NOTÍCIAS DO PARANÁ
Sicredi celebra dez anos na Avenida Paulista e acelera expansão pela capital paulista
Inaugurada em 2016 como a primeira agência de uma instituição financeira cooperativa na Avenida, a unidade se tornou símbolo de uma trajetória que hoje se renova nos bairros paulistanos, com 16 aberturas nos últimos meses.
9 de maio de 2016, número 923 da Avenida Paulista. Ali, em 780 metros quadrados de vidro, painéis interativos e mesas digitais, o Sicredi inaugurava a primeira agência de uma instituição financeira cooperativa no endereço mais simbólico do sistema financeiro brasileiro. Dez anos depois, a agência se prepara para uma nova fase, como ponto de partida de uma expansão que tem levado o cooperativismo de crédito aos bairros mais distantes do centro.
Para entender o peso simbólico desse aniversário, é preciso voltar bem antes da própria avenida existir como é conhecida hoje. Em 28 de dezembro de 1902, em Nova Petrópolis (RS), o padre suíço Theodor Amstad fundou a primeira cooperativa de crédito do Brasil e da América Latina, que nascia para dar acesso a crédito a pequenos agricultores que os bancos não enxergavam.
A agência da Avenida Paulista é, à sua maneira, herdeira daquele gesto. A proposta era convidar o público que mora, trabalha ou circula pela Paulista a conhecer um jeito diferente de se relacionar com o dinheiro, em que o associado é dono do negócio e participa dos resultados.
O sistema cooperativo de crédito brasileiro alcançou, em 2024, a marca de 21 milhões de associados, segundo dados consolidados pelo Sistema Nacional de Crédito Cooperativo, um avanço de 139% em relação a 2016. As cooperativas estão presentes em mais de 3.200 municípios e são a única opção de instituição financeira presencial em cerca de 470 deles. O Sicredi soma mais de 10 milhões de associados e mantém presença em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, com mais de 3 mil agências. Os benefícios econômicos gerados aos associados em 2025 totalizaram R$ 31,1 bilhões.
Dentro desse cenário, o Sicredi se consolidou como o maior sistema cooperativo financeiro do Brasil. O ano de 2025 fechou com resultado líquido de R$ 7,5 bilhões, um crescimento de 13% em relação a 2024. A carteira de crédito alcançou R$ 289 bilhões, 12,2% a mais do que no período anterior. Os depósitos totais e captações somaram R$ 272 bilhões, com aumento de 17,8%. Os ativos totais chegaram a R$ 455 bilhões, superando 2024 em 14,6%. A instituição reúne mais de 10 milhões de associados, 100 cooperativas de crédito e mais de 3 mil agências em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal, com presença em mais de 2,2 mil municípios. Em mais de 200 deles, é a única instituição financeira fisicamente presente.
“Quando olhamos para a nossa história, percebemos o quanto sonhar faz a diferença. Aquilo que começou como uma solução para um grupo pequeno de pessoas hoje está presente em grandes endereços e em diferentes regiões de São Paulo. Crescemos com responsabilidade, proximidade e propósito, sem perder a essência de cooperar”, destaca Jaime Basso, presidente da Sicredi Vale do Piquiri Abcd PR/SP.
Após consolidar a presença em endereços de alta visibilidade, como a própria Avenida Paulista, Rebouças, Berrini e Faria Lima, o Sicredi chegou ao total de 32 agências na capital. Nos últimos meses, foram inauguradas 16, nos bairros de Pirituba, São Mateus, Casa Verde, Vila Leopoldina, Vila Prudente, Tucuruvi, Jabaquara, Centro Histórico, Butantã, São Miguel Paulista, Vila Guilherme, Penha, Liberdade, Socorro, Itaquera e Parelheiros.
Esse movimento de expansão é acompanhado de perto por Aramis Moutinho Júnior, superintendente executivo do Sistema Ocesp. Para ele, a trajetória da agência da Avenida Paulista reflete um momento mais amplo do cooperativismo de crédito brasileiro. “O Sicredi tem desempenhado um papel determinante para o avanço do cooperativismo de crédito no Brasil, e a Avenida Paulista é uma das expressões mais visíveis desse trabalho. Chegar aos dez anos nesse endereço reforça a maturidade institucional alcançada pelo setor. A continuidade da expansão em São Paulo, com novas agências distribuídas por diferentes regiões da capital, é coerente com esse momento e amplia o alcance de um modelo que tem provado a sua relevância para o desenvolvimento das regiões em que atua.”
No Sicredi, a presença humana e a tecnologia funcionam como pilares complementares. As equipes são capacitadas e atuam em conjunto com canais digitais para oferecer mais de 300 produtos e serviços financeiros, que vão de conta corrente e cartões a investimentos, meios de pagamento e recebimento, consórcios, seguros e linhas de crédito específicas para diferentes perfis de associados.
Aos dez anos da agência da Avenida Paulista, o Sicredi não comemora apenas uma data, mas a posição de quem entende que estar perto faz a diferença. Em uma metrópole onde cada CEP carrega uma realidade diferente, ter uma agência aberta perto de quem precisa dela continua sendo, para muitas pessoas, o primeiro passo para entrar de fato no sistema financeiro e conhecer o que o cooperativismo de crédito pode fazer por elas.
NOTÍCIAS DO PARANÁ
Maio terá frentes frias, geada e temperaturas abaixo de 10°C
O outono é uma estação de transição, e no mês de maio as características de inverno começam a ficar mais presentes na atmosfera. De acordo com o Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná), mais ocorrências de geada serão registradas, além da passagem de novas frentes frias, seguidas de massas de ar frio, que devem derrubar as temperaturas. Para monitorar as ocorrências, o serviço Alerta Geadas, ofertado pelo Simepar em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), terá início na próxima segunda-feira (04).
Os modelos de previsão indicam dois cenários bem diferentes na primeira e na segunda quinzenas de maio. “Na primeira metade do mês, o tempo será mais dinâmico, com a passagem de duas frentes frias pelo Paraná. A primeira está prevista entre os dias 2 e 3 de maio. Será uma passagem rápida, com efeitos mais perceptíveis na região Leste do estado, incluindo uma leve queda nas temperaturas”, diz Marco Jusevicius, coordenador de Operações do Simepar.
Apesar do nome, o impacto de uma frente fria não significa necessariamente que vai fazer frio. Ela é uma área de transição entre uma massa de ar frio que avança sobre uma área onde já tem uma massa de ar quente. Esse choque entre as duas massas de ar faz com que o ar quente suba rapidamente, formando muitas nuvens e aumentando as instabilidades. Dessa forma, a chegada de uma frente fria significa que vai chover.
Após a passagem de uma frente fria, uma massa de ar frio pode, sim, causar a redução nas temperaturas, e é o que está previsto entre os dias 7 e 8 de maio. “A segunda frente fria deve trazer o primeiro evento de frio mais abrangente do mês. Há risco de geadas mais significativas, principalmente na metade sul do estado. O período mais intenso de frio deve ocorrer entre os dias 9 e 12 de maio, com a atuação de uma massa de ar polar”, explica Marco.
Depois da segunda frente fria, a tendência para o fim do mês é de um padrão de tempo mais estável. As temperaturas devem subir gradualmente ao longo dos dias, e não há indicativo de volumes expressivos de chuva no Paraná. Com o sobe e desce das temperaturas, a expectativa é de que o mês termine com as temperaturas dentro da média histórica no Estado.
MÉDIAS
Historicamente, em maio, os maiores volumes de chuva são registrados nas cidades ao redor de Cascavel, Pinhão, Pato Branco e Borrazópolis, com volumes entre 200 mm e 225 mm. Nos outros municípios do Oeste e Sudoeste, os volumes de chuva historicamente em maio são entre 150 mm e 200 mm.
No Noroeste e no Centro-Sul, bem como no Litoral, os acumulados de chuva historicamente ficam entre 125 mm e 150 mm. Na Região Metropolitana de Curitiba, Norte e Norte Pioneiro, os volumes de chuva historicamente em maio ficam entre 100 mm e 125 mm. As cidades onde menos chove em maio, historicamente, ficam ao redor de Cambará, Jacarezinho, Cerro Azul e Doutor Ulisses, com volumes acumulados entre 75 mm e 100 mm, apenas.
As temperaturas máximas, geralmente registradas no fim da tarde, são mais baixas historicamente no mês de maio no Paraná entre Palmas e Bituruna, variando entre 18°C e 20°C. No Centro-Sul e na parte oeste da Região Metropolitana de Curitiba, as máximas ficam entre 20°C e 22°C. Na parte norte do Litoral, no Norte, Norte Pioneiro, Noroeste e na parte norte da região Oeste, as máximas historicamente variam entre 24°C e 26°C no mês.
As temperaturas ficam mais altas no Estado em cidades como Diamante do Norte, Marilena, Cambará e Jacarezinho, com valores entre 26°C e 28°C à tarde. Nas outras regiões, as máximas em média variam entre 22°C e 24°C.
Já as temperaturas mínimas, geralmente registradas durante a madrugada ou o amanhecer, também são mais baixas historicamente em maio ao redor de Palmas e Bituruna, com valores entre 8°C e 10°C. No Sudoeste, Centro-Sul, até a parte oeste da Região Metropolitana de Curitiba, as mínimas em média variam entre 10°C e 12°C. No Oeste e no Norte Pioneiro, ficam entre 12°C e 14°C. No Litoral, Norte e Noroeste, as mínimas são as mais altas em maio, em média entre 14°C e 16°C.
Por fim, as temperaturas médias, ou seja, a média de todas as temperaturas registradas no dia, são mais baixas em Curitiba e no Centro-Sul, entre 12°C e 14°C. No Sudoeste, Campos Gerais e Região Metropolitana da capital, ficam historicamente em maio entre 14°C e 16°C. Na parte leste da região Oeste (incluindo Toledo e Cascavel) até a região de Cândido de Abreu, variam historicamente em maio entre 16°C e 18°C.
No Litoral, Oeste, Noroeste, Norte e Norte Pioneiro ficam entre 18°C e 20°C. Apenas no extremo Noroeste, em cidades como Querência do Norte, Porto Rico e Diamante do Norte, as temperaturas médias são mais altas: entre 20°C e 22°C.
ALERTA GEADA
A partir de segunda-feira (4), o Simepar inicia o 32° ano do serviço Alerta Geadas, em parceria com o IDR-PR, com apoio da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, prefeituras, cooperativas e associações de produtores. Criado originalmente para proteger cafezais recém-plantados, o Alerta Geada hoje atende diversas atividades agropecuárias (avicultura, suinocultura, horticultura e silvicultura, por exemplo) e ainda beneficia outros setores da economia, como turismo, comércio, mercado financeiro e construção civil.
“A geada é um fenômeno típico desta época do ano mais fria, principalmente nos estados do Sul do Brasil. Ela ocorre principalmente em situações de conjunção de uma massa de ar polar atuando sobre a região, céu mais aberto, sem a presença de nuvens e com a velocidade do vento muito fraca”, explica Marco.
Nestas condições, diz ainda, a superfície da terra perde calor muito rápido por radiação para a atmosfera, fazendo com que a queda de temperatura seja mais acentuada sobre a superfície. “Com isso, a umidade do ar presente nas proximidades vai fazer a transformação entre vapor e gelo, criando cristais de gelo sobre a superfície”, acrescenta.
Durante o período de operação do Alerta Geada (de maio a meados de setembro), pesquisadores do IDR-Paraná e do Simepar divulgam boletins diários com informações sobre as condições do tempo e a evolução de massas de ar polar pelo estado. Quando há previsão de massas de ar frio com potencial de causar danos, alertas são emitidos e amplamente divulgados com antecedência.
Em 2025, foram emitidos 137 boletins diários no Alerta Geadas com informações sobre as condições do tempo e a evolução de massas de ar polar, e disparados 39 alertas específicos para a possibilidade de geada com potencial de causar danos a atividades agropecuárias — 37 para as regiões mais ao Sul e apenas dois para o Norte/Noroeste do Paraná.
Agência Estadual de Notícias
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