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Fraca ou forte? Simepar explica a relação entre o tempo e o volume das chuvas

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O paranaense já está acostumado acordar e acessar a previsão do tempo do celular ou o site do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar) para planejar o dia. Em Curitiba, por exemplo, depois de um temporal no fim da tarde dessa terça-feira (25), os dados do Simepar para esta semana apontam um acumulado de chuva de menos de 5 milímetros ao longo desta quarta e quinta-feira (26 e 27).

Mas o que esses números representam efetivamente? Cinco, 10 ou 15 milímetros são chuvas fortes ou regulares? Para esclarecer algumas dúvidas comuns, o Simepar preparou algumas respostas práticas que podem ajudar no planejamento diário.

O Simepar adota uma tabela para interpretar a força dos temporais. Se, em um período de 6 horas, chover menos de 0,2 mm, a chuva sequer é considerada. Entre 0,3 mm e 2,5 mm é considerada como chuvisco. Se torna uma chuva fraca quando o acumulado em 6h é entre 2,5 mm e 10 mm. A partir daí até 25 mm, a chuva é moderada. Dos 25 mm aos 50 mm é considerada chuva forte e acima dos 50 mm é considerada chuva extrema.

O período em que a precipitação é registrada é extremamente relevante para avaliar a força da chuva. Um exemplo é o que aconteceu nesta terça em Curitiba. Apenas no bairro Pinheirinho, em uma hora, a estação meteorológica da prefeitura de Curitiba registrou um acumulado de 36 mm de chuva. Essa quantidade em um período de 6 horas já seria considerada uma chuva forte, e a precipitação foi concentrada em ainda menos tempo.

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“Um milímetro por minuto já é considerado chuva forte. Se chover 15 mm em 15 minutos, ou 60 mm em uma hora, é muita água para absorção. Outras variáveis interferem no impacto desta chuva, como por exemplo a topografia da região e a infraestrutura das cidades. Áreas montanhosas, quando recebem grande acumulado de chuvas, por conta da inclinação podem sofrer com enxurradas e cabeças d’água”, explica o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib.

No site do Simepar é possível verificar a previsão de chuva por hora, nos 399 municípios do Paraná, para o dia vigente e o dia seguinte. Os dados da previsão do tempo são atualizados duas vezes por dia. Além da previsão, também é possível ver no site o quanto efetivamente choveu em cada estação meteorológica do Simepar pelo Estado, com atualizações a cada 15 minutos. Basta clicar no link “acesse nossas estações”, na página inicial.

IMPACTO

De acordo com a Defesa Civil Estadual, o impacto dessa precipitação na rotina das pessoas depende de fatores que vão além da relação do volume num determinado período. As características do local e o histórico dos dias anteriores podem influenciar de maneira positiva ou negativa durante a chuva.

Um exemplo foi o que aconteceu em Curitiba na semana passada. “Foram 42 milímetros de chuva em menos de uma hora. Se tivesse chovido a mesma quantidade em 24h provavelmente não haveria problemas. Mas como ocorreu em menos de uma hora e em uma área extremamente urbanizada, isso acabou dificultando o escoamento da água, que é a dificuldade de drenagem urbana”, explica o capitão Anderson Gomes, chefe do Centro Estadual de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cegerd).

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O Cegerd recebe as informações meteorológicas do Simepar e avalia os riscos de enxurradas, alagamentos, inundação e deslizamentos, para emitir alertas para a população. “Todos os fatores são analisados para emissão de alerta, pois cada situação e região têm características específicas. Chuvas continuadas, por exemplo, começam a degradar o solo, e quando essa região recebe uma pancada de chuva forte, desencadeia eventos de deslizamento”, explica o capitão.

MÉDIAS HISTÓRICAS

A chuva no mês de fevereiro tem ficado dentro ou abaixo da média em quase todos os municípios que possuem estação meteorológica do Simepar. Apenas três tiveram chuvas expressivas acima da média histórica: em Antonina, até o dia 24 deste mês, choveu um acumulado de 310,8 mm – 72 mm a mais do que a média histórica para todo o mês de fevereiro, que é de 238,5 mm.

A estação meteorológica de Campo Mourão registrou um acumulado de 275,8 mm também até 24 de fevereiro, valor que é 114 mm superior à média de fevereiro – 162 mm. Em São Miguel do Iguaçu choveu 230,8 mm no mesmo período – 101 mm a mais do que a média de fevereiro, que é de 129 mm.

Agência Estadual de Notícias

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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