NOTÍCIAS DO BRASIL
Marco Aurélio nega afastamento de Paulo Guedes do Ministério da Economia
O ministro Marco Aurélio Mello, do STF (Supremo Tribunal Federal) rejeitou o pedido de afastamento do ministro da Economia, Paulo Guedes, nesta sexta-feira (14). O processo foi aberto pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista), que alegou suspeita de fraude por parte de Guedes antes da nomeação feita pelo presidente Jair Bolsonaro.

A ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) instaurada pelo partido sustentou que existe uma investigação no MPF (Ministério Público Federal) que levanta indícios de uma suposta participação de Guedes em um esquema de fraudes em fundos de pensão de estatais nas quais era sócio. O PDT solicitava ao Supremo que Guedes fosse afastado do cargo até a conclusão dos procedimentos investigativos da força-tarefa Greenfield.
Mello, no entanto, ressaltou que a escolha de Bolsonaro foi legítima e que o afastamento poderia desvirtuar as normas da Constituição Federal. “A óptica implicaria o desvirtuamento da jurisdição assegurada na Constituição Federal”, diz ele na decisão.
O ministro da STF também destacou que o objeto potencializaria os princípios da moralidade e impessoalidade. Além disso, afirmou que a ADPF não significa admitir que qualquer ato normativo seja submetido ao Supremo.
“Revela-se inadequado o manuseio na situação versada na inicial. A pretensão não visa reparar, no plano objetivo, lesão a preceito fundamental, mas reforçar as possibilidades de êxito, em sede concreta, de tutela de interesse próprio”, finaliza Mello.
PEDIDO TENTOU DESESTABILIZAR A ECONOMIA, DIZ DEFESA DE GUEDES
Os advogados advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que trabalham defesa do ministro Paulo Guedes, afirmam que o pedido negado por Marco Aurélio foi uma tentativa de abalar a economia do país.
Além disso, a defesa classificou a ação como um abuso por parte do PDT.
“Ficou evidente o abuso do partido, ao tentar fazer um pedido descabido, desleal e sem qualquer lastro na realidade dos fatos, com o único objetivo de desestabilizar a economia do país. É importante registrar, mais uma vez, que Paulo Guedes foi duas vezes inocentado pela CVM e que os fundos administrados por sua gestora antes de assumir o ministério deram lucro aos fundos de pensão que neles investiram”, dizem em nota.
NOTÍCIAS DO BRASIL
Bancários farão paralisação de 24 horas nesta quinta-feira
Bancários de todo o país farão uma paralisação de 24 horas nesta quinta-feira (20), em meio às negociações da campanha salarial de 2026. A categoria cobra reajuste dos salários e benefícios, aumento do piso e mudanças na participação nos lucros e resultados (PLR).

A paralisação foi aprovada em assembleias realizadas na segunda-feira (17) e confirmada pelo Comando Nacional dos Bancários. A orientação para os correntistas é resolver os problemas por meio dos aplicativos e do internet banking das instituições financeiras.
Entre os pedidos apresentados pelos trabalhadores estão: 5% de aumento real (acima da inflação) nos salários e demais verbas; aumento do piso salarial da categoria; reajuste dos valores do vale-refeição (VR); aumento do vale-alimentação (VA); e valorização da participação nos lucros e resultados (PLR).
Segundo o Comando Nacional dos Bancários, a categoria aguarda uma proposta dos bancos para as reivindicações apresentadas na campanha salarial.
ADESÃO À PARALISAÇÃO
A paralisação de 24 horas não significa necessariamente o fechamento automático de todas as agências e unidades bancárias.
A adesão dependerá da participação dos trabalhadores e das atividades organizadas pelos sindicatos em cada região.
Os bancários que trabalham em regime de home office foram orientados a não acessar os sistemas dos bancos nem registrar o ponto durante o período de paralisação.
NEGOCIAÇÕES
A pauta de reivindicações da categoria foi entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) em 24 de junho. As negociações tiveram início em 2 de julho.
O Comando Nacional dos Bancários afirma que, até o momento, não foi apresentada uma proposta para as reivindicações econômicas da campanha de 2026.
No entanto, a Fenaban e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) informaram que receberam a pauta em 24 de junho e que o calendário de negociações segue dentro do cronograma estabelecido.
A paralisação ocorre às vésperas da data-base da categoria e representa uma nova etapa da mobilização dos trabalhadores nas negociações salariais deste ano.
Agência Brasil
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