NOTÍCIAS DO PARANÁ
Sicredi dispara em 2024: ativos crescem 22,3% e ultrapassam R$ 396 bilhões!
O Sicredi, instituição financeira cooperativa com presença em todo o Brasil e mais de 9 milhões de associados, registrou, em 2024, continuidade em sua trajetória de crescimento. Os ativos totalizaram R$ 396,8 bilhões, aumento de 22,3% na comparação com o ano anterior. A carteira de crédito total teve acréscimo de 22,4%, chegando a R$ 257,6 bilhões, evidenciando o apoio às pessoas empreendedoras, produtores rurais e pessoas físicas.
O recorte da carteira agro, que considera as operações de crédito rural, direcionados mais a CPR, foi de R$ 101,1 bilhões, 21,2% a mais que em 2023. O resultado reforça a relevância do Sicredi como a primeira entre as instituições financeiras privadas em concessão de crédito para o público agro no Brasil. São 777 mil associados do segmento agro, sendo 83% da agricultura familiar, 12% de produtores de porte médio e 5% de grande porte.
Já a carteira de crédito para Pessoas Jurídicas fechou 2024 em R$ 83,2 bilhões, aumento de 25% no ano. Dos mais de 1,2 milhão de associados PJ, 95% são micro, pequenas empresas ou microempreendedores individuais (MEI). O Sicredi tem em sua carteira 26% das mais de 1,4 milhão de pequenas empresas no país, aproximadamente 350 mil empresas. O saldo da carteira para Pessoas Físicas, por sua vez, atingiu R$ 73,2 bilhões, alta de 21%. Esse público responde por 75,4% dos associados do Sicredi. A taxa de inadimplência registrada em dezembro foi de 2,44%, inferior à média verificada no Sistema Financeiro Nacional no mesmo período, que foi de 3,1%.
A instituição manteve sua liderança como o principal repassador de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pelo segundo ano consecutivo. Em 2024, o Sicredi liberou um total de R$ 12,2 bilhões, registrando um crescimento de 49% em relação ao ano anterior.
O diretor presidente do Banco Cooperativo Sicredi, César Bochi, destaca os benefícios dessa relação do Sicredi com os associados e o apoio às comunidades: “Seguimos em nosso propósito de, por meio da atuação próxima realizada em cada região por nossas 103 cooperativas, promover o desenvolvimento local e o crescimento das atividades econômicas de nossos associados, sejam pessoas físicas, pessoas jurídicas ou produtores rurais. Estamos conseguindo atender a um número cada vez maior de associados e comunidades, expandido nosso impacto positivo na sociedade”, afirma Bochi.
O resultado líquido do Sicredi em 2024 foi de R$ 6,6 bilhões, uma redução de 3,2% em relação a 2023. A partir deste valor, R$ 2,7 bilhões serão destinados diretamente aos associados, entre juros ao capital e distribuição de resultados. Esta distribuição é um dos diferenciais do modelo de negócio do Sicredi, feita por cada uma das mais de 100 cooperativas de crédito da instituição. A destinação dos valores aos associados é votada em assembleia de cada Cooperativa. Cada associado recebe uma quantia compatível à sua geração de receita ao longo do ano com o uso dos produtos e serviços do portfólio do Sicredi.
Além do valor distribuído diretamente aos associados a partir do resultado líquido, R$ R$ 325,7 milhões foram destinados ao Investimento Social do Sicredi, para projetos voltados ao desenvolvimento social e para o Fundo de Assistência Técnica, Educacional e Social (FATES), que tem como finalidade apoiar associados, colaboradores e a comunidade em geral. Como as cooperativas de crédito não visam o lucro, o restante do resultado é direcionado para obrigações como Reserva Legal (R$ 3,1 bilhões) e outras reservas e fundos (R$ 10,6 milhões).
O patrimônio líquido registrado foi de R$ 44,2 bilhões, representando uma elevação de 17,9%. Já em depósitos totais e captações, no ano passado, houve um crescimento de 21,3%, chegando a R$ 268,6 bilhões, que incluem depósitos à vista e a prazo, interfinanceiros e poupança, além de captação em LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) e LCI (Letra de Crédito Imobiliário).
Indicador de benefício econômico – Tendo como base metodologia do Banco Central (BC), o índice Benefício Econômico do Sicredi (BES) atingiu o marco de R$ 25,5 bilhões aos seus associados, um aumento de 8,5% em relação ao ano anterior. O valor representou uma economia média de R$ 2.931,17 para cada um dos seus mais de 8,5 milhões de associados* em 2024.
Três indicadores compõem o cálculo do índice. São eles, o Benefício Econômico de Crédito (BEC), que mensura a economia sobre operações de crédito por meio de taxas médias mais baixas em comparação à média do Sistema Financeiro Nacional (SFN); o Benefício Econômico do Depósito (BED), que mostra o ganho adicional com depósito por meio de remuneração mais elevada, e os Benefícios Econômicos do Exercício (BEE), que mede a distribuição de resultados, o pagamento de juros ao capital e o valor revertido ao associado por meio de ações educacionais e sociais.
“Gerar prosperidade é o propósito de existir das cooperativas de crédito, e esse indicador reforça o quanto o Sicredi põe em prática esse objetivo. O índice demonstra todo nosso esforço para possibilitar à sociedade as melhores condições de financiar a realização de seus objetivos. Soma-se a isso o movimento de retorno dos resultados financeiros aos associados, assim como a destinação para finalidades sociais a partir dele”, destaca o diretor executivo de Estratégia, Sustentabilidade, Administração e Finanças do Sicredi, Alexandre Barbosa.
Crescimento além do financeiro
Em 2024, o Sicredi também reforçou sua estratégia de expansão do número de agências, ultrapassando 2,8 mil postos de atendimento presencial em todos os estados do Brasil, com 218 novas agências no ano passado. Atualmente, a instituição financeira tem agências em mais de 2,1 mil municípios do Brasil e, em mais de 200 deles, é a única fisicamente presente.
Também foi ultrapassado o marco de 8,5 milhões de associados e de 47 mil pessoas colaboradoras. Somente em 2024, houve o acréscimo de 1,2 milhão associados e de 4,1 mil pessoas colaboradoras. Outro destaque foi o reconhecimento do Sicredi como a melhor empresa para trabalhar no Brasil no ranking Great Place to Work (GPTW).
*Total de associados considerado quando o estudo foi realizado.
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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