ESPORTES

Wilson marca gol e pega pênalti no empate entre Coritiba e Grêmio

Publicados

em

Graças ao goleiro Wilson, o Coritiba empatou Grêmio por 1 a 1 neste domingo (31), pela 33ª rodada do Brasileirão. O duelo, realizado no estádio Couto Pereira, teve o placar aberto pelos gaúchos com gol do zagueiro Paulo Miranda. Na etapa final, o arqueiro coxa-branca converteu cobrança de pênalti e defendeu uma penalidade do meia Jean Pyerre para decretar o marcador.

O primeiro tempo foi marcado pelo estado anímico do time alviverde. Mesmo precisando da vitória, o time arrematou uma vez na direção do gol gremista e ficou esperando os visitantes proporem o jogo.

A entrada de Rafinha, no intervalo, deu uma carga de ânimo. Foi o experiente meia que deu uma arrancada, deixou dois marcadores para trás e foi derrubado por Darlan dentro da área. Na cobrança, o goleiro Wilson bateu firme, no alto, e igualou tudo.

O resultado, no entanto, não foi bom para ninguém. O Coritiba chega aos 28 pontos e segue na vice-lanterna da Série A. O primeiro time fora da zona de rebaixamento é o Sport, com 35 pontos. Ou seja, o time precisa tirar sete pontos de diferença, sendo que faltam 15 em disputa.

Tentando sonhar com a permanência, o Coxa se prepara agora para enfrentar o Fortaleza fora de casa. O jogo está marcado para a próxima quinta-feira (4), às 18h30, na Arena Castelão.

Leia Também:  Fluminense bate Avaí e dá salto na classificação do Brasileiro

Já o Grêmio emplacou a sexta partida sem vitória no Brasileirão. O time de Renato Gaúcho aparece na sexta posição, com 52 pontos, e volta a campo contra o Santos na quarta (3), às 16h, em Porto Alegre.

CORITIBA SAI ATRÁS, MAS MELHORA E CONQUISTA EMPATE CONTRA O GRÊMIO

jean-pyerre-gremio-1024x683
Jean Pyerre deu assistência para o primeiro gol, mas saiu como o vilão gremista. (Geraldo Bubniak/AGB)

No primeiro tempo, o Coritiba só assustou o gol defendido por Paulo Victor uma vez. Aos seis minutos, Neílton recebeu pela ponta esquerda, puxou para o meio e bateu colocado, mas a bola saiu pela linha de fundo.

A partir daí, só deu Grêmio. Aos 17, Alisson recebeu dentro da área e, na cara do gol, bateu firme para exigir ótima defesa de Wilson. Os gaúchos marcaram dois minutos depois, na bola parada. Jean Pyerre levantou na área e Paulo Miranda cabeceou firme para abrir o placar.

Jean Pyerre seguiu ditando o ritmo do Tricolor e deu ótima enfiada para Thaciano. O meio campista estava em ótima condição, mas bateu mal e desperdiçou a chance de ampliar. Aos 37, Alisson tabelou com Ferreira e cruzou para Thaciano, mas Wilson caiu bem e cortou o perigo.

Leia Também:  Athletico marca dois nos acréscimos, vence o clássico e aumenta jejum do Coritiba

Gustavo Morínigo mexeu no intervalo e promoveu as entradas de Rafinha e Ricardo Oliveira. Na etapa final, o Coritiba mudou a proposta e o Grêmio tentou explorar os contra-ataques. Aos 11 minutos, Cortez cruzou para Alisson, que cabeceou pela linha de fundo. Seis minutos depois, Alisson mandou para fora depois do cruzamento de Thaciano.

Rafinha apareceu no jogo e decidiu. O meia deu uma arrancada e, na entrada da área, driblou dois defensores. Ele invadiu a área e acabou sendo derrubado por Darlan. Na cobrança do pênalti, Wilson chutou forte, no alto, e empatou.

Contudo, o Grêmio ficou muito perto da vitória. Thaciano disputa bola por cima após cruzamento, e foi derrubado por Cerutti. O juiz assinalou penalidade, mas Jean Pyerre cobrou a meia altura. Wilson acertou o canto e fez a defesa, firme, para garantir o empate.

Propaganda

ESPORTES

Com invencibilidade recorde, Espanha vai à final da Copa após 16 anos

Publicados

em

Por

A Espanha fez jus ao retrospecto positivo nos últimos confrontos decisivos contra a França e levou a melhor de novo. Nesta terça-feira (14), a Fúria (apelido da seleção espanhola) venceu o clássico por 2 a 0 em Dallas (Estados Unidos) e se classificou para a final da Copa do Mundo pela segunda vez na história.

Foram 16 anos de espera. Desde o título em 2010, na África do Sul, os espanhóis acumularam fracassos nos três Mundiais seguintes, com a queda na fase de grupos em 2014 (Brasil) e duas eliminações nas oitavas de final em 2018 (Rússia) e 2022 (Catar).

Além da vaga à decisão, a Espanha registou a maior sequência invicta de uma seleção na história, de forma isolada. São 38 partidas sem perder desde 15 de junho de 2023, quando derrotou a Itália por 2 a 1 pela Liga das Nações – torneio de países europeus que ocorre a cada duas temporadas. Os espanhóis dividiam o recorde de invencibilidade com os próprios italianos (2018 a 2021).

Esta foi a quarta vez seguida que a Espanha deixou a França para trás em um duelo eliminatório. Em 2024, a Fúria levou a melhor na semifinal da Eurocopa (2a1) e na decisão olímpica de Paris, capital francesa (5 a 3). Já no ano passado, o triunfo (5 a 4) foi pela semi da Liga das Nações.

Em uma seleção de nomes badalados, como o volante Rodri, eleito o Bola de Ouro da temporada 2023/2024; e a jovem estrela Lamine Yamal, que fez 19 anos na última segunda-feira (13), o discreto Mikel Oyarzabal brilhou de novo. Acostumado a marcar gols decisivos, como nas finais da Eurocopa de 2024 e da Liga das Nações de 2025 ou na conquista da última Copa do Rei da Espanha pela Real Sociedad, o atacante encaminhou o resultado em Dallas, abrindo o placar e balançando as redes pela quinta vez neste Mundial.

A Espanha espera o ganhador da outra semifinal, entre Argentina e Inglaterra, que se enfrentam nesta quarta-feira (15), às 16h (horário de Brasília), em Atlanta. A final será no domingo (19), no mesmo horário, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

Leia Também:  Bahia vence o Fluminense e adia permanência do Athletico na Série A

Os Bleus (apelido da seleção francesa), por sua vez, perdem a chance de igualar um feito que somente Brasil (1994 a 2002) e Alemanha (1982 a 1990) alcançaram: disputar três finais de Copa seguidas. Além disso, o atacante Kylian Mbappé poderia repetir o ex-lateral brasileiro Cafu, que segue como único homem a participar de três decisões de Mundial.

À França, resta a disputa do terceiro lugar, contra o perdedor do confronto entre argentinos e ingleses. O duelo será às 18h, em Miami (Estados Unidos).

EFICIÊNCIA “FURIOSA”

Na Espanha, Luis de la Fuente mandou a campo a mesma escalação que venceu a Bélgica por 2 a 1 nas quartas de final. Do lado francês, Didier Deschamps fez duas mudanças em relação à vitória por 2 a 0 sobre Marrocos, repetindo a escalação do 3 a 0 aplicado na Suécia, nos 16 avos de final. No meio, Aurélien Tchouaméni se recuperou de uma lesão no adutor da coxa direita e retornou ao time no lugar de Manu Koné. À frente, Bradley Barcola assumiu a vaga de Desiré Doué.

As equipes não abdicaram dos respectivos estilo de jogo. A Espanha fazia a bola girar em busca de espaços e pressionava a saída de jogo e a França buscava impor intensidade e velocidade em seus avanços. A sensação, tamanho o equilíbrio, era que a rede balançaria somente se algum dos lados errasse.

Foi justamente o que ocorreu. Aos 20 minutos, o lateral Lucas Digne tentou cortar um cruzamento da esquerda, mas a bola subiu demais e deu tempo para Lamine Yamal tomar a frente do francês, que o atingiu na coxa, dentro da área. Coube a Oyarzabal cobrar a meia altura, no canto esquerdo, abrindo o placar.

Aos 28, para deixar a missão francesa mais complexa, William Saliba, um dos principais zagueiros da última temporada europeia, sentiu as costas e teve de sair de campo. Ele deu lugar a Maxence Lacroix.

A Espanha conseguia neutralizar o meio-campo francês, dificultando a movimentação de Adrien Rabiot e, principalmente, Michael Olise, o líder de assistências – cinco – do Mundial, obrigando os atacantes Ousmané Dembélé e Mbappé a atuarem longe da área. De quebra, a Fúria se armou de forma a estar pronta para qualquer erro de passe ou domínio dos adversários.

Leia Também:  Athletico marca dois nos acréscimos, vence o clássico e aumenta jejum do Coritiba

Aos 37 minutos, o goleiro Mike Maignan saiu jogando errado e a bola sobrou na intermediária com Rodri. O volante acionou Yamal, que tabelou com o meia Dani Olmo, entrou na área pela direita e rolou para dentro, buscando Oyazarabal. Na hora certa, o zagueiro Dayot Upamecano travou o chute do atacante, que estava de frente para o gol.

XEQUE-MATE ESPANHOL

A França voltou do intervalo com Koné na vaga de Rabiot – que já tinha cartão amarelo – e Doué no lugar de Barcola. A ideia de Deschamps era aproveitar a habilidade do atacante para desarrumar a marcação da Espanha.

Não deu certo. A Fúria manteve o controle do duelo e chegou ao segundo gol aos 12 minutos. Na sequência da tabela com Dani Olmo, o lateral Pedro Porro escapou da marcação, entrou na área francesa pela direita e chutou na saída de Maignan.

E o 3 a 0 poderia ter saído três minutos depois, não fosse um impedimento milimétrico de Yamal. Ele recebeu na direita, superou Digne e finalizou no canto direito. A jogada foi invalidada porque o atacante estava um ombro a frente do lateral francês na origem do lançamento.

Somente aos 21 minutos da segunda etapa veio o primeiro lance de perigo da França: uma batida cruzada de Mbappé, que invadiu a área pela direita e finalizou. A bola desviou na marcação e saiu rente à trave de Unai Simon.

A França, desconfortável com a desvantagem inédita nesta Copa e a eliminação que se encaminhava, lançou-se como pôde ao ataque, mas praticamente não deu trabalho ao goleiro espanhol. Aos cantos de “olé” das arquibancadas em Dallas, a Fúria segurou o resultado e festejou a vaga em mais uma final.

Agência Brasil

Continue lendo

QUARTO CENTENÁRIO

PARANÁ

POLICIAL

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA