NOTÍCIAS DO PARANÁ
Com demanda crescente no mundo, Paraná deve produzir 19 milhões de toneladas de milho
O milho é essencial para a produção de proteínas animais em todo o mundo, além de ser importante para a alimentação humana em algumas regiões. Por isso, a cultura tem ganhado mais projeção no campo, o que exige melhorias na logística, particularmente em estradas. A análise faz parte do Boletim de Conjuntura Agropecuária referente à semana de 27 de janeiro a 2 de fevereiro. O documento é preparado pelos técnicos do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab).
Na safra 2022/23, a previsão é que, mundialmente, sejam produzidos 1,15 bilhão de toneladas de milho. No Brasil, a expectativa é por 125 milhões de toneladas, enquanto o Paraná deve alcançar 19 milhões de toneladas, dentro de condições normais.
A demanda cresce à medida que a população e a renda per capita também aumentam, levando a maior consumo de proteínas animais. Há, ainda, outros usos para o milho, além da ração, como a produção de etanol. Estima-se que, este ano, 15% do etanol brasileiro virá do cereal.
A análise apresentada aponta que, diante da possível produção recorde do Brasil, problemas logísticos são evidenciados, como estradas sem a manutenção adequada, pistas simples, malha ferroviária insuficiente e custos de insumos elevados. No caso dos portos, houve melhorias em estrutura dos que formam o Arco Norte de exportação, além dos de Paranaguá e Santos.
SOJA E FEIJÃO
A exportação brasileira do complexo soja, em 2022, alcançou 101,9 milhões de toneladas. O Paraná foi o responsável por 9,2 milhões de toneladas, uma queda de 35% em relação a 2021, devido à produção menor na safra, afetada por fatores climáticos. Para este ano, a produção deve estar normalizada, com 19 milhões de toneladas.
O feijão de primeira safra deve render 196 mil toneladas no Paraná. Até agora, a colheita atingiu 66% dos 116 mil hectares e vem sendo favorecida pelo clima. O produto é de excelente qualidade, o que contribui para os bons preços recebidos pelos produtores. O Paraná é o principal produtor a abastecer o mercado brasileiro em janeiro.
TRIGO E HORTICULTURA
O preço recebido pelos triticultores paranaenses voltou a ceder no primeiro mês de 2023. A saca foi cotada, em média, a R$ 91,33, valor 2,6% menor que o de dezembro de 2022. O boletim do Deral aponta que os preços são fundamentais para direcionar a intenção de plantio para os produtores que estão planejando ou executando a sucessão da safra de verão.
Sobre a horticultura, o documento apresenta números relativos aos cinco itens mais comercializados nas Centrais de Abastecimento do Estado do Paraná (Ceasa), considerando a movimentação financeira: tomate, batata, maçã, banana e mamão. Juntas, as espécies representam 38,9% dos R$ 4,8 bilhões negociados e 33,1% das 1,3 milhão de toneladas transacionadas.
OVINOCULTURA, AVES E OVOS
O rebanho ovino do Paraná é o oitavo maior do Brasil, com 567 mil cabeças. A maioria é destinada à produção de carne, mas o Estado também é o segundo colocado em ovinos tosquiados, com 4% do total, atrás do Rio Grande do Sul, responsável por 92%. O consumo de carne ovina no país não é tão difundido quanto o de outras proteínas, sendo limitado a restaurantes e datas comemorativas.
Em aves, o boletim mostra que o Paraná apresentou crescimento de 5,3% no volume exportado e de 32% no faturamento em 2022, comparativamente a 2021. O Paraná é o principal produtor e exportador brasileiro, com participação de 40,8% no volume e de 39,8% na receita cambial.
Números do Agrostat Brasil/Mapa apontam que, de janeiro a dezembro de 2022, o Brasil exportou 23.610 toneladas de ovos, com faturamento de US$ 94,859 milhões. Nos doze meses, o Paraná aparece como segundo maior exportador, com 5,7 mil toneladas e receita cambial de US$ 27,112 milhões. No ano passado, o México destacou-se na condição de principal importador de ovoprodutos do Brasil, com volume de 7.826 toneladas e receita cambial de US$ 45,6332 milhões, ampliando a importação em 90,5% (volume) e em 185% (receita cambial) sobre o ano anterior (4.108 toneladas / US$ 16,014 milhões).
Fonte: Agência Estadual de Notícias
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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