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Roberto Requião e Cida Borghetti têm pedido de aposentadoria vitalícia negado pelo STF

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O Supremo Tribunal Federal negou o pedido de aposentadoria vitalícia para a ex-governadora do Paraná Cida Borghetti. E formou maioria para negar o mesmo benefício ao ex-governador e candidato à Prefeitura de Curitiba, Roberto Requião. O julgamento para avaliar o pedido de Requião será nesta sexta-feira (13).

O que é aposentadoria vitalícia?

A aposentadoria vitalícia foi um subsídio mensal garantido pela Constituição do Estado do Paraná para aqueles que tivessem exercido, em caráter permanente, o cargo de governador do estado.

Em 2019, o benefício foi revogado pelos deputados da Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) e sancionado pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD). Isso porque houve um entendimento entre os envolvidos que o pagamento do subsídio mental e vitalício afrontava os princípios da moralidade administrativa e da impessoalidade — uma vez que buscava premiar aqueles que exerceram um cargo público, ferindo o interesse público e à economia do Paraná.

Na ocasião, Ratinho afirmou que “o fato de ter ocupado o cargo de governador do Estado não é o suficiente para um tratamento privilegiado”.

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No entanto, desde 2023, após uma decisão de Gilmar Mendes, ministro do STF, o Governo do Paraná voltou a pagar a aposentadoria vitalícia para cinco ex-governadores: Beto Richa, João Elísio Ferraz de Campos, Mário Pereira e Orlando Pessuti. Ainda nesta decisão, Emilio Hoffmann Gomes e Jaime Lerner, já mortos, também teriam a pensão concedida.

O valor da aposentadoria vitalícia no Paraná é de aproximadamente R$ 40 mil mensais.

STF forma maioria para negar pedido de aposentadoria vitalícia para Roberto Requião

O relator Luiz Fux e os ministros Cristiano Zanin e Cármem Lúcia votaram para não autorizar o pagamento de aposentadoria vitalícia para Roberto Requião. Flávio Dino votou de maneira favorável ao pedido de Roberto Requião e justificou que não é possível haver dois critérios diferentes (seguindo a decisão de Gilmar Mendes para autorizar o pagamento de aposentadoria vitalícia para os ex-governadores citados acima).

O presidente do STF, Alexandre de Moraes, será o último a votar. Ainda que o voto seja favorável, o STF já formou maioria para negar o pedido.

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Requião recebia a aposentadoria vitalícia até 2019, quando o direito foi revogado. Diferentemente dos outros mencionados, o ex-governador buscou a Justiça para reaver o benefício só depois que os pedidos dos demais governadores já haviam recebido parecer favorável.

Roberto Requião foi Governador do Paraná em duas ocasiões: entre 15 de março de 1991 a 1º de abril de 1994 e entre 1º de janeiro de 2003 a 1º de abril de 2010. Mário Pereira e Orlando Pessuti foram os vice-governadores, respectivamente.

STF negou pedido de aposentadoria vitalícia da ex-governadora Cida Boghetti

Cida Borghetti (Progressistas) teve o pedido de aposentadoria vitalícia negado pela ministra Cármen Lúcia. A ministra descreve não haver irregularidade por parte do Governo do Paraná em não conceder a pensão aos ex-governadores do Paraná.

Cida Borghetti foi Governadora do Paraná entre 6 de abril de 2018 a 1º de janeiro de 2019.

 

PARANÁ PORTAL (Fotos: Pedro de Oliveira/Alep | Agência Senado)

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Audiência pública defende união de todos os poderes no combate ao feminicídio e à violência contra a mulher

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O Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná recebeu, nesta terça-feira (18), a Audiência Pública “Balanço do Pacto Brasil Contra o Feminicídio”, promovida pelas deputadas Ana Júlia e Luciana Rafagnin, ambas do PT. O encontro reuniu autoridades dos três Poderes da República (Executivo, Legislativo e Judiciário), além de autoridades estaduais e municipais, em um debate sobre as políticas públicas de prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres e ao feminicídio.

Além das proponentes, a mesa foi composta pela primeira-dama do Brasil, Janja da Silva; pela ministra das Mulheres, Márcia Lopes; pelo ministro-chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, José Guimarães; pelas deputadas federais Gleisi Hoffmann e Carol Dartora, ambas do PT; pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas; pela secretária da Mulher, Igualdade Racial e Pessoa Idosa do Paraná, Mariana Neris; e pelo presidente da 6ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (TJPR), voltada exclusivamente ao julgamento de casos de violência doméstica e familiar contra a mulher, desembargador Luiz Osório Moraes Panza.

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“As vítimas fazem parte de uma triste estatística: cerca de 79% dos casos de feminicídio no Brasil ocorrem por ação de parceiros e ex-companheiros — homens com quem elas dividiram suas casas, seus sonhos, com quem tiveram filhos, homens que se acham no direito de tirar a vida de suas companheiras sem nenhum motivo. Nenhuma mulher deveria morrer por dizer que não quer mais. Nenhuma mulher deveria morrer por querer seguir sua vida sozinha, se libertar da violência, viver outras experiências, encontrar outros parceiros, ter outro trabalho”, afirmou a primeira-dama na abertura da audiência, destacando a importância da prevenção à violência de gênero antes que ela chegue a essas gravíssimas consequências, como prega o pacto contra o feminicídio.

PLANO DE TRABALHO

Para a ministra Márcia Lopes, nascida em Londrina, a adesão do Paraná ao pacto nacional, lançado em fevereiro deste ano, é um grande avanço nessa luta contra a violência contra as mulheres.

“O Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, que une os três poderes — a Presidência da República, a Justiça, a Câmara e o Senado —, tem exatamente como objetivo fortalecer a rede de atendimento e proteção às mulheres, a responsabilização dos agressores e a mudança de cultura, para que, de uma vez por todas, a gente entenda o que está acontecendo do ponto de vista das relações humanas, das convivências e dessa tragédia que é o feminicídio, já como fim da linha. Não podemos admitir isso. Temos que zerar o feminicídio e entender que nenhuma mulher pode conviver com qualquer tipo de violência, da menor à mais grave, que é o feminicídio”, destacou, citando o pequeno avanço que já houve nessa grave questão social a partir da união de esforços dos três poderes e de todas as esferas governamentais.

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Fonte: ALEP

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