NOTÍCIAS DO PARANÁ
Mãe e filha são assassinadas em casa por causa de apostas na loteria no Paraná
Mãe e filha, Josiane Aparecida de Oliveira, 39 anos e Isabela Fernanda de Oliveira Ramos, 15 anos, foram assassinadas em casa, na cidade de Bandeirantes, no Norte do Paraná, na tarde de sábado (30). O autor do crime seria o marido de Josiane e pai de Isabela. E o motivo do crime seria o vício dele em jogos.
O crime ocorreu na casa da família, no bairro Dejo Mineiro. A Polícia Militar chegou ao local após a outra filha de Josiane e irmã de Isabela ir à residência, por volta das 18h45 de sábado, e constatar que as duas estavam mortas. Ela tinha recebido um telefonema do pai, pedindo ajuda para entregar uma cesta de Páscoa à irmã. Ele teria afirmado no telefonema que não conseguia contato com a filha e por isso pediu ajuda.
Chegando ao local, os policiais se depararam com mãe e filha mortas. Josiane tinha um corte de faca pescoço e duas perfurações na coxa. Assim também a filha tinha sinais de esganadura, além de cortes no tórax.
VÍCIO EM JOGOS – Conforme a polícia, Fernando Vieira Ramos, o suspeito do crime, fugiu e permanece foragido. Acredita-se que ele tenha fugido para São Paulo. Conforme informações iniciais, Fernando era viciado em jogos. E teria perdido muito dinheiro fazendo apostas e jogando em loterias diversas.
Numa briga com a esposa por causa disso, ele teria sido colocado para fora de casa por causa do vício. Fernando não teria gostado, voltou e assassinou esposa e filha.
A Polícia Militar e a Polícia Civil já trabalham no caso e fazem buscas atrás do assassino. Por fim, o IML recolheu mãe e filha e as levou à sede de Jacarezinho para perícia. (RIC Mais).
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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