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Bombeiro invade apartamento da ex, matou amigo e cometeu suicídio

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m crime chocante foi registrado na manhã deste domingo, 30, no bairro Novo Mundo, em Curitiba. Felipe Toledo Caseiro, soldado do Corpo de Bombeiros, invadiu o apartamento da ex, localizado na Avenida Brasília, agrediu a mulher e ainda disparou contra colega da vítima, identificada como Valnei Menegusso, que não resistiu. Logo na sequência, quando viaturas policiais chegaram no endereço, Felipe tirou a própria vida.

De acordo com informações, Felipe teria invadido o prédio em que a ex-companheira morava, e a encontrou com o amigo dela. Valnei foi baleado no corredor do prédio e teve o corpo arrastado para dentro do apartamento da mulher.

Vizinhos relataram que ouviram cerca de quatro disparos e acionaram a Polícia Militar. Antes da equipe poder intervir, no entanto, Felipe cometeu suicídio. O Corpo de Bombeiros informou que a arma usada no crime era particular e não da corporação. A princípio, a mulher teria sido agredida na situação, atendida por socorristas e levada para um hospital.

O prédio ontem o crime seguido de suicídio aconteceu. (Foto: Felipe Conceição/ RICtv)

Os bombeiros confirmaram que Felipe e a ex-companheira eram militares e informaram que, em breve, irão se manifestar através de nota para a imprensa. A Polícia Civil está investigando o caso.

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De acordo com informações do Corpo de Bombeiros, Felipe e Valnei chegaram a entrar em luta corporal antes dos disparos. Felipe era condutor de viaturas leves e pesadas e faria 6 anos na corporação em 2022. Segundo conhecidos, ele era um homem discreto e comprometido com o trabalho.

A bombeira que teve o apartamento invadido foi “socorrida e encaminhada ao Hospital da Cruz Vermelha para acompanhamento psicológico e cuidados, sendo assistida pelo Serviço de Assistência Social da Corporação”, informou a nota dos bombeiros.

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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