NOTÍCIAS DO PARANÁ
Líder do governo destaca atuação dos deputados em pedido de suspensão do reajuste da Sanepar
Nesta quarta-feira (26), o Governador Ratinho Junior (PSD) anunciou que pedirá à Agência Reguladora do Paraná (Agepar) a suspensão do reajuste da tarifa de água e esgoto, válido a partir de novembro. A decisão atendeu a um apelo dos deputados estaduais, que, segundo o Líder do Governo na Assembleia Legislativa do Paraná, Hussein Bakri (PSD), entendem que, diante dos reflexos da pandemia sobre as finanças dos paranaenses, não é momento para aumento dos valores. Este é um dos argumentos que a Procuradoria Geral do Estado vai apresentar à Agepar, além de alegar também a calamidade hídrica que o Estado enfrenta.
“Meu papel como líder é fazer a interlocução entre os deputados da base e o Governo, valorizando o papel do Parlamento. Senti uma enorme insatisfação dos colegas em relação ao aumento das tarifas da Sanepar, pois entendemos que não é hora para reajuste em meio à situação difícil que a população está passando. Tratamos desse assunto com o Governador e com o Chefe da Casa Civil, Guto Silva, que, de imediato, tomaram as medidas necessárias no sentido de suspender o aumento, demonstrando sensibilidade com o momento atual. É claro que a Sanepar envolve milhares de acionistas, mas o Estado é majoritário e tem de olhar para o cidadão”, afirmou Hussein Bakri.
Em nota, o Governo informou que, por meio de requerimento à Agepar, “sustentará que o reajuste compromete ainda mais o orçamento doméstico de grande parte da população, que já convive com a queda de renda em razão dos efeitos adversos da pandemia do novo coronavírus sobre o mercado de trabalho e também por causa da calamidade hídrica”. A agência – que é um órgão autônomo, independente e não sofre interferência do Executivo estadual – é responsável pela regulação, normatização, mediação e fiscalização dos serviços de abastecimento de água potável e esgotamento sanitário no Paraná.
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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