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COMISSÃO DO MEIO AMBIENTE VAI PROMOVER AGENDA PARA INCENTIVAR A CRIAÇÃO DE UNIDADES DE CONSERVAÇÃO PARTICULARES NO PARANÁ

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A Comissão de Ecologia, Meio Ambiente e Proteção aos Animais da Assembleia Legislativa do Paraná quer intensificar as ações que promovam a criação de novas unidades de conservação particulares por iniciativa de empresas e pessoas físicas. Para isso, reuniu-se com representantes da Associação dos Protetores de Áreas Verdes de Curitiba e Região Metropolitana (Apave) e da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental (SPVS) para definir um plano de ação e uma agenda. “Queremos juntar esforços para o fortalecimento das políticas de conservação de áreas naturais em Curitiba, na Região Metropolitana e em todo o Paraná. E vamos promover uma agenda neste sentido até o final desta legislatura”, disse o presidente da Comissão, deputado Goura (PDT).

Segundo ele, o objetivo é promover ações para que mais reservas particulares, chamadas de Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs), sejam implantadas. “Essas novas unidades vão colaborar na preservação da água e da biodiversidade, além de fomentar a cultura da conservação”, comentou Goura.

Durante a reunião, foram sugeridas a realização de um compilado sobre a legislação referente aos impostos, como o ICMS Ecológico, a Certificação Life, políticas de incentivo à criação de RPPNs, ferramentas de gestão, entre outros temas. Também ficou combinado a construção de um evento para uma apresentação sobre as vantagens de criação de RPPNs por empresas privadas. “Nossa ideia seria promover junto à Federação das Indústrias do Paraná (FIEP) uma reunião com representantes das maiores empresas do Paraná para falar sobre a criação de áreas de preservação particulares”, disse Goura.

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“No mesmo sentido faríamos reuniões com a participação da Coordenação da Região Metropolitana de Curitiba (COMEC) e de prefeituras da Região Metropolitana de Curitiba para tratar da criação de novas RPPNs”. Outra reunião proposta foi com secretário da Agricultura e Abastecimento do Paraná, Norberto Ortigara, para levar a mesma proposta aos produtores rurais do estado.

Participaram da reunião pela Terezinha Vareschi, Angelo Simão e Daniele Gidsicki (Apave) e Nicholas Kaminski e Rafael Meirelles Sezerban (SPVS).

 

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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