NOTÍCIAS DO PARANÁ
Após tornado, 70% dos imóveis de Rio Bonito do Iguaçu já receberam cobertura
Cerca de 70% dos imóveis de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, já receberam cobertura. A estimativa foi feita pelo Corpo de Bombeiros durante um sobrevoo realizado na sexta-feira (14), que permitiu avaliar o avanço das ações de reconstrução após o desastre ocorrido no último dia 7.
De acordo com o primeiro-tenente Pedro Pierdoná, o município alcança um estágio considerado avançado de recuperação, especialmente porque os trabalhos se concentram há apenas quatro dias. “Esse percentual vale tanto para a área urbana quanto para a rural. Nos próximos dias, nosso esforço será direcionado às casas que foram totalmente destruídas”, afirmou.
Para acelerar ainda mais a reconstrução, cerca de 60 toneladas de telhas serão entregues neste sábado (15) pela Coordenadoria Estadual da Defesa Civil. Desde o dia do tornado, o Governo do Estado já destinou mais de 10 mil telhas ao município. “O trabalho da Defesa Civil conta com equipes formadas por voluntários, que realizam a entrega dos materiais diretamente nas residências, garantindo agilidade e atendendo o maior número de pessoas possível”, explicou o capitão Edimar Penteado.
DOAÇÕES — O Corpo de Bombeiros reforça o pedido de doações de materiais de construção, como areia, pedras, madeira e telhas. Os donativos devem ser entregues no Centro de Eventos de Rio Bonito do Iguaçu, na entrada da cidade. “Lá, nossa equipe realiza o cadastro e organiza a distribuição às famílias”, explicou o capitão Penteado.
FONTE AEN Foto: Ricardo Ribeiro/AEN
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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