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Novo frigorífico de Umuarama gera 550 empregos

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O governador Carlos Massa Ratinho Junior conheceu nesta segunda-feira (13) o frigorífico Levo Alimentos, em Umuarama, inaugurado na semana passada, e destacou a geração de empregos no setor. O empreendimento é uma iniciativa da C.Vale (Palotina) e da Pluma Agroavícola (Cascavel), que investiram R$ 60 milhões na reforma e aquisição de novos equipamentos para a indústria (antiga Averama, desativada em 2016). Essa fusão deu origem à marca Plusval.

A indústria gerou 550 novos empregos de imediato para o abate de 60 mil aves/dia, mas estes números devem chegar a 2 mil postos de trabalho e 200 mil aves/dia nos próximos meses. O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e as empresas negociam um financiamento de R$ 30 milhões para investimentos dos produtores rurais na reforma e construção de aviários, que fornecerão matéria-prima para o frigorífico.

O govenador disse que Umuarama dá um novo salto com a abertura desse empreendimento, composto, ainda, de um depósito de cereais, matrizeiros de recria e produção, incubatório e uma fábrica de ração com capacidade para produzir 22 mil toneladas por mês. O arrendamento tem prazo de dez anos, podendo ser renovado.

“O Paraná é líder nacional na produção de frangos e as cooperativas estão investindo cada vez mais nessa estrutura e em tecnologia. É uma cadeia que gera milhares de empregos e será fundamental na retomada da economia depois da pandemia”, afirmou Ratinho Junior. “Estamos otimistas, discutindo novas formas de trazer investimentos ao Paraná, e contentes que as cooperativas estão apostando na geração de emprego”.

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O governador também citou o crescimento de 6,9% da indústria alimentícia no Estado nos primeiros cinco meses de 2020, apesar da crise econômica, e disse que o setor é fundamental para manter empregos e o consumo no comércio. A produção avícola paranaense atingiu marca de 1,87 bilhão de frangos abatidos em 2019, aumento de 6,43% em relação a 2018.

REATIVAÇÃO – Esse é o segundo frigorífico da Averama reativado no Paraná. No final do ano passado foi retomada a produção da unidade de Rondon, também no Noroeste do Estado, por meio de uma parceria operacional com a Jaguafrangos, de Jaguapitã, que arrendou a unidade.

CORONAVÍRUS – A Levo Alimentos é um dos frigoríficos que segue todas as medidas de prevenção contra a Covid-19 recomendadas pela Secretaria de Estado da Saúde. Entre as medidas necessárias estão a adoção de um plano de contingência para prevenção, monitoramento e controle da transmissão do coronavírus, em articulação com a Vigilância Epidemiológica do município em que a planta industrial está instalada, e uso de equipamentos de proteção individual.

A Secretaria de Saúde vem atuando desde o início da pandemia em parceria com os diversos setores da sociedade para mitigar os impactos da doença. O Centro Estadual de Saúde do Trabalhador (Cest/Sesa) monitora diariamente os 300 frigoríficos de diversos tamanhos e que empregam mais de 100 mil pessoas no Paraná.

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PR-323 – O governador também afirmou que a duplicação da PR-323 entre Paiçandu e Doutor Camargo, corredor de exportação de Umuarama, será concluída em dezembro. A intervenção na estrada tem uma extensão de 20,75 quilômetros, com investimento de R$ 78,7 milhões, e envolve um viaduto entre Água Boa e Doutor Camargo, uma trincheira, além de vias marginais em Paiçandu e Água Boa.

Para os próximos meses está prevista a licitação da duplicação de mais 6,3 quilômetros entre Doutor Camargo até aproximadamente um quilômetro antes da margem do Rio Ivaí. O projeto executivo já foi licitado e o custo estimado do investimento para a obra é de R$ 46 milhões.

A PR-323 vai integrar o novo Anel de Integração. O programa de concessões rodoviárias do Paraná será um dos maiores do País. O projeto deve incorporar ao Anel de Integração original de 2,5 mil quilômetros de rodovias federais e estaduais e pelo menos mais 1,3 mil quilômetros.

PRESENÇAS – Estiveram presentes o chefe da Casa Civil, Guto Silva; o secretário de Desenvolvimento Sustentável e Turismo, Márcio Nunes; o deputado estadual Soldado Adriano José; o prefeito de Umuarama, Celso Pozzobom; o presidente da C.Vale, Alfredo Lang; o presidente da Pluma Agrovícola, Lauri Paludo; e o gerente da Levo Alimentos – Umuarama, Rodrigo Francisco.

 

ANP

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Alep discute importância e proteção do Rio Iguaçu

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“Salve o Rio Iguaçu: Caminhos para sua Proteção e Reconhecimento”. Este foi o tema da audiência pública realizada na manhã desta terça-feira (30), na Assembleia Legislativa que reuniu especialistas de diversas áreas que estudam a influência do rio, que nasce no manancial da serra do mar, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba e percorre centenas de quilômetros até desembocar no Rio Paraná, em Foz do Iguaçu. A proposta do encontro foi do deputado pedetista Goura.

“Queremos chamar a atenção do olhar público para o rio Iguaçu, já que mais de 5 milhões de pessoas vivem em sua bacia, onde existem reservatórios, barragens e inúmeros problemas sociais e ambientais provocados pela falta de atenção do poder público em relação à saúde ecológica do Rio Iguaçu. Por isso, reunimos especialistas, ativistas e pessoas que estudam o equilíbrio ecológico do rio, para trazer esse diagnóstico e buscarmos juntos as soluções tão necessárias para esses problemas”, afirma o deputado, que estende suas preocupações aos demais rios que banham o estado.

“Estamos vivendo um momento de crise climática e precisamos ter um olhar mais cuidadoso com os nossos rios — falando aqui de todos os rios do Paraná: o Ivaí, o Piquiri, o Paranapanema, o Paraná e, obviamente, o Iguaçu, pela sua importância na relação com as pessoas e na sua relação histórica. Hoje é um dia para celebrarmos o Iguaçu, mas também para juntarmos forças em prol de sua preservação”, conclui.

A necessidade de uma legislação atualizada sobre o tema foi destacada pelo deputado Requião Filho (PDT) na abertura da audiência: “Temos o costume de legislar sobre diversos problemas sem consultar os especialistas no assunto, mas estamos tentando reverter isso, e o Goura felizmente faz isso em relação ao meio ambiente, trazendo as universidades e o conhecimento científico — um cuidado que devemos ter aqui na Casa. Estamos em um ponto de desenvolvimento social em que é possível unir a ciência à legislação, juntando conhecimento e vontade política. O Rio Iguaçu pode ser uma metáfora para todo o meio ambiente: se não tomarmos cuidado com nossos rios e com o meio ambiente, significa que não estamos cuidando do nosso estado”.

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Direitos do rio

Uma das novidades apresentadas na audiência foi o conceito dos direitos da natureza. A tese, que reconhece um rio, por exemplo, como um “sujeito de direitos”, foi apresentada pela advogada ambientalista Maudi Nancy Joslin-Motta, especializada em gestão e criação de áreas naturais protegidas.

“A proposta que trazemos para o Rio Iguaçu é relativamente nova em termos de direito — um passo à frente do direito ambiental: os direitos da natureza. Nossa proposta é o reconhecimento do Rio Iguaçu como sujeito de direitos, e não como objeto. Os elementos da natureza tendem a ser considerados objetos, mas, como sujeitos de direitos, eles têm alguém para falar por eles. Esse alguém, neste caso, é uma comissão de guardiões e guardiãs do rio, escolhidos entre as pessoas que têm alguma relação com ele, seja o povo ribeirinho, os povos originários, a indústria que capta água para sua atividade, os consumidores, os agricultores ou, enfim, toda a população que depende do Rio Iguaçu”, explica, lembrando que o Rio Iguaçu e seus afluentes respondem por 81% da água consumida no estado do Paraná.

Entre esses guardiões, a advogada destaca os povos originários, que têm um longo histórico de respeito e cuidado com os rios e demais elementos naturais. Indígena do povo Kaingang, a escritora e cineasta Vanessa Fê Há afirma que o Iguaçu não é importante apenas para os povos originários, mas para todos os paranaenses.

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“É muito importante que os povos indígenas estejam aqui para falar sobre como é esse contato que temos com o Rio Iguaçu e como ele afeta diretamente as nossas vidas — e sua importância não apenas para os povos indígenas, mas para o estado inteiro, porque a água é vida e a água nos dá vida. É muito importante que o rio faça parte da nossa vida, que esteja em nosso dia a dia e que o tratemos como parte de nós. Temos que pensar no rio, na floresta, como seres vivos, como algo que faz parte do nosso cotidiano. Muitos povos indígenas dizem que somos a própria natureza. Então, se somos a própria natureza, somos a árvore, somos a terra, somos o rio. E esse rio também é o Rio Iguaçu”.

Ao longo da audiência, diversos pesquisadores apresentaram dados alarmantes sobre a degradação do rio em todo o seu curso e apontaram medidas cabíveis para solucionar esse problema. Participaram do evento o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Ciro Alberto de Oliveira Ribeiro; Marcus Tesserolli, prefeito de Piraquara; José Ulisses dos Santos, chefe do Parque Nacional do Iguaçu; Yara Barros, coordenadora do Projeto Onças do Iguaçu; José Álvaro Carneiro, diretor-corporativo do Hospital Pequeno Príncipe; Katya Isaguirre-Torres, coordenadora do Ekoa – Núcleo de Pesquisa e Extensão em Direito Socioambiental da UFPR; e Eduardo Fenianos, pesquisador, escritor e idealizador do Projeto Urbenauta.

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