NOTÍCIAS DO PARANÁ
Governo aplica R$ 17,5 milhões em projetos para rodovias e ferrovias
O Governo do Paraná, por meio da parceria do Departamento de Estradas de Rodagem (DER/PR) com o Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), garantiu ao longo de 2020 a contratação de dez projetos executivos de engenharia para futuras obras em rodovias estaduais e na malha ferroviária da Ferroeste. Somados, esses investimentos são de R$ 17,5 milhões. Foram quatro projetos contratados no primeiro semestre e mais seis no segundo semestre.

Esses contratos estão incluídos no Banco de Projetos para obras de infraestrutura do Governo do Estado e contam com financiamento do BID. Lançado em 2019, o banco disponibiliza R$ 350 milhões para projetos executivos e envolve, além da reestruturação de rodovias, obras em ferrovias e na área da segurança pública. Boa parte desses recursos vem do BID.
Os seis novos contratos são para os projetos executivos de pavimentação da PR-239, no trecho Mato Rico/Roncador; de duplicação e restauração da PR-506, em Campina Grande do Sul; de duplicação, restauração e implantação de vias marginais da PR-412, no trecho Matinhos/Pontal do Paraná; de pavimentação e construção de variante nas PRs-574 e 575, no trecho entre Nova Aurora/Cafelândia/Tupãssi; de restauração e ampliação de capacidade da PRC-466 (lote 1), no trecho de Pitanga a Turvo e, ainda, o projeto de tratamento de pontos críticos de escorregamento de taludes na malha ferroviária da Ferroeste.
INVESTIMENTO – O secretário estadual de Infraestrutura e Logística, Sandro Alex, destacou que a concepção do Banco de Projetos é resolver os principais gargalos da infraestrutura paranaense. “Estamos falando de um investimento de R$ 350 milhões, dos quais aproximadamente R$ 290 milhões serão aplicados em rodovias. É o maior aporte de recursos para planejamento da história do Estado”, disse.
“Por muitos anos a contratação de novos projetos para as rodovias não acompanhava as necessidades da nossa infraestrutura. Estamos mudando esse cenário. Só em 2020 foram dez novos projetos contratados e nossa intenção é seguir viabilizando ainda mais nos próximos anos”, complementou Sandro Alex.

Para o diretor-geral do DER/PR, Fernando Furiatti, os novos contratos assinados vão proporcionar futuras obras em pontos estratégicos da malha rodoviária estadual. “Os novos contratos incluem projetos essenciais para diferentes regiões do Paraná. No Centro do Estado, com a pavimentação da PR-239 e ampliação da capacidade da PRC-466; no Litoral, com a restauração da PR-412; na Região Metropolitana de Curitiba, com a duplicação da PR-506 e, na região Oeste, com a pavimentação das PRs-574 e 575”, explicou.
A parceria com o BID já havia assegurado importantes projetos no início do ano, como a duplicação de um novo trecho da PR-445, na região de Londrina, e a duplicação da PR-151, entre Ponta Grossa e Palmeira. Temos trabalhado com agilidade para eleger novos trechos e assim garantirmos a licitação de projetos que vão modernizar nossas rodovias e prepará-las para atender um fluxo cada vez maior de veículos com tranquilidade e segurança”, acrescentou Furiatti.
PR-239 – O projeto de pavimentação da rodovia PR-239 entre Mato Rico e Roncador tem 27 quilômetros de extensão e está dividido em três etapas: a implantação de um contorno para desvio de fluxo do perímetro urbano de Barra Bonita; a construção da variante para desvio do tráfego do perímetro urbano de Mato Rico e, por fim, a pavimentação asfáltica propriamente dita, entre o perímetro urbano de Mato Rico e a cidade de Roncador. O projeto tem orçamento de pouco mais de R$ 1,5 milhão e o contrato foi assinado em junho. A previsão de conclusão do projeto é para agosto de 2021.
PR-506 – Na PR-506, o projeto contratado é o de duplicação e restauração do trecho da rodovia entre o entroncamento com a BR-116 e a cidade de Campina Grande do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Estão previstas obras de duplicação nos 2,4 quilômetros iniciais do trecho e de restauração nos 5,7 quilômetros seguintes, em direção ao perímetro urbano de Campina Grande do Sul. O investimento nesse projeto é de pouco mais de R$ 849 mil e o contrato foi assinado no mês de agosto. A previsão de conclusão do projeto é para junho de 2022.
PR-412 – Na PR-412 o projeto é para a duplicação do trecho conhecido como Avenida Paranaguá, entre Matinhos e Pontal do Paraná. São 14,5 quilômetros de extensão, iniciando na ponte sobre o Canal de Matinhos e com término na intersecção da PR-412 com a PR-407. Além da duplicação, estão previstas obras de restauração de todo o trecho, readequação de interseções em nível e implementação de vias marginais. O contrato para elaboração do projeto foi assinado em setembro, com custo de aproximadamente R$ 1,7 milhão. O projeto deve ser concluído em novembro de 2021.
PR-574 e PR-575 – Para a região Oeste do Estado o projeto contratado é o de pavimentação de trechos das rodovias PR-574 e PR-575, além da construção de pista variante entre essas duas vias. No total, são 22 quilômetros contemplados pelo projeto, que está dividido em três partes: pavimentação da PR-574 entre o distrito de Palmitópolis (Nova Aurora) e o município de Cafelândia; pavimentação da PR-575 no trecho entre o distrito de Palmitópolis e o distrito de Jotaesse (Tupãssi); e a construção da pista variante entre a PR-574 e a PR-575. Este contrato foi assinado no início de outubro e a previsão de término é para dezembro de 2021. O valor do contrato é de pouco mais de R$ 1,7 milhão.
PR-466 Lote 1 – O projeto prevê restauração e ampliação da capacidade da PRC-466 no trecho entre Pitanga e o início do perímetro urbano de Turvo, na região Central do Estado. São 45,5 quilômetros de extensão, entre o entroncamento das PRs- 460 e 239 e o km 220 da PRC-466, já em Turvo. Em todo o segmento deverá ser projetada a restauração da pista existente e a implantação de dispositivos como acostamentos, faixas adicionais e acessos. O final do trecho deverá prever o encaixe com o projeto do lote 2 dessa rodovia, que vai de Turvo a Guarapuava e cujo contrato deverá ser assinado em 2021. O contrato para o lote 1 foi assinado no início de novembro e a previsão de término do projeto é para setembro do ano que vem. O investimento é de R$ 2,6 milhões.
FERROESTE – O projeto para a malha da Ferroeste deve apresentar os estudos para estabilização de 10 taludes ao longo do trecho da ferrovia entre Guarapuava e Cascavel. A extensão desse trecho é de 126 quilômetros. Deverão ser propostas soluções a partir de estudos topográficos, hidrológicos e geotécnicos e o planejamento para implantação das soluções de contenção dos taludes, que são estruturas que impedem deslizamentos e desmoronamentos, garantindo segurança para a ferrovia. Este projeto tem o investimento de pouco mais de R$ 876 mil e deve ser finalizado até junho do ano que vem. A contratação do projeto foi viabilizada por meio de um convênio entre a secretaria de Infraestrutura e Logística e a Ferroeste.
EM ANDAMENTO – Outros quatro projetos foram contratados no início de 2020, também financiados pelo BID, e já estão em andamento desde o primeiro semestre. São eles: ampliação de capacidade e duplicação de 49,1 quilômetros da PR-151, no trecho entre Ponta Grossa e Palmeira (R$ 3,5 milhões); restauração e ampliação da capacidade de 11,1 quilômetros da PR-180, no trecho entre Goioerê e Quarto Centenário (R$ 647 mil); restauração e duplicação de 49,7 quilômetros da PR-445, no trecho entre o distrito de Irerê (Londrina) e Mauá da Serra (R$ 3,6 milhões); e a atualização do projeto da PR-323, nos trechos entre Doutor Camargo e a futura variante do Rio Ivaí e no perímetro urbano de Umuarama (R$ 390 mil).
FUTUROS PROJETOS – Outros dois projetos já estão com estágio avançado na licitação e devem ser assinados até o início de 2021, também resultado do financiamento do BID. São o de restauração e ampliação da capacidade da PRC-466, no trecho entre Turvo e Guarapuava (lote 2), e para restauração e ampliação da capacidade das PRs-239 e 317, no trecho entre Assis Chateaubriand e Toledo. O investimento nesses dois estudos é estimado em R$ 5 milhões.
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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