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Receita Estadual alerta para aumento no número de golpes envolvendo o IPVA

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A Receita Estadual do Paraná reforça o alerta para que os contribuintes fiquem atentos na hora de pagar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). Com a proximidade do fim do calendário para o pagamento do tributo em 2025, as tentativas de golpe aumentaram consideravelmente. Apenas nos 15 primeiros dias de maio, o número de reclamações e denúncias de fraudes feitas ao Setor de Atendimento ao Cidadão (SAC) é o equivalente a todo o primeiro trimestre do ano.

Foram 104 ocorrências registradas nesta primeira quinzena do mês, frente a 102 registradas entre janeiro e março de 2025. E embora o número diga respeito somente ao total de pessoas que entraram em contato com a Receita Estadual pelo seu canal de atendimento, trata-se de um termômetro importante para um problema que pode ser ainda maior.

Como explica a responsável pelo SAC, Michele Frizzo, alguns contribuintes entram em contato quando percebem que o pagamento que realizaram não consta no sistema da Receita. “É quando se dão conta de que foram vítimas de um golpe. Só que nem todo mundo faz essa comunicação, o que significa que o número de pessoas lesadas pode ser muito maior”, diz.

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CAMINHOS SEGUROS – Por isso mesmo, a Receita Estadual reforça que o contribuinte fique atento na hora de pagar o IPVA 2025, optando sempre pelos canais oficiais e acessando-os via caminhos seguros. “Antes de emitir a guia de pagamento, é fundamental que o contribuinte confira se o site tem a terminação ‘pr.gov.br’ – exatamente assim, com todos os pontos e sem nenhum ‘.com’, ‘.com.br’ ou coisa parecida depois”, alerta o gerente do IPVA da Receita Estadual, Leonardo Marcon.

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Outro cuidado importante é ficar atento aos resultados que aparecem em sites de busca. Muitas dessas páginas falsas se aproveitam de ferramentas de impulsionamento para aparecerem em destaque nos resultados de pesquisas sobre o IPVA, induzindo o contribuinte a acreditar que se trata de uma página real. Nesse caso, a recomendação é sempre evitar clicar nos links marcados como patrocinados.

“Uma forma de se blindar contra esses sites falsos é fazer o pagamento do IPVA pelo aplicativo oficial da Receita Estadual”, afirma Marcon. “Com o app instalado em seu celular, o contribuinte vai ter sempre a certeza de que está acessando um ambiente seguro”. O Aplicativo Receita Estadual – Serviços Rápidos está disponível tanto para aparelhos Android quanto para iOS.

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O QUE FAZER? – Para quem foi vítima de algum golpe relacionado ao IPVA, a Receita Estadual recomenda que o contribuinte lesado procure a Polícia Civil para fazer um boletim de ocorrência, o que vai ajudar as autoridades a combater esse tipo de crime. Além disso, é sugerido que a vítima entre em contato com seu banco para tentar recuperar o valor pago.

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aen Foto: Gilson Abreu/Arquivo AEN

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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