houver).

Precisa da segunda via do Título?

Quem já tem o Título Eleitoral e necessita de uma segunda via, pode baixar e imprimir o documento pelo e-Título (disponível em plataformas Android ou iOS) ou pelo autoatendimento. A sua autenticidade poderá ser confirmada pelo QR Code presente no próprio arquivo ou pelo código de validação.

Por que é importante estar em dia com a Justiça Eleitoral?

Sem o documento regularizado, o cidadão fica impossibilitado de votar, de tirar ou renovar passaporte ou carteira de identidade, de se inscrever em prova, concurso público ou tomar posse no cargo, de renovar matrícula em instituição de ensino, de se candidatar para cargos políticos ou de praticar qualquer ato no qual seja obrigatório a quitação eleitoral.

Quem é obrigado a votar?

O voto é obrigatório para brasileiros entre 18 e 70 anos e é facultativo para pessoas analfabetas, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos. Aqueles que completarem 16 anos até a data do primeiro turno, em 4 de outubro de 2026, já podem solicitar a emissão do Título Eleitoral para votar nas eleições deste ano.

Dúvidas?

📱WhatsApp: (41) 3330-8500
☎️Disque-eleitor: 0800 640 8400 (ligação gratuita)

Os atendimentos são realizados de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h.

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