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CPI deve enviar perguntas a Guedes nesta quarta, e relatório vai propor pensão para órfãos de vítimas da Covid

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O relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que vai apresentar na sessão desta quarta-feira (6) uma proposta de questionário para ser encaminhado ao ministro da Economia Paulo Guedes, em substituição a um depoimento à comissão.

O requerimento prevendo o questionário deverá ser votado ao longo da sessão.

“A comissão parlamentar de inquérito precisa fazer algumas perguntas, por sua participação no enfrentamento da Covid-19. Nosso papel é passar isso a limpo”, afirmou.

“Qual foi o papel do ministério da Economia? O ministro Paulo Guedes defendeu tratamento precoce, teve exposição e falas em reuniões ministeriais, dificultou a retomada do auxílio emergencial, quando o fez fez pagando R$ 250. Hoje o bujão de gás custa R$ 140. O Brasil foi devolvido à fome”, afirmou.

Renan também afirmou que seu texto deve propor algumas medidas para auxiliar famílias que foram afetadas pela pandemia do novo coronavírus, com a perda de parentes. Disse que vai “responsabilizar o Estado”.

“Vamos responsabilizar também o Estado. Dentro da responsabilidade fiscal, vamos criar uma pensão para os órfãos. E vamos incluir a Covid-19, na perícia, entre as doenças que garantem a aposentadoria por invalidez”, disse.

Já durante a sessão, o relator deu mais detalhes, afirmando que o benefício proposto será de um salário mínimo.

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“Vamos propor criar uma pensão especial de um salário mínimo para órfãos cuja renda familiar não permita sobrevivência até completar 21 anos. E incluir a Covid entre as doenças que podem ensejar, com perícia, a aposentadoria por invalidez. Vamos trazer essa proposta para discussão desse colegiado”, afirmou.

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Bancários farão paralisação de 24 horas nesta quinta-feira

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Bancários de todo o país farão uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20), em meio às negociações da campanha salarial de 2026. A categoria cobra reajuste dos salários e benefícios, aumento do piso e mudanças na participação nos lucros e resultados (PLR).

A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas na segunda-feira (17) e confirmada pelo Comando Nacional dos Bancários. A orientação para os correntistas é resolver os problemas por meio dos aplicativos e do internet banking das instituições financeiras.

Entre os pedidos apresentados pelos trabalhadores estão: 5% de aumento real (acima da inflação) nos salários e demais verbas; aumento do piso salarial da categoria; reajuste dos valores do vale-refeição (VR); aumento do vale-alimentação (VA); e valorização da participação nos lucros e resultados (PLR).

Segundo o Comando Nacional dos Bancários, a categoria aguarda uma proposta dos bancos para as reivindicações apresentadas na campanha salarial.

ADESÃO À PARALISAÇÃO

A paralisação de 24 horas não significa necessariamente o fechamento automático de todas as agências e unidades bancárias.

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A adesão dependerá da participação dos trabalhadores e das atividades organizadas pelos sindicatos em cada região.

Os bancários que trabalham em regime de home office foram orientados a não acessar os sistemas dos bancos nem registrar o ponto durante o período de paralisação.

NEGOCIAÇÕES

A pauta de reivindicações da categoria foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em 24 de junho. As negociações tiveram início em 2 de julho.

O Comando Nacional dos Bancários afirma que, até o momento, não foi apresentada uma proposta para as reivindicações econômicas da campanha de 2026.

No entanto, a Fenaban e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informaram que receberam a pauta em 24 de junho e que o calendário de negociações segue dentro do cronograma estabelecido.

A paralisação ocorre às vésperas da data-base da categoria e representa uma nova etapa da mobilização dos trabalhadores nas negociações salariais deste ano.

Agência Brasil

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