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Nova concessão do Parque Nacional do Iguaçu deve dobrar número de turistas em Foz

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Leilão foi realizado nesta terça-feira em São Paulo. Proposta vencedora foi de R$ 375 milhões – ágio de 350%. A concessão é a maior do setor de parques já realizada no Brasil.
O Parque Nacional do Iguaçu, principal atrativo turístico do Paraná, terá uma nova concessão por mais 30 anos. O leilão realizado na tarde desta terça-feira (22) em São Paulo pelos Ministérios do Meio Ambiente e da Economia teve oferta vencedora de R$ 375 milhões – um ágio de 350% sobre o preço mínimo estipulado pelo governo federal.

 

O setor turístico paranaense tem muito a comemorar: a nova concessão irá dobrar o número anual de visitantes em Foz do Iguaçu, dos atuais 2 milhões para 4 milhões. A previsão consta do estudo de potencial realizado pela União para o processo de concessão. Em 2021, ainda sob efeitos da pandemia, foram 655.335 visitantes de mais de 100 nacionalidades diferentes
“A disputa acirrada demonstra a grandeza e o potencial turístico do Paraná, que atrai ano a ano grandes investimentos no setor. O turismo do Paraná vai bombar ainda mais nos próximos anos”, disse o secretário do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná, Marcio Nunes, que representou o Estado no leilão.

O consórcio vencedor foi o Novo PNI, composto pelas empresas Cataratas SA e Construcap. Além do aporte inicial de R$ 375 milhões, o grupo se compromete a investir mais de R$ 500 milhões em novas infraestruturas e outros R$ 3,6 bilhões na operação do parque durante o período da concessão, previsto para 30 anos, segundo o BNDES.

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Esse investimentos têm o potencial de duplicar o número de visitantes do parque, com expansão da área concessionada e aumento na atratividade da visitação.
A concessão é a maior do setor de parques já realizada no País. A receita da concessionária virá essencialmente dos ingressos cobrados para a entrada.

 


Pelo edital, moradores dos 13 municípios paranaenses no entorno terão desconto no ingresso. Será possível também estabelecer pacotes especiais para visitas de mais de um dia, para incentivar a permanência do turista.

 

O edital também prevê obrigações relacionadas à sustentabilidade ambiental, a cargo do concessionário, tal como o provimento de apoio a ações de educação, comunicação e interpretação ambiental.

“Essa nova concessão é fundamental para a projeção do turismo no Estado do Paraná”, comemorou o presidente da Paraná Turismo, Irapuã Cortes. “E terá influência sobre a projeção de turistas não apenas no Parque, mas sobre toda a região de Foz do Iguaçu”.

 

PARQUE – Criado em 1939, o Parque Nacional do Iguaçu está situado na cidade de Foz do Iguaçu e tem área de quase 200 mil hectares. É a maior reserva remanescente de Mata Atlântica da região e tem o título de Patrimônio Natural da Humanidade. A principal atração turística são as Cataratas do Iguaçu, eleita uma das Sete Maravilhas da Natureza em 2011. O parque também protege uma riquíssima biodiversidade da fauna e flora brasileiras, algumas delas ameaçadas de extinção como a onça-pintada e o jacaré de papo amarelo.

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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