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BRDE já faz operações em 95% dos municípios da região Sul

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A atuação descentralizada do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) alcançou, ao fim de 2025, uma capilaridade rara no sistema de fomento do país: a instituição mantinha operações em 95% dos municípios do Paraná, de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul — área que concentra o núcleo de sua missão histórica de impulsionar investimento produtivo e políticas públicas de desenvolvimento.

Somados, os três estados registraram 1.136 municípios com operações do banco, número que evidencia a presença do BRDE em cidades de todos os portes, inclusive as pequenas, onde o crédito de longo prazo costuma ser mais restrito e onde iniciativas locais — de expansão industrial e inovação a projetos de infraestrutura, energia e agroindústria — dependem de financiamento estruturado e acompanhamento técnico. Além da região Sul, o BRDE também encerrou o ano com contratos de crédito ativos em 70 dos 79 municípios do Mato Grosso do Sul, estado do Centro-Oeste onde também tem atuação.

A cobertura mais ampla foi registrada em Santa Catarina, com atendimento em 293 dos 295 municípios (mais de 99% do total) em dezembro de 2025. No Paraná, o banco mantinha operações em 383 de 399 municípios (96%). Já no Rio Grande do Sul, eram 460 de 497 municípios (92,5%). O desenho da atuação permite adaptar instrumentos de crédito e apoio a diferentes realidades econômicas — do campo à cidade, de cadeias tradicionais a novos setores, de necessidades empresariais a demandas do setor público.

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“Capilaridade é uma forma de espelhar a capacidade de levar financiamento onde ele se faz necessário. Ao operar em praticamente todo o território dos estados onde atua, o BRDE converte diretrizes de fomento em investimento produtivo e infraestrutura”, afirma o Diretor-Presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior

Atuação – O BRDE estrutura sua atuação a partir de políticas públicas de fomento voltadas ao desenvolvimento regional de longo prazo, com foco em inclusão produtiva, sustentabilidade e fortalecimento das economias locais. Na área rural, o banco opera programas que ampliam o acesso ao crédito para produtores e cooperativas, apoiando a modernização do campo, a segurança hídrica, a irrigação, a agroindustrialização e a transição para fontes de energia limpa.

No ambiente urbano e empresarial, o BRDE atua no financiamento de pequenas, médias e grandes empresas, com políticas voltadas à inovação, à competitividade industrial, ao turismo e à economia criativa. Essas ações buscam estimular investimentos que gerem emprego, diversifiquem a base produtiva e fortaleçam cadeias estratégicas dos estados do Sul.

A sustentabilidade está presente no apoio a projetos de energias renováveis, saneamento básico, gestão ambiental e adaptação às mudanças climáticas. O BRDE também incorpora critérios sociais e ambientais na análise dos financiamentos, alinhando desenvolvimento econômico à responsabilidade territorial.

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Além do crédito, o banco também atua na formulação e na implementação de políticas públicas regionais em parceria com governos estaduais, prefeituras e outras instituições de fomento, especialmente na estruturação de Parcerias Público-Privadas (PPPs). Nesse campo, o BRDE apoia o poder público desde a fase de modelagem, ajudando a organizar estudos, matriz de riscos, garantias e a atratividade econômica dos projetos, até a etapa de contratação e viabilização financeira dos investimentos.

Programas de planejamento estratégico, como a Visão Regional 2040, e o apoio a projetos sociais via leis de incentivo fiscal reforçam o compromisso do BRDE com um desenvolvimento equilibrado, integrado e orientado para o futuro.

Números do BRDE:

Paraná: 383 municípios (96% do total)

Santa Catarina: 293 (99% do total)

Rio Grande do Sul: (92,5% do total)

Mato Grosso do Sul: 70 (88% do total)

 

PARAA PORTAL Foto: Gabriel Rosa/AEN

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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