NOTÍCIAS DO PARANÁ
Ensalamento para prova do PSS pode ser conferido a partir de segunda-feira
Os professores inscritos no Processo Seletivo Simplificado (PSS) poderão conferir o ensalamento para a prova a partir de 4 de janeiro em www.cebraspe.org.br/concursos/seed_pr_20_professor. O processo, que seleciona professores temporários para atuar na rede estadual em 2021, passou a contar com uma prova de conhecimentos, que será aplicada em 10 de janeiro nas cidades-sede dos 32 Núcleos Regionais de Educação (NREs) do Paraná.

A avaliação, que aconteceria no dia 20 de dezembro, foi adiada devido ao momento da pandemia no Estado.
Já estão disponíveis no site do Cebraspe (empresa responsável pela organização da prova presencial) instruções para a realização da prova e informações sobre as medidas de proteção para evitar a transmissão do novo coronavírus. O protocolo de prevenção teve parecer favorável da Secretaria de Estado da Saúde.
Entre as medidas tomadas, estão a higienização prévia dos locais de teste e disponibilização de álcool em gel para manuseio de objetos. Será obrigatório o uso de máscara, e todos os candidatos e funcionários vão passar por verificação de temperatura na entrada.
Os candidatos também vão receber orientações para o distanciamento social na chegada, e as carteiras terão espaçamento mínimo de 1,5 metro.
O edital do processo seletivo prevê a contratação de pelo menos 4 mil profissionais para lecionar nas unidades do Estado em 2021. Na prática, porém, ao longo do ano que vem, essas vagas serão ampliadas, chegando a 20 mil temporárias atuais. Os salários podem chegar a até R$ 3.720. Aproximadamente 40 mil dos 47 mil candidatos tiveram a inscrição deferida para realizar a prova.
(Agência Estadual de Notícias)
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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