ESPORTES
Internacional empata com Flamengo, e Palmeiras pode abrir 12 pontos na liderança do Brasileiro
Nesta quarta-feira, Flamengo e Internacional não saíram do 0 a 0 no Maracanã e perderam pontos importantes no Brasileirão. O duelo, válido pela 30ª rodada do campeonato, foi movimentado até os minutos finais, com chances perigosas apesar de nenhum gol. O resultado, no entanto, é ótimo para o líder Palmeiras, que pode abrir 12 pontos de vantagem para o Colorado, atual vice-líder.
Pelo lado do Rubro-Negro, o resultado também é frustrante, mas por outros motivos. A equipe chega aos 49 pontos, mas segue na quinta colocação. Uma vitória poderia colocar os cariocas no G4 do Brasileirão. Com o empate, no entanto, o Flamengo encurta para dois pontos a distância para o quarto colocado, o Corinthians.
O Flamengo volta a campo no sábado, às 19 horas (de Brasília), para enfrentar o Cuiabá fora de casa. A equipe, porém, deve poupar o elenco, pois já mira seu compromisso do próximo meio de semana. Na próxima quarta-feira, às 21h45, os cariocas enfrentam o Corinthians fora de casa pelo jogo de ida da final da Copa do Brasil. O duelo decisivo acontece no dia 19 de outubro, no mesmo horário, no Maracanã.
Já o Internacional segue tentando encurtar a distância para o Palmeiras. Assim, o Colorado volta a campo no domingo, às 11 horas (de Brasília), quando recebe o Goiás pela 31ª rodada do Brasileirão.
Mesmo sem gols, empate foi movimentado
O confronto começou em ritmo acelerado, com as duas equipes buscando o ataque. O Internacional quase abriu o placar aos 14 minutos, com Alan Patrick, mas Léo Pereira salvou em cima da linha. No minuto seguinte, o Flamengo respondeu com Pedro, mas Keiller fez grande defesa.
pesar da maior posse de bola, o Flamengo viu o Internacional ser perigoso nos contra-ataques rápidos. No entanto, os rubro-negros voltaram a assustar aos 27 minutos, em chute de Arrascaeta que parou, mais uma vez, em Keiller.
Nos minutos finais da primeira etapa, os donos da casa quase marcaram com Pedro. O atacante aproveitou cruzamento e parou em outra grande defesa de Keiller. Assim, o Internacional recuou e conseguiu segurar o empate até o intervalo.
Na volta para o segundo tempo, o Internacional voltou melhor e passou a criar boas chances de gol. Alan Patrick e Pedro Henrique pararam em boas defesas de Santos. O Flamengo só foi responder aos 16 minutos, com Gabigol,, mas Keiller aparecer bem para impedir o gol. Depois, Gabigol voltou a arriscar e viu a bola raspar a trave.
Com o passar do tempo, o Flamengo voltou a dominar as ações da partida. No entanto, a intensidade das duas equipes diminuiu e os lances de perigo pararam de acontecer. Nos minutos finais, os donos da casa tentam impor uma pressão em busca da vitória. Só que o Internacional conseguiu se segurar para sair de campo com o empate do Maracanã.
FLAMENGO 0 X 0 INTERNACIONAL
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: Quarta-feira, 05 de outubro de 2022
Horário: 21h30 (Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP-Fifa)
Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (SP-Fifa) e Luiz Alberto Andrini Nogueira (SP)
VAR: Adriano Milczvski (PR)
Renda: R$ 1.883.571,00
Público: 41.279 pagantes
Cartões amarelos: David Luiz e Thiago Maia (Flamengo); Pedro Henrique (Internacional)
FLAMENGO: Santos, Rodinei (Matheuzinho), Léo Pereira, David Luiz e Filipe Luís; Thiago Maia, João Gomes (Vidal) e Everton Ribeiro (Matheus França); Gabigol, Pedro e Arrascaeta (Éverton).
Técnico: Dorival Júnior.
INTERNACIONAL: Keiller; Bustos, Vitão, Mercado (Thauan) e Renê; Liziero, Edenilson, Mauricio (Rodrigo Moledo), Alan Patrick (Lucas Ramos) e Pedro Henrique (Romero); Alemão (Estevão).
Técnico: Mano Menezes.
ESPORTES
Brasil vence Egito mas não convence
A Seleção Brasileira derrotou o Egito por 2 a 1, na noite deste sábado (6), em seu último amistoso antes da estreia na Copa do Mundo, que se dará no próximo sábado (13), contra o Marrocos. Bruno Guimarães e Endrick fizeram os gols da equipe e Zico descontou para a seleção africana. Não foi um jogo empolgante, pois o Brasil mostrou as mesmas deficiências técnicas e táticas dos últimos jogos. O que deixa muitas incertezas do que teremos pelo frente.
A Seleção vai fazer sua estreia na Copa do Mundo no dia 13 de junho, próximo sábado, contra o Marrocos. A partida está marcada para as 19h (horário de Brasília) e será realizada no MetLife Stadium, em Nova Jersey (região de Nova York/Nova Jersey). O rival vem de uma vitória de 4 a 0 contra Madagascar e que neste domingo enfrenta a Noruega. Depois, o Brasil vai enfrentar o Haiti,no dia 19 de junho, time que vem de uma goleada que aplicou sobre Nova Zelândia e de derrota em amistoso contra o Peru, por 2 a 1. E vai fechar a primeira fase contra a Escócia, em 24 de junho. O time europeu vem de vitória em amistoso de 4 a 0 contra a Bolívia.
Pelo que se viu no amistoso contra o Egito, em que o Brasil utilizou todos os jogadores, é de preocupação para os torcedores. Afinal, om técnico Carlo Ancelotti faz mistério e está travando o time, para não assustar, ou o grupo é muito fraco mesmo, podendo fazer mais um vexame neste 2026, sequer passando da primeira fase. Jogo é jogo, treino é treino. Assim que vale. Copa do Mundo é pra valer. A última campeã, a Argentina, venceu neste sábado (6) a seleção de Honduras por 2 a 0. A França, vice na última copa e uma outra favorita, perdeu de 2 a 1 para Costa do Marfim nesta semana.
Como foi a partida
A partida, disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland, teve ótimo público: 64.311 presentes, muitos com a tradicional camisa amarela da Seleção Brasileira. Em campo, a equipe comandada por Carlo Ancelotti atuou com camisa azul e calções e meiões pretos. Vai repetir o uniforme no segundo jogo da Copa, contra o Haiti.
Na sua sétima vitória sobre os egípcios (em sete confrontos), o Brasil utilizou 22 atletas, como havia prometido o técnico Carlo Ancelotti, que queria dar nova oportunidade ao grupo de convocados.
O primeiro tempo começou à feição para o Brasil. Com forte marcação sob pressão na saída de bola do Egito, a equipe abriu o placar com apenas 6 minutos de jogo. Bruno Guimarães deu o bote no defensor adversário, tomou a bola dele e chutou com precisão: 1 a 0.
O gol deu a impressão de que a Seleção não teria dificuldades para ampliar. Mas, numa outra falha, dessa vez da defesa brasileira, Zico empatou, aos 10 minutos. O jogador egípcio ganhou este nome em homenagem ao ex-craque do Brasil e do Flamengo.
A partir do 1 a 1, o domínio da Seleção Brasileira se fez presente, com ataques perigosos e diversas oportunidades criadas. Vini Jr, Raphinha e Igor Thiago, duas vezes, tiveram chance de desempatar, mas esbarram na ótima atuação do goleiro Shobeir.
A etapa inicial também foi marcada pela substituição, aos 15 minutos, de Wesley, que saiu chorando de campo, por Danilo. Ele sentiu dores na virilha esquerda.
No intervalo, a Seleção promoveu várias alterações, assim como Ancelotti tinha feito no amistoso anterior, no Maracanã, em que o Brasil venceu o Panamá por 6 a 2.
Os substitutos deram outro ritmo à partida nos 15 primeiros minutos da etapa final, período em que os egípcios sequer conseguiam passar do meio de campo. O gol da vitória surgiu novamente de um aperto da marcação brasileira na defesa adversária. Na sequência, Raphinha cruzou rasteiro e Endrick finalizou de esquerda.
Foi o quarto gol do jovem atacante na Seleção Brasileira, que não fazia um gol pelo Brasil havia dois anos.
Com a vantagem, a Seleção Brasileira soube conduzir o jogo, sem deixar de tentar novas situações de gol, notadamente quando a bola sobrava para Luiz Henrique, cujo talento desnorteou os zagueiros do Egito mais de uma vez.
Agora, é esperar mais sete dias para ver a Seleção Brasileira em ação num duelo contra outra forte seleção, a do Marrocos, em Nova Jersey.
Ficha técnica
Local: Huntington Bank Field, em Cleveland (EUA)
Renda: não divulgada. Público: 64.311 espectadores
Gols: Bruno Guimarães, aos 6’, Zico, aos 10’ (1º T), e Endrick, aos 51 ’ (2º T).
Cartão amarelo: Marquinhos e Hany
Árbitro: Adonai Escobedo (México). Assistentes: Ibrahim Martinez (México) e Maximiliano Gomez (México). VAR: Carlo Rivero (México)
BRASIL: Alisson (Weverton, aos 46’); Wesley (Danilo, aos 16’), Marquinhos (Bremer, aos 16’), Ibañez, (Léo Pereira, aos 46’), e Douglas Santos (Alex Sandro, aos 72’); Casemiro (Fabinho, aos 46’) e Bruno Guimarães (Danilo Santos, aos 46’); Lucas Paquetá (Luiz Henrique, aos 46’), Raphinha (Gabriel Martinelli, aos 72’), Igor Thiago (Endrick, aos 46’) e Vinícius Júnior (Matheus Cunha, aos 46’).Treinador: Carlo Ancelotti
EGITO: Shobeir, Hany (Tarek Alaa, aos 74’), Fathy, Yasser e Fatouh (Hafez, aos 74’); Lashin (Ashour, aos 74’), Attia (Zizo, aos 84’) e Trézéguet (Abdelmonem, aos 46’); Zico (Adel, aos 74’), Hassan (Salah, aos 46’) e Marmoush (Abdelkarim, aos 84’). Treinador: Hossam Hassan.
Foto CBF/ PARANA PORTAL
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