REGIONAIS
Operação Caronte apura crimes eleitorais como fraude em inscrição eleitoral e uso de documento falso em Cianorte, Japurá e São Tomé
Em Cianorte o Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria Eleitoral da Comarca, realizou nesta terça-feira, 20 de agosto, a Operação Caronte, relacionada a investigação sobre os crimes de associação criminosa, fraude em inscrição eleitoral e uso de documento falso. Com apoio da Polícia Federal, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nas cidades de Cianorte, Japurá e São Tomé.
As investigações começaram a partir de uma denúncia anônima feita ao MPPR no primeiro semestre deste ano. Foi constatado que um determinado grupo criminoso aliciava pessoas que não residiam no município de São Tomé para que se alistassem como eleitores, falsificando documentos e pagando essas pessoas. Esses “eleitores” recebiam valores quando da emissão dos títulos e tinham a promessa de receber mais dinheiro após as eleições. Os crimes seriam praticados para beneficiar um determinado candidato.
A apuração da Promotoria Eleitoral busca verificar a possível prática dos crimes previstos nos artigos 288 e 304 do Código Penal e artigos 289 e 290 do Código Eleitoral. As ordens judiciais foram expedidas pelo Juízo da 88ª Zona Eleitoral de Cianorte.
Na mitologia grega, Caronte é o barqueiro de Hades, que carrega as almas dos recém-mortos sobre as águas do rio Estige e Aqueronte, que dividiam o mundo dos vivos do mundo dos mortos.
Denúncias – Suspeitas de indícios de irregularidades cometidas por candidatos aos cargos de vereador e prefeito podem ser levadas ao conhecimento das Promotorias Eleitorais em todo o estado para as respectivas apurações e providências. O MPPR, o Tribunal Regional Eleitoral e outras instituições criaram um canal único para receber essas informações. O formulário está disponível na página principal do Ministério Público do Paraná na internet, com destaque, no botão “Denúncias Eleitorais”.
REGIONAIS
TRE-PR cassa mandato de prefeito e vereadora de Moreira Sales por compra de votos
O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu, nesta quarta-feira (19), pela cassação dos mandatos do prefeito de Moreira Sales, Luiz Volpato, e da vereadora Priscila Albano, que foi a candidata mais votada para a Câmara Municipal nas eleições de 2024. A decisão está relacionada a uma investigação sobre suposta compra de votos.
No caso do prefeito, a Justiça Eleitoral de primeira instância havia julgado a ação de forma favorável a Volpato, entendendo que não havia comprovação suficiente de sua participação no esquema atribuído à vereadora.
O Ministério Público Eleitoral recorreu da sentença e levou o caso para análise do TRE-PR. No julgamento realizado nesta quarta-feira, a maioria dos integrantes da Corte acolheu o recurso. O resultado foi de 5 votos pela cassação contra 2.
A situação de Priscila Albano já era diferente. A vereadora havia sido cassada em primeira instância e recorreu da decisão. Ao analisar o recurso, o TRE-PR decidiu manter a cassação do mandato.
Prefeito pode ser afastado
A decisão do Tribunal Regional Eleitoral ainda não encerra definitivamente o processo. As partes podem apresentar embargos de declaração, recurso destinado a questionar eventual omissão, contradição, obscuridade ou erro na decisão.
Também existe a possibilidade de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme o entendimento apresentado durante o julgamento, contudo, Volpato poderá deixar o cargo enquanto o processo estiver em tramitação.
Caso isso ocorra, o comando do município poderá ser assumido temporariamente pelo presidente da Câmara de Moreira Sales, Gustavo Henrique Santos, conhecido como Gustavo do Esporte.
A definição sobre a permanência ou não do prefeito no cargo deverá observar os desdobramentos processuais e as decisões da Justiça Eleitoral.
Composição da Câmara
Com a perda do mandato de Priscila Albano, a composição da Câmara Municipal também deverá passar por alteração.
Será necessária a retotalização dos votos das eleições municipais de 2024, procedimento realizado pela Justiça Eleitoral para recalcular a distribuição das cadeiras após a alteração na validade dos votos.
Somente depois desse processo será definido quem ocupará a vaga deixada pela vereadora.
A decisão desta quarta-feira ainda está sujeita a recursos nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral.
/ilustrado.com.br
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