NOTÍCIAS DO PARANÁ
Com termômetros em queda livre, Paraná registra temperatura negativa
As temperaturas continuaram caindo no Paraná em meio a primeira onda de frio do ano. Nesta sexta-feira (20), a estação meteorológica do Simepar em Palmas, cidade mais fria do Estado, registrou -0,3° C.
Essa foi a primeira temperatura negativa no Paraná em 2025. Estações do Simepar em outras 25 cidades também registraram a menor temperatura do ano até o momento. Destaque para Toledo (0.8° C), Ponta Grossa (1.7° C), Palotina (1.8° C), Santa Maria do Oeste (2° C) e Pinhais (2.6° C). Em Curitiba, os termômetros marcaram 4,1º C.
A sensação térmica, cálculo feito levando em conta a temperatura e o vento para considerar como é a percepção física das pessoas com relação a temperatura registrada, foi negativa em algumas estações: Cascavel: -1,7° C; Centro de Palmas: -1,4° C; Palmas: -4° C; Ponta Grossa: -1,1° C; e Toledo: -1,8° C.
Cidades paranaenses com a menor temperatura até aqui no ano:
- Antonina: 9.3° C
- Assis Chateaubriand: 3.8° C
- Cambará: 2.3° C
- Campo Mourão: 3.4° C
- Cascavel: 2.4° C
- Cerro Azul: 4.5° C
- Curitiba: 4.1° C
- Fazenda Rio Grande: 2.4° C
- Guaíra: 3.5° C
- Guaratuba: 11° C
- Jaguariaíva: 3.6° C
- Lapa: 3.6° C
- Palmas: 1.5° C
- Palmas – Horizonte: – 0,3° C
- Palmital – Santa Maria: 2° C
- Palotina: 1.8° C
- Paranaguá: 11.4° C
- Paranavaí: 5.2° C
- Pinhais: 2.6° C
- Ponta Grossa: 1.7° C
- Guaraqueçaba: 7.2° C
- Santa Helena: 5° C
- Telêmaco Borba: 3.5° C
- Toledo: 0.8° C
- Umuarama: 3.1° C
- União da Vitória: 5.6° C
E a previsão do tempo para hoje?
Nesta sexta-feira, o sol predomina em praticamente todas as regiões paranaenses desde as primeiras horas do dia. Entre o sudoeste e o centro-sul ainda ocorre a formação de nuvens, especialmente entre a madrugada e início da manhã.
O destaque fica por conta das baixas temperaturas no amanhecer em todo o Paraná, com condições favoráveis para a formação de geada mais abrangente, de intensidade moderada entre o sudoeste, sul e o setor central do estado.
Os termômetros chegam aos 19º C em Paranaguá, 16º C em Curitiba e Foz do Iguaçu e aos 17º C em Maringá.

NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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