NOTÍCIAS DO PARANÁ
Foz do Iguaçu ganha um dos maiores aquários da América Latina
Foz do Iguaçu, conhecida mundialmente pela beleza das Cataratas, dos seus rios e do Parque Nacional do Iguaçu, uma extensa parte da Mata Atlântica totalmente preservada ganha, agora, um dos maiores aquários da América do Sul, que abriga milhares de animais aquáticos, de centenas de espécies diferentes.
O mega aquário AquaFoz possui tanques com até 6 metros de altura, o segundo maior tanque oceânico do Brasil, com 2 milhões de litros d’água, acrílicos de 5 metros de altura e 19 centímetros de espessura, pesando 13 toneladas cada, e reservatórios subterrâneos com 1,27 milhão de litros de água (doce, salgada e de reuso).
Inaugurado recentemente pelo Governo do Estado, o aquário abriga um plantel de aproximadamente 300 espécies e cerca de 10 mil animais, incluindo o surubim-do-Iguaçu, espécie criticamente ameaçada e exclusiva do rio, além de tubarões, raias e o dourado, escolhido como mascote do projeto.
Com mais este atrativo, Foz do Iguaçu vive um momento fantástico no turismo, que é a grande vocação dessa cidade, não só para turistas do Brasil, mas de todo o mundo. A cidade vem recebendo grandes investimentos em hotelaria e agora esse aquário, inspirado no do Rio de Janeiro e seguindo padrões internacionais, chega como mais um importante atrativo turístico.
O AquaFoz representa geração de emprego e renda, faz com que o turista permaneça mais tempo na cidade, consuma no comércio e movimente o setor hoteleiro.
O aquário se soma a uma série de investimentos, como o Centre Pompidou Paraná, cujo projeto será concluído agora em novembro, para que logo em seguida se inicie a licitação e transformar esse grande complexo em mais um presente para Foz e para todos os paranaenses.
O empreendimento, em frente ao Parque Nacional do Iguaçu, é do Grupo Cataratas, responsável pela administração do parque e de outros atrativos voltados ao turismo sustentável, incluindo o AquaRio, no Rio de Janeiro, e o Marco das Três Fronteiras, também em Foz. O investimento foi de R$ 140 milhões no novo aquário, que deve gerar cerca de 400 empregos diretos e indiretos já em seu primeiro ano de funcionamento.
PARANA PORTAL Foto/TravelIguassu
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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