NOTÍCIAS DO PARANÁ
ALEP instala a Frente Parlamentar em Defesa da Regularização Fundiária
O deputado Anibelli Neto (MDB) propôs e o presidente da Assembleia Legislativa do Paraná, deputado Ademar Traiano (PSDB), assinou ato constituindo a Frente Parlamentar em Defesa da Regularização Fundiária.
Ao fazer a proposição, o deputado Anibelli Neto, que preside a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Assembleia Legislativa, e que irá coordenar os trabalhos, defendeu a Frente como um espaço privilegiado para debater e realizar ações, em conjunto com representantes da sociedade civil e de órgãos públicos, buscando atuar no auxílio à evolução da Regularização Fundiária Urbana e Rural no Estado do Paraná, acompanhando o aprimoramento da legislação e das políticas públicas sobre o tema.
Integram a Frente Parlamentar, além do deputado Anibelli Neto, os deputados Nelson Luersen (PDT), Tercílio Turini (CDN), Alexandre Amaro (Republicanos), Luiz Fernando Guerra (PSL), Soldado Fruet (PROS), Artagão Junior (PSB), Hussein Bakri (PSD), Professor Lemos (PT), Luiz Claudio Romanelli (PSB), Alexandre Curi (PSB), Ademar Traiano (PSDB), Gilson de Souza (PSC), Tiago Amaral (PSB) e Galo (PODE).
Regularização funciária – O deputado Anibelli Neto destacou a importância da regularização fundiária ao lembrar que, no ano passado, teve a oportunidade de acompanhar pessoalmente um evento no município de Agudos do Sul, oportunidade em que, junto com a prefeita Luciane Teixeira, entregou documentos a 151 produtores rurais, especialmente pequenos agricultores que necessitavam escrituras para poder avançar “não só na questão de financiamento, mas principalmente para documentar o sonho que tinha de regularizar sua propriedade”.
O deputado Anibelli Neto destacou ainda que há, no Paraná, 120 mil pequenas propriedades que necessitam de regularização fundiária. Em 2017 foram regularizadas 2.051 propriedades; em 2018, 2381, e, em 2019, 1096. Para o ano passado estavam previstas 959 propriedades.
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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