NOTÍCIAS DO PARANÁ
Menina de 11 anos morre ao ser baleada em briga no Paraná
Uma menina de 11 anos morreu na noite deste domingo (15), após ser alvejada por disparos de fogo, após uma pessoa armada tentar matar um homem no Jardim Planalto, na zona norte de Londrina.
Segundo informações da PM, a situação teve início quando o atirador em uma motocicleta perseguia o alvo que seria um rapaz de 20 anos que estava conduzindo uma outra motocicleta. O homem que seria alvo dos tiros sofreu uma queda na rua Juraci Huga Cabral Messias, e após se evadiu a pé por cerca de 100 metros onde tentou se abrigar dos tiros em uma residência, cujo portão estava aberto e onde havia uma família em confraternização.
O atirador invadiu o local e efetuou disparos contra o rapaz, porém uma criança de 11 anos acabou sendo atingida. A Polícia Militar e equipes de socorro foram acionados. Socorristas do Siate e equipe médica do Samu tentaram reanimar a vítima, porém ela não resistiu e entrou em óbito.
Já o rapaz alvo dos disparos foi detido pelos familiares da menina até a chagada da PM ao local. Em conversa com a equipe policial, o rapaz relatou em um primeiro momento que a situação era por conta de uma dívida que ele possuía com o atirador devido a venda de um carro.
Ainda de acordo com a PM, o rapaz seria conduzido a delegação na condição de testemunha dos fatos, mas em consulta a placa da moto a qual ele pilotava, ficou constatado que a motocicleta estava no alerta de furto/roubo. Desta forma, o homem foi levado até a Central de Flagrantes por receptação.
No local, vizinhos estavam revoltados com o que acabara de acontecer. Conforme apurado a menina havia saído de casa onde morava no mesmo bairro e teria ido até a casa do pai passar alguns momentos em companhia de outros familiares quando o fato aconteceu e ela foi vítima de um crime banal.
(Londrina News).
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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