NOTÍCIAS DO PARANÁ
Adapar orienta sobre proibição de agrotóxicos com Paraquat
A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) está intensificando as orientações a produtores rurais e comerciantes sobre a proibição do uso e comercialização de agrotóxicos com o ingrediente Paraquat. A proibição, determinada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), passa a valer a partir do dia 22 (RDC nº177 e da RDC nº190, de 2017).
Esse produto é classificado como extremamente tóxico. A partir do final de 2017, a Anvisa impôs restrições à aplicação de agrotóxicos com ingrediente ativo Paraquat para algumas culturas e equipamentos de aplicação. Entre as restrições, consta que as aplicações só podem ser feitas por meio de tratores com cabine fechada, evitando o contato dos aplicadores com a substância.
Em 2018, o Paraquat deixou de ser comercializado em embalagens inferiores a cinco litros. Neste ano, o dia 22 de setembro vai marcar a proibição definitiva do uso e comercialização do produto em todo o território nacional, independente da cultura ou da forma de aplicação.
Para garantir o cumprimento das resoluções da Anvisa no Paraná, a Adapar, que já vem orientando os produtores e comerciantes sobre as restrições e proibição desse ingrediente ativo desde 2017, reforçou as orientações. “Estaremos atentos para que ocorram as fiscalizações e o acompanhamento nessa fase final”, explica o gerente de Sanidade Vegetal da Agência, Renato Rezende Young Blood.
Os agrotóxicos encontrados a partir dessa data com comerciantes ou usuários serão interditados e os fabricantes notificados a recolher o produto. Se for constatado comércio, prescrição ou uso, os responsáveis ficarão sujeitos a penalização.
ATENDIMENTO – Em caso de dúvidas, produtores e comerciantes podem procurar os fiscais de Defesa Agropecuária da Adapar. Seguindo as recomendações de segurança, algumas unidades estão funcionando com número reduzido de funcionários. Mas, apesar da pandemia, os trabalhos de fiscalização a campo não pararam e estão sendo realizados de forma direcionada por meio do controle da comercialização e prescrição das receitas agronômicas obtidas junto ao sistema Siagro, que possibilita a realização de um trabalho de inteligência junto aos comerciantes, profissionais de agronomia e usuários do princípio ativo Paraquat e demais agrotóxicos em geral.
Da AEN
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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