NOTÍCIAS DO PARANÁ
Após desistir da disputa presidencial, Ratinho Júnior volta foco para sucessão no Paraná
Passadas mais de 24 horas do anúncio de que não disputará a Presidência da República, o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), tem agora um objetivo definido: concentrar forças na sucessão estadual e na manutenção de seu grupo político no comando do Estado.
A desistência da pré-candidatura ao Palácio do Planalto é vista nos bastidores como uma decisão estratégica. Ao abrir mão da corrida nacional, o governador evita desgastes em um cenário polarizado — especialmente um confronto direto com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) — que fez seu partido apoiar o senador Sergio Moro (União) como candidato a governador do Paraná. Morose filiou ao PL e deve concorrer contra o secretário das cidades, Guto Silva (PSD), que deve ser o candidato do grupo de Ratinho.
O movimento ganha ainda mais relevância diante da articulação do PL, que decidiu apoiar o senador Sergio Moro ao governo do Estado. A possível filiação de Moro à sigla elevou o nível da disputa e acendeu o alerta no grupo político de Ratinho Júnior.
Com isso, o governador deve assumir papel central na campanha do seu grupo, que tem como principal nome o atual secretário das Cidades, Guto Silva. A permanência no cargo permite a Ratinho ampliar articulações, fortalecer alianças e enfrentar diretamente o avanço de adversários no Paraná.
No cenário nacional, a saída de Ratinho Júnior da disputa também reorganiza o PSD, que passa a convergir para o nome do governador de Goiás, Ronaldo Caiado, como possível candidato à Presidência.
Internamente, aliados avaliam que a decisão foi influenciada por uma soma de fatores, incluindo o apelo familiar, o ambiente político nacional e, principalmente, a necessidade de garantir protagonismo na disputa estadual.
A leitura predominante é de que, ao recuar da corrida presidencial, Ratinho Júnior preserva capital político e entra mais forte na eleição .
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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