ESPORTES
André marca nos acréscimos, e Fluminense vence Flamengo em clássico em SP
Pior em grande parte do jogo, o Fluminense venceu o Flamengo por 1 a 0 neste domingo (4), com gol de André, aos 45 minutos do segundo tempo, no clássico carioca na Neo Química Arena, em São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro.
O jejum de gols perdurou mais de 90 minutos, mas sucumbiu aos moleques da base que saíram do banco. Substituto de Martinelli, o jovem aproveitou cruzamento de Luiz Henrique para decidir o clássico. Com a vitória, o Fluminense chegou à sétima posição, com 13 pontos e ultrapassou o rival rubro-negro, que tem 12 e é o oitavo do Campeonato Brasileiro.
O jogo não foi de grandes inspirações -principalmente do lado tricolor-, mas dentro do que deu errado na NeoQuímica Arena, a opção por Cazares foi a aposta mais equivocada de Roger Machado. O meia equatoriano participou pouco do jogo e muito da falta de pressão na bola do Fluminense. No Flamengo, Bruno Henrique até tentou, como de costume, mas esteve mal tecnicamente e errou muitos passes e chutes.
Rogério Ceni e Roger Machado se enfrentaram muitas vezes nos tempos de jogador. Como treinadores, geralmente fazem confrontos equilibrados, embora o desempenho do Flamengo venha sendo superior ao do Fluminense no clássico nesta temporada. Ao opor os sistemas de jogo, entretanto, o ex-goleiro levou a melhor. O rubro-negro só foi incomodado no fim do jogo, já cansado e após as (boas) mexidas do tricolor. O jogo de posição com inspirações ofensivas de Ceni foi melhor que a verticalidade de Roger.
Apesar de dominar a posse de bola, o Flamengo não conseguia furar a marcação do Fluminense na frente da área no começo do jogo. A exceção veio em uma roubada que virou contra-ataque aos 10 minutos. Michael lançou Bruno Henrique, que invadiu sozinho, mas Marcos Felipe saiu bem do gol e salvou o Fluminense.
A primeira chance do jogo fez o Flamengo se animar e ocupar mais o campo de ataque. Retraído na defesa, o Fluminense tinha uma marcação passiva, e se resumia a tentar sair no contra-ataque. Sem muita pressão na bola, entretanto, o time de Roger Machado forçava poucos erros. Um deles, aos 19 minutos, terminou em um cruzamento de Egídio na cabeça de Fred, que finalizou com força e obrigou Diego Alves a fazer grande defesa.
Sem uma marcação participativa do Fluminense, o Flamengo teve campo e tempo para trabalhar a bola. Com a posse, o time de Rogério Ceni foi senhor do jogo, e criou as melhores chances do primeiro tempo. Aos 33 minutos, Vitinho cruzou e Gustavo Henrique subiu mais que todo mundo para cabecear forte e carimbar o travessão de Marcos Felipe. Melhor na partida, o Flamento por pouco não abriu o placar. Nove minutos depois, seu companheiro de zaga, Rodrigo Caio, finalizou com perigo em chute cruzado, demonstrando o domínio rubro-negro.
Apesar do descanso no intervalo, o jogo caiu de ritmo na volta para o segundo tempo. O Fluminense, um pouco melhor postado, cedia menos espaços, e o Flamengo cansava de perder chances, dessa vez, menos claras. Até os 15 minutos, quando Rodrigo Caio levou perigo em cabeçada, apenas chutes fracos e tortos de Michael e Bruno Henrique incomodaram o gol de Marcos Felipe.
Se seu sistema não funcionou na maior parte do jogo, Roger Machado ao menos foi bem nas substituições. O técnico trocou Cazares e Fred por Nenê e Lucca, o Fluminense ganhou em movimentação no ataque e melhorou no jogo. No primeiro lance da dupla, aos 22 minutos, o veterano lançou o atacante, que driblou Diego Alves e teve o gol aberto, mas chutou fraco, sem ângulo.
Depois, o treinador tricolor tirou Caio Paulista, esgotado, e lançou Luiz Henrique. Em seu primeiro lance, aos 28 minutos, Luiz Henrique driblou Filipe Luís e bateu colocado, mas Diego Alves salvou. No minuto seguinte, Lucca recebeu na frente e bateu com força, obrigando nova grande defesa do goleiro rubro-negro.
Depois de correr atrás do Flamengo em quase todo o jogo, o Fluminense começou a jogar mais após a mexida. E foi premiado nos acréscimos. Moleques de Xerém, Luiz Henrique e André saíram do banco para decidir o clássico contra o arquirrival. Aos 45 minutos, o ponta foi à linha de fundo e cruzou para o volante tocar sem chances para Diego Alves e dar a vitória ao Tricolor.
FLAMENGO
Diego Alves; Matheuzinho, Gustavo Henrique, Rodrigo Caio e Filipe Luís; João Gomes (Thiago Maia), Willian Arão e Vitinho (Muniz ); Michael (Max), Bruno Henrique e Pedro. T.: Rogério Ceni.
FLUMINENSE
Marcos Felipe; Samuel Xavier, Nino, Luccas Claro, Egídio; Martinelli (André), Yago, Cazares (Nene – 21’/2ºT); Gabriel Teixeira (Kayky), Caio Paulista (Luiz Henrique) e Fred (Lucca). T: Roger Machado.
Estádio: Neo Química Arena, São Paulo (SP)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira (Fifa-SP)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP) e Daniel Paulo Ziolli (SP)
VAR: Marcio Henrique de Gois (SP)
Cartões amarelos: João Gomes, Vitinho, (FLA), Nino (FLU)
Gols: André (FLU), aos 45min do 2ºT
ESPORTES
Brasil vence Egito mas não convence
A Seleção Brasileira derrotou o Egito por 2 a 1, na noite deste sábado (6), em seu último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, que se dará no próximo sábado (13), contra o Marrocos. Bruno Guimarães e Endrick fizeram os gols da equipe e Zico descontou para a seleção africana. Não foi um jogo empolgante, pois o Brasil mostrou as mesmas deficiências técnicas e táticas dos últimos jogos. O que deixa muitas incertezas do que teremos pelo frente.
A Seleção vai fazer sua estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho, próximo sábado, contra o Marrocos. A partida está marcada para as 19h (horário de Brasília) e será realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey (região de Nova York/Nova Jersey). O rival vem de uma vitória de 4 a 0 contra Madagascar e que neste domingo enfrenta a Noruega. Depois, o Brasil vai enfrentar o Haiti,no dia 19 de junho, time que vem de uma goleada que aplicou sobre Nova Zelândia e de derrota em amistoso contra o Peru, por 2 a 1. E vai fechar a primeira fase contra a Escócia, em 24 de junho. O time europeu vem de vitória em amistoso de 4 a 0 contra a Bolívia.
Pelo que se viu no amistoso contra o Egito, em que o Brasil utilizou todos os jogadores, é de preocupação para os torcedores. Afinal, om técnico Carlo Ancelotti faz mistério e está travando o time, para não assustar, ou o grupo é muito fraco mesmo, podendo fazer mais um vexame neste 2026, sequer passando da primeira fase. Jogo é jogo, treino é treino. Assim que vale. Copa do Mundo é pra valer. A última campeã, a Argentina, venceu neste sábado (6) a seleção de Honduras por 2 a 0. A França, vice na última copa e uma outra favorita, perdeu de 2 a 1 para Costa do Marfim nesta semana.
Como foi a partida
A partida, disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland, teve ótimo público: 64.311 presentes, muitos com a tradicional camisa amarela da Seleção Brasileira. Em campo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti atuou com camisa azul e calções e meiões pretos. Vai repetir o uniforme no segundo jogo da Copa, contra o Haiti.
Na sua sétima vitória sobre os egípcios (em sete confrontos), o Brasil utilizou 22 atletas, como havia prometido o técnico Carlo Ancelotti, que queria dar nova oportunidade ao grupo de convocados.
O primeiro tempo começou à feição para o Brasil. Com forte marcação sob pressão na saída de bola do Egito, a equipe abriu o placar com apenas 6 minutos de jogo. Bruno Guimarães deu o bote no defensor adversário, tomou a bola dele e chutou com precisão: 1 a 0.
O gol deu a impressão de que a Seleção não teria dificuldades para ampliar. Mas, numa outra falha, dessa vez da defesa brasileira, Zico empatou, aos 10 minutos. O jogador egípcio ganhou este nome em homenagem ao ex-craque do Brasil e do Flamengo.
A partir do 1 a 1, o domínio da Seleção Brasileira se fez presente, com ataques perigosos e diversas oportunidades criadas. Vini Jr, Raphinha e Igor Thiago, duas vezes, tiveram chance de desempatar, mas esbarram na ótima atuação do goleiro Shobeir.
A etapa inicial também foi marcada pela substituição, aos 15 minutos, de Wesley, que saiu chorando de campo, por Danilo. Ele sentiu dores na virilha esquerda.
No intervalo, a Seleção promoveu várias alterações, assim como Ancelotti tinha feito no amistoso anterior, no Maracanã, em que o Brasil venceu o Panamá por 6 a 2.
Os substitutos deram outro ritmo à partida nos 15 primeiros minutos da etapa final, período em que os egípcios sequer conseguiam passar do meio de campo. O gol da vitória surgiu novamente de um aperto da marcação brasileira na defesa adversária. Na sequência, Raphinha cruzou rasteiro e Endrick finalizou de esquerda.
Foi o quarto gol do jovem atacante na Seleção Brasileira, que não fazia um gol pelo Brasil havia dois anos.
Com a vantagem, a Seleção Brasileira soube conduzir o jogo, sem deixar de tentar novas situações de gol, notadamente quando a bola sobrava para Luiz Henrique, cujo talento desnorteou os zagueiros do Egito mais de uma vez.
Agora, é esperar mais sete dias para ver a Seleção Brasileira em ação num duelo contra outra forte seleção, a do Marrocos, em Nova Jersey.
Ficha técnica
Local: Huntington Bank Field, em Cleveland (EUA)
Renda: não divulgada. Público: 64.311 espectadores
Gols: Bruno Guimarães, aos 6’, Zico, aos 10’ (1º T), e Endrick, aos 51 ’ (2º T).
Cartão amarelo: Marquinhos e Hany
Árbitro: Adonai Escobedo (México). Assistentes: Ibrahim Martinez (México) e Maximiliano Gomez (México). VAR: Carlo Rivero (México)
BRASIL: Alisson (Weverton, aos 46’); Wesley (Danilo, aos 16’), Marquinhos (Bremer, aos 16’), Ibañez, (Léo Pereira, aos 46’), e Douglas Santos (Alex Sandro, aos 72’); Casemiro (Fabinho, aos 46’) e Bruno Guimarães (Danilo Santos, aos 46’); Lucas Paquetá (Luiz Henrique, aos 46’), Raphinha (Gabriel Martinelli, aos 72’), Igor Thiago (Endrick, aos 46’) e Vinícius Júnior (Matheus Cunha, aos 46’).Treinador: Carlo Ancelotti
EGITO: Shobeir, Hany (Tarek Alaa, aos 74’), Fathy, Yasser e Fatouh (Hafez, aos 74’); Lashin (Ashour, aos 74’), Attia (Zizo, aos 84’) e Trézéguet (Abdelmonem, aos 46’); Zico (Adel, aos 74’), Hassan (Salah, aos 46’) e Marmoush (Abdelkarim, aos 84’). Treinador: Hossam Hassan.
Foto CBF/ PARANA PORTAL
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