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Corpos de casal que morreu em explosão em Cruzeiro do Oeste estavam abraçados

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A Polícia Civil (PC) de Cruzeiro do Oeste trabalha com a hipótese de feminicídio no caso dos corpos encontrados carbonizados nesta segunda-feira (31). Os mortos Clóvis Sanches dos Santos, 43 e Marcilene Aparecida da Silva, 39, haviam sido companheiros e estavam separados. Os dois morreram supostamente em uma explosão de um botijão de gás.

As informações do IML de Umuarama são de que os corpos foram encontrados abraçados. Clóvis, que atualmente trabalhava em uma empresa da cidade, era monitorado por tornozeleira eletrônica e teria desligado o dispositivo por volta das 20h.
Na sequência ele foi até a casa de Marcilene, que era funcionária de um frigorífico. A mulher tinha representado contra ele e um inquérito de violência doméstica havia sido concluído no último dia 10. Ela tinha uma medida protetiva contra Clóvis, que o impedia de se aproximar, por isso a PC acredita que ele tenha desconectado a tornozeleira.

Vizinhos e familiares  foram ouvidos e a polícia tenta montar o quebra-cabeças sobre o que houve. À Polícia Militar (PM), testemunhas disseram que ouviram uma discussão e que Clóvis teria pulado o muro dos fundos da casa de Marcilene na sequência. Momentos depois houve a explosão.

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Ainda segundo o 7º Batalhão de Polícia Militar (7º BPM) foi encontrado um botijão de gás no quarto. A mangueira havia sido cortada. “Nós trabalhamos com a hipótese de violência doméstica, um crime de feminicídio. Vamos ouvir familiares e vizinhos, mas ele mesmo já havia dito que assassinou outra ex-companheira. Então trabalhamos nesta linha”, destacou o delegado responsável pelo caso, Isaías Cordeiro.

Os corpos carbonizados foram encaminhados para o Instituto Médico-Legal (IML) de Umuarama e a Criminalística esteve no local da explosão.

Bombeiros controlaram o incêndio por meio de uma janela, cujo vidro quebrou por conta da explosão do botijão de gás. Havia relatos de uma terceira pessoa no local do crime, instantes antes da ocorrência, no entanto a PC não confirma esta informação.

(O texto é de O Bem Dito).

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TRE-PR cassa mandato de prefeito e vereadora de Moreira Sales por compra de votos

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O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu, nesta quarta-feira (19), pela cassação dos mandatos do prefeito de Moreira Sales, Luiz Volpato, e da vereadora Priscila Albano, que foi a candidata mais votada para a Câmara Municipal nas eleições de 2024. A decisão está relacionada a uma investigação sobre suposta compra de votos.

No caso do prefeito, a Justiça Eleitoral de primeira instância havia julgado a ação de forma favorável a Volpato, entendendo que não havia comprovação suficiente de sua participação no esquema atribuído à vereadora.

O Ministério Público Eleitoral recorreu da sentença e levou o caso para análise do TRE-PR. No julgamento realizado nesta quarta-feira, a maioria dos integrantes da Corte acolheu o recurso. O resultado foi de 5 votos pela cassação contra 2.

A situação de Priscila Albano já era diferente. A vereadora havia sido cassada em primeira instância e recorreu da decisão. Ao analisar o recurso, o TRE-PR decidiu manter a cassação do mandato.

Prefeito pode ser afastado

A decisão do Tribunal Regional Eleitoral ainda não encerra definitivamente o processo. As partes podem apresentar embargos de declaração, recurso destinado a questionar eventual omissão, contradição, obscuridade ou erro na decisão.

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Também existe a possibilidade de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme o entendimento apresentado durante o julgamento, contudo, Volpato poderá deixar o cargo enquanto o processo estiver em tramitação.

Caso isso ocorra, o comando do município poderá ser assumido temporariamente pelo presidente da Câmara de Moreira Sales, Gustavo Henrique Santos, conhecido como Gustavo do Esporte.

A definição sobre a permanência ou não do prefeito no cargo deverá observar os desdobramentos processuais e as decisões da Justiça Eleitoral.

Composição da Câmara

Com a perda do mandato de Priscila Albano, a composição da Câmara Municipal também deverá passar por alteração.

Será necessária a retotalização dos votos das eleições municipais de 2024, procedimento realizado pela Justiça Eleitoral para recalcular a distribuição das cadeiras após a alteração na validade dos votos.

Somente depois desse processo será definido quem ocupará a vaga deixada pela vereadora.

A decisão desta quarta-feira ainda está sujeita a recursos nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral.

/ilustrado.com.br

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