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Santos escapa do rebaixamento no Paulista, e Palmeiras se classifica

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Em confronto direto contra o rebaixamento, o Santos venceu o São Bento por 2 a 0, neste domingo (9), na Vila Belmiro, e garantiu a permanência na elite do Campeonato Paulista, evitando o que seria o maior vexame de seus 109 anos de história.

Apesar do resultado, o Santos se despediu do estadual ainda na fase de grupos pela primeira vez desde 2008, quando o formato de disputa ainda era diferente do atual. O clube terminou a competição na terceira colocação do Grupo C, com 13 pontos, atrás de Mirassol e Guarani.

Já o Palmeiras, que corria risco de eliminação, fez a lição de casa e contou com a ajuda do arquirrival Corinthians para avançar à fase mata-mata.

O time alviverde venceu a Ponte Preta por 3 a 0, em Campinas, e viu o rival alvinegro bater o Novorizontino por 2 a 1, mesmo com uma equipe reserva, em Itaquera.

A combinação de resultados garantiu ao Palmeiras a segunda colocação do Grupo C, atrás do RB Bragantino. Agora, a equipe do treinador Abel Braga, que ainda não escalou uma formação titular neste Estadual, terá justamente o time de Bragança como adversário das quartas de final.

Neste domingo, a rodada ganhou tom de drama com a possibilidade de rebaixamento de um grande e de eliminação de outro. Se o elenco palmeirense não confirmasse vaga nas quartas de final, o futebol paulista, pela primeira vez desde 2010, não teria dois dos quatro principais times do estado classificados para a próxima fase da competição.

Em campeonato conturbado em função da pandemia, com paralisação e calendário de jogos apertado, o clube alvinegro praiano venceu apenas 3 das 12 partidas disputadas no Paulista -foram 4 empates e 5 derrotas, um aproveitamento pífio de apenas 36,1% dos pontos conquistados.

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A maratona de jogos, aliás, pode ser apontada como um dos motivos para a desclassificação santista ainda na primeira fase. O Paulista ficou parado por três semanas, e, no retorno, o clube atuou a cada dois dias, em meio aos jogos da Libertadores, a prioridade na temporada. A maratona obrigou a utilização de atletas jovens, em formações alternativas.

Antes da paralisação, em 11 de março, o Santos tinha uma vitória, dois empates e uma derrota. Nas oito partidas seguintes, porém, o rendimento caiu e a equipe só venceu mais duas vezes: a Inter de Limeira e o São Bento.

Neste domingo, o Santos não contou com o atacante Marinho, um dos principais atletas do elenco, em função de lesão na coxa esquerda. O jovem Ângelo, de apenas 16 anos, começou a partida na equipe titular.

Recém-contratado, o treinador Fernando Diniz ainda não fez a sua estreia à frente do clube –a equipe continuou sob comando do auxiliar Marcelo Fernandes. Diniz chegou à equipe santista para substituir o argentino Ariel Holan, que não resistiu à derrota no clássico para o Corinthians e pediu demissão.

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O alívio santista chegou ainda no primeiro tempo, quando a equipe abriu 2 a 0 no placar com Lucas Braga e Kaio Jorge após início de jogo nervoso e truncado.

Salvo do rebaixamento, o Santos volta sua atenção para a Libertadores. Ao menos por ora, o time também está fora da zona de classificação da competição sul-americana e tem um jogo decisivo contra o Boca Juniors na próxima terça (11).

Assim como o Santos, o Palmeiras também sofreu com a maratona de jogos e optou por priorizar a Libertadores, escalando uma maioria de jogadores reservas em todas as partidas do Paulista.

Contra a Ponte Preta, porém, não encontrou dificuldades e venceu com gols de Willian, Gustavo Scarpa e Wesley.

Ao mesmo tempo, em Itaquera, o Corinthians contou com gol de pênalti de Fábio Santos e de Luis Mandaca, que fez a sua estreia no profissional, para vencer o Novorizontino, resultado que beneficiou os palmeirenses -Douglas Baggio ainda descontou para os visitantes. Na próxima fase, o Corinthians enfrentará a Inter de Limeira.

São Bento e São Caetano, em 15º e 16º lugar, respectivamente, foram as equipes rebaixadas para a Série A2 do Paulista do ano que vem.

Com o resultado deste domingo, o Santos se mantém em um pequeno grupo de clubes (ao lado de Flamengo e São Paulo) da elite brasileira que nunca caíram à segunda divisão, seja em competições nacionais ou estaduais.

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No reencontro de Diniz com o São Paulo, Santos leva a melhor e vence o San-São na Vila

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O São Paulo segue sem vencer no Campeonato Brasileiro. Na noite deste domingo, pela quinta rodada do torneio, o Santos derrotou o Tricolor por 2 a 0, na Vila Belmiro. Marinho e Gabriel Pirani anotaram os tentos decisivos do embate.

A partida marcou o reencontro de Fernando Diniz com o clube do Morumbi. Atual comandante do Peixe, o técnico dirigiu o time da capital de setembro de 2019 até fevereiro de 2021. Ao todo, somou 74 jogos pela equipe, com 34 vitórias, 20 empates e 20 derrotas.

Com o resultado, o Alvinegro Praiano foi a sete pontos, assumindo a nona colocação do Brasileirão. Já o Tricolor segue com apenas dois pontos, em 17º.

O Santos volta a campo agora na próxima quinta-feira, às 21h30 (de Brasília), diante do Grêmio, fora de casa, pela sexta rodada do Nacional. No dia anterior, às 19 horas, o São Paulo recebe o Cuiabá.

 

O jogo – O primeiro tempo na Vila Belmiro começou muito abaixo do esperado. Nervosas, as duas equipes erravam muitos passes e cometiam muitas faltas. Com isso, demorou para sair uma jogada de perigo. Logo na primeira oportunidade, no entanto, a rede balançou.

Com o relógio marcando 26 minutos, depois de bom lançamento de Camacho, Jean Mota dominou com categoria na entrada da área e achou grande passe para Marinho, que encheu o pé para abrir o placar para os mandantes. Com o tento, o Santos cresceu na partida. Aos 32, Marcos Guilherme arrancou pela esquerda e cruzou rasteiro para Kaio Jorge. O atacante chegou batendo de primeira e tirou tinta da trave direita de Volpi.

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Do outro lado, o São Paulo respondeu aos 40. Após cobrança de falta pela direita, a bola caiu os pés de Reinaldo, que dominou e bateu firme. A bola desviou no Pará e saiu pela linha de fundo.

Já aos 42, a vida do Tricolor se complicou. Luciano sentiu uma contusão muscular na coxa esquerda e deixou o gramado aos prantos. No minuto minuto seguinte, Lizieiro errou ao recuar a bola para Volpi e deu nos pés de Kaio Jorge, que tocou de primeira para Gabriel Pirani. Com o gol aberto, o meia apenas completou para o fundo da rede e saiu para o abraço.

(Foto: Divulgação/Santos)
(Foto: Divulgação/Santos)
a volta do intervalo, o Peixe seguiu mais ligado. Com quatro minutos, Marinho foi derrubado na entrada da área, e o árbitro sinalizou falta. Na cobrança, Kaio Jorge deu trabalho para Volpi, que fez a defesa em dois tempos.

Aos nove, os visitantes reagiram. Igor Vinícius recebeu cruzamento rasteiro de Eder e finalizou. Em cima da linha, Pará afastou, mas a bola voltou para o lateral são-paulino, que, na segunda tentativa, guardou. O árbitro, no entanto, anulou o tento ao flagrar impedimento na jogada.

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Dez minutos depois, os donos da casa tiveram mais uma oportunidade em bola parada. Dessa vez, quem bateu foi Marinho. O atacante soltou uma bomba da intermediária e carimbou o travessão.

A partir de então, o jogo esfriou na Vila Belmiro. O São Paulo até tentou esboçar uma pressão, mas o time encontrou muitas dificuldades para agredir os rivais.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 2 X 0 SÃO PAULO

Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 20 de junho de 2021 (domingo)
Horário: 18h15 (de Brasília)
Árbitro: Savio Pereira Sampaio (VAR)
Assistentes: Daniel Henrique da Silva Andrade e José Reinaldo Nascimento Junior (DF)
VAR: Pericles Bassols (SP)
Cartões amarelos: Kaio Jorge e Zanocelo (Santos); Reinaldo, G. Sara e Igor Vinícius (São Paulo)

GOLS: Marinho, aos 26 do 1ºT, e Gabriel Pirani, aos 43 do 1ºT (Santos)

SANTOS: John, Pará, Luiz Felipe, Luan Peres, Felipe Jonatan, Camacho (Balieiro), Jean Mota, Pirani (Zanocelo), Marinho (Lucas Braga), Kaio Jorge (Madson) e Marcos Guilherme (Danilo Boza).
Técnico: Fernando Diniz

SÃO PAULO: Tiago Volpi; Diego Costa (Léo), Bruno Alves e Reinaldo; Igor Vinícius, Liziero, Gabriel Sara (Benítez), Rigoni (Talles) e Welington; Eder (Galeano) e Luciano (Rojas).
Técnico: Hernán Crespo

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