NOTÍCIAS DO PARANÁ
PALESTRA MUSICAL CONSCIENTIZA MULHERES SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E RELACIONAMENTOS ABUSIVOS
A apresentação da palestra musical “Em Mares de Sereios” aconteceu no início da noite desta terça-feira (26), no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná, por proposição do presidente, deputado Ademar Luiz Traiano (PSD), da presidente do Conselho de Ações Solidárias e Voluntariado da Assembleia, senhora Rose Traiano e pelo Instituto Lanterna Luminosa, o evento teve por objetivo informar, alertar e auxiliar mulheres e homens sobre relacionamentos abusivos e violência doméstica.
Para o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ademar Luiz Traiano, “essa é uma palestra preventiva para fazer com que as mulheres tenham uma visão diferente das fantasias que muitas vezes são criadas nas mentes das mulheres por aqueles homens que se valem de argumentos para conquistá-las e depois as transformam em prisioneiras. As mulheres cada vez mais precisam ter o seu espeço respeitado e essa é mais uma demonstração de que a Assembleia apoia integralmente as mulheres no Paraná”.
“A Assembleia conta hoje com uma bancada de 10 mulheres, a maior da história, mas acho que ainda é muito pouco, quero crer que se possa acender a chama através de movimentos como este para despertar o interesse das mulheres para também poderem se inserir neste contexto político e assim estabelecer políticas públicas que sempre as beneficiem”, concluiu o presidente Traiano.
A presidente do Conselho de Ações Solidárias e Voluntariado da Assembleia, senhora Rose Traiano destacou a relevância da palestra musical. “Acho muito importante falarmos de uma forma lúdica, principalmente para os nossos jovens e para os nossos adolescentes, porque eu acredito que a prevenção é o melhor remédio, então vamos ensinar as mulheres para não entrarem em um relacionamento abusivo, saber como dizer não, como se proteger e desta forma estaremos fortalecendo a família e os relacionamentos positivamente”.
A procuradora especial da Mulher da Assembleia Legislativa, deputada Cloara Pinheiro (PSD), afirmou que “como procuradora da Mulher é importante tratar um tema delicado como este de forma mais amena. Gostaria de parabenizar o presidente Traiano e a Rose Traiano pela iniciativa porque com eventos assim, nós conseguimos passar a mensagem de forma diferente”.
A deputada Flávia Francischini (União Brasil) afirmou que “as dez deputadas aqui da Assembleia conseguimos desenvolver uma harmonia na defesa da causa das mulheres, independente de bandeira, independente de causa, independente de partido, nós construímos uma sintonia aqui dentro e isso é muito importante porque nos facilita muito na questão das leis, do trabalho, das pautas e não só entre as mulheres, todos os deputados aqui nos respeitam, nos escutam e assim andamos juntos sem querer ser maiores ou melhores”.
A presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, deputada Cantora Mara Lima (Republicanos) afirmou que “como presidente da Comissão da Mulher nessa Casa, temos visto acontecer muita evolução, projetos de Lei que foram cada dia sendo aprimorados nessa Casa, os deputados trabalhando em parceria com as mulheres, porque na verdade os deputados daqui não são nossos inimigos, são nossos companheiros e que nos ajudam e nos apoiam. A pauta de defesa dos direitos da mulher eu já defendo há quatro anos e é uma alegria ser a primeira presidente da comissão de Defesa dos Direitos da Mulher. Muitas são as formas de violência contra as mulheres, desde a violência física, até a psicológica, financeira e outras e infelizmente, neste exato momento existe uma mulher sofrendo violência simplesmente pelo fato de ser mulher”.
Mensagem
A médica nutróloga e idealizadora do Instituto Lanterna Luminosa, doutora Flávia Pinho Ohde, explicou que “esta apresentação nasceu com um livro e foi expandindo pela necessidade de darmos mais informações e realmente tomarmos algumas atitudes para auxiliarmos estas mulheres a voltarem a ter autonomia. Acredito que a principal mensagem deste nosso projeto é ensinar a mulher a dizer não a todo e qualquer abuso, principalmente ensiná-la que ela pode e deve ser protagonista da sua vida”.
A secretaria de estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Leandre Dal Ponte “com certeza a arte é uma ferramenta poderosa para que possamos mostrar para as mulheres os relacionamentos abusivos que muitas vezes a mulher não consegue perceber. A arte faz isso com uma grandeza que nos propicia aprimorar os processos de denúncias por ela entender que a sua vivência é fruto de abusos e também fortalecer a rede que hoje já existe a secretaria da Mulher está junto nesta luta e por isso quero parabenizar a Assembleia Legislativa de sempre estar debatendo este tema e agora com novas formas de divulgar como é esta palestra musical. É uma ferramenta que nos ajuda, é menos agressiva, mas ao mesmo tempo é impactante”.
Apresentação
A apresentação teve como narradora a doutora Flávia Pinho Ohde que entre a descrição de cada fase da abordagem abusiva em na relação entre um casal, era intercalada pela representação cênica/musical da situação em que àquela mulher passava em seu relacionamento.
No início, a descrição do “sereio” como forma de se referir ao perfil masculino abusador e dissimulado que usa o poder das palavras e age de forma não verdadeira com a mulher, a encantando e tornando dependente e vulnerável aos seus diversos tipos de abuso. A segunda fase demonstrada é a conquista, onde o “sereio” faz a mulher se apaixonar mostrando a ela que ele é a pessoa que realizará todos os seus sonhos.
Na terceira fase é onde ocorre a revelação do abuso, quando a mulher se dá conta que se encontra em um relacionamento abusivo. A violência vai se tornando explícita desdobrando-se em violência moral, psicológica, sexual, física e patrimonial. Na quarta fase, com a progressão do abuso, a mulher se torna totalmente dependente do “sereio”.
A quinta fase é o ponto de inflexão, com a libertação. Com apoio necessário, ela ganha força, esperança e dignidade. Já a sexta fase, se caracteriza com a conquista da paz nas suas escolhas, reconquistando sua autonomia e o protagonismo de sua vida.
Por fim, a sétima fase se caracteriza pelo reinício da via crucis, onde o “sereio” tentará repetir os abusos com outras mulheres com modus operando igual. Mas será que ele terá sucesso ao se deparar com uma mulher pacificada e imune a sua cantoria?
O Instituto Lanterna Luminosa
O Instituto Lanterna Luminosa apoia mulheres na jornada da cura e superação do abuso e violência, com suporte psicológico, jurídico e oportunidade profissional. “De uma forma lúdica, por vezes engraçada, por vezes emocionante e sempre esclarecedora, responsável e respeitosa, o espetáculo tem como objetivo despertar a consciência da mulher sobre os padrões de relacionamentos que tem vivido, a auxiliando a enxergar os diversos tipos de abusos disfarçados de encantos que ela pode sofrer”, explica a médica Flávia Pinho Ohde idealizadora do Projeto (En)canto do Sereio.
Participaram do evento, compondo a mesa de autoridades o presidente da Assembleia Legislativa e anfitrião, deputado Ademar Luiz Traiano (PSD); a presidente do Conselho de Ações Solidárias e Voluntariado da Assembleia e igualmente anfitriã, senhora Rose Traiano; a procuradora da Mulher na Assembleia Legislativa, deputada Cloara Pinheiro (PSD); a presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, deputada Cantora Mara Lima (Republicanos); a deputada estadual Flávia Francischini (União Brasil); a líder do Bloco Temático da Saúde Pública, deputada Maria Huçulak (PSD); a médica nutróloga e idealizadora do Instituto Lanterna Luminosa, doutora Flávia Pinho Ohde; a secretária de estado da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, deputada federal Leandre Dal Ponte; a diretora de Políticas Públicas para as Mulheres da Secretaria de estado da Mulher, senhora Mariana de Souza Machado Neres e a promotora de justiça da Fazenda Pública de Curitiba, doutora Letícia Giovanni Garcia.
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher
O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.
Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.
“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.
PLANO DE TRABALHO
Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.
“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.
Fonte: ALEP
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