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Ratinho Junior se destaca entre candidatos da direita para 2026

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Em meio ao cenário fragmentado da direita para a eleição presidencial de 2026, o governador Ratinho Junior (PSD) surge como um dos nomes mais promissores na disputa contra o presidente Lula (PT). De acordo com levantamento divulgado pelo Datafolha neste sábado (2), o paranaense aparece apenas cinco pontos percentuais atrás de Lula em um possível segundo turno (45% contra 40%), desempenho superior ao de todos os outros pré-candidatos da direita.

A pesquisa aponta Lula como franco favorito à reeleição em 2026, com vantagem em todos os cenários.

Com perfil moderado e gestão bem avaliada, Ratinho Junior se beneficia de seu antipetismo discreto, o apelo popular do nome do pai, o apresentador Ratinho, e da estrutura partidária do PSD, comandado por Gilberto Kassab. Essa combinação pode atrair o eleitorado mais independente, visto como decisivo para o resultado da eleição.

Apesar disso, o desafio para Ratinho Junior é chegar ao segundo turno, num campo dominado por diversas lideranças da direita, como Tarcísio de Freitas (Republicanos), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União Brasil), e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL). A ausência de Jair Bolsonaro na disputa, devido à inelegibilidade até 2030 ou ainda uma possível prisão, dificulta a unificação do bolsonarismo e a extrema-direita, que deve permanecer dividida até a reta final.

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A expectativa é que, apesar das divisões, os candidatos da oposição se unam em torno de um nome contra Lula no segundo turno. Neste contexto, Ratinho desponta como uma alternativa viável para quem busca um nome competitivo fora do núcleo bolsonarista mais radical.

 

PORTAL PARANÁ Foto: Reprodução

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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