NOTÍCIAS DO PARANÁ
Gaeco cumpre oito mandados no norte do Paraná em investigação de rachadinha
Oito mandados de busca e apreensão são cumpridos nas residências do prefeito afastado e do ex-presidente da Câmara Municipal de São Jerônimo da Serra, na região norte do Paraná, nesta terça-feira (25), em uma operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado).
Casas e escritórios de ex-servidores e um advogado também são alvo dos mandados expedidos pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná, que serão cumpridos em São Jerônimo da Serra e Sapopema.
As investigações dos crimes de associação criminosa, peculato e corrupção ativa e passiva foram desencadeadas a partir da apreensão de um pen drive que estava em poder do prefeito afastado.
No objeto, foram encontrados indícios de desvios, ocorridos mediante a inserção de verbas complementares nas folhas de pagamento de servidores, com autorização destes, para que, posteriormente, fossem devolvidos e repassados a vereadores em troca da obtenção de apoio político ao gestor público.
“Essa situação em São Jerônimo da Serra visa apurar uma chamada ‘rachadinha’ ou ‘mensalinho’ que correspondia terem combinado com o ex-prefeito e outras pessoas que eles colocariam um valor maior no salário de duas servidoras para que o valor fosse devolvido ao grupo e, com isso, eles repassassem a vereadores para comprarem apoio político”, explicou Leonir Batisti, coordenador do Gaeco.
PREFEITURA DE NOVA TEBAS É ALVO DE OPERAÇÃO DO GAECO
Também nesta terça-feira, três mandados de busca e apreensão estão sendo cumpridos na Prefeitura de Nova Tebas, na região central do Paraná, e nas residências do prefeito e do secretário municipal de planejamento.
Onde são investigados os crimes de fraude licitatória e desvio de recursos e falsificação de documento, relacionadas à entrega pelo prefeito de uma motoniveladora do município que precisava de conserto.
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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