NOTÍCIAS DO PARANÁ
Mulher pediu medida protetiva de manhã, recebeu ameaça à tarde e matou o marido à noite após ele invadir a casa
Um homem, de 33 anos, identificado como Fernando Ramos, foi morto a tiros pela esposa após ameaçar a mulher e a filha na cidade Cândido de Abreu, na região central do Paraná. Segundo a Polícia Civil do Paraná (PCPR), o caso aconteceu na zona rural da cidade, no Distrito de Rio do Tigre, na noite da última terça-feira (11).
De acordo com a investigação, na manhã de terça-feira, a mulher foi até a sede policial e pediu uma medida protetiva contra o marido. A vítima revelou ser vítima de violência doméstica e estava com medo do que poderia acontecer.
Por volta das 15h, Fernando ligou para a companheira e realizou novas ameaças. Desta vez, o homem declarou que iria até a residência e mataria a mulher e a filha. Entretanto, por volta das 18h30, quando ele arrombou a porta do imóvel foi recebido com disparos de um revólver calibre .22, feitos pela esposa.
Foram disparados cerca de sete tiros e o homem não resistiu. A mulher e a filha saíram do local e pediram ajuda em uma estrada principal perto da residência. A Polícia Militar do Paraná (PMPR) foi acionada e o caso foi confirmado.
Após o registro do crime, a mulher suspeita pelos disparos foi encaminhada à delegacia, prestou depoimento e responderá em liberdade. O caso é investigado como legítima defesa.
Ainda de acordo com informações da polícia, há cerca de dois anos o irmão de Fernando também foi morto na mesma região da cidade. O homem teria sido acusado de violência doméstica. Por RIC Mais
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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