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Nesta terça, Justiça Eleitoral retotaliza votos para vereador em Campo Mourão após cassação de dois parlamentares

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A Justiça Eleitoral de Campo Mourão fará nesta terça-feira (2), às 17h30, a retotalização dos votos para o cargo de vereador. A medida foi determinada após a cassação dos mandatos de Alex Sandro Alves Nunes, o Tio Leco (foto), e Sebastião Galdino (foto, conhecido como Tião do Karatê, ambos eleitos pelo Progressistas (PP) em 2024.

A decisão decorre de uma ação por fraude à cota de gênero. Segundo o Ministério Público Eleitoral, o partido lançou uma candidatura fictícia de Sandra Raquel da Silva de Morais, que sequer residia no Brasil durante o período eleitoral. Morando na Itália, ela não fez campanha, não prestou contas e nem mesmo votou em si. A suposta renúncia apresentada em seu nome também foi considerada irregular, já que teria sido assinada por terceiros.

Além da perda dos mandatos de Tio Leco e Tião do Karatê, o presidente municipal do PP, Rodrigo Salvadori, foi condenado à inelegibilidade por oito anos, acusado de anuência à fraude. Outros 11 candidatos da sigla também foram punidos pelo mesmo prazo, por omissão e conivência no caso.

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Com a anulação dos votos da legenda e a invalidação do Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (DRAP), as cadeiras do Legislativo passam a ser redistribuídas. As projeções indicam que Bina Teixeira (Cidadania) e Eraldo Teodoro de Oliveira (PSD) devem assumir os assentos deixados pelos parlamentares cassados.

A posse dos novos vereadores dependerá da homologação da retotalização e pode ocorrer ainda na primeira semana de setembro, salvo novos recursos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O episódio evidencia a seriedade no cumprimento das cotas de gênero e reforça a importância de mecanismos que assegurem a representatividade e a legitimidade do processo eleitoral.

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TRE-PR cassa mandato de prefeito e vereadora de Moreira Sales por compra de votos

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O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) decidiu, nesta quarta-feira (19), pela cassação dos mandatos do prefeito de Moreira Sales, Luiz Volpato, e da vereadora Priscila Albano, que foi a candidata mais votada para a Câmara Municipal nas eleições de 2024. A decisão está relacionada a uma investigação sobre suposta compra de votos.

No caso do prefeito, a Justiça Eleitoral de primeira instância havia julgado a ação de forma favorável a Volpato, entendendo que não havia comprovação suficiente de sua participação no esquema atribuído à vereadora.

O Ministério Público Eleitoral recorreu da sentença e levou o caso para análise do TRE-PR. No julgamento realizado nesta quarta-feira, a maioria dos integrantes da Corte acolheu o recurso. O resultado foi de 5 votos pela cassação contra 2.

A situação de Priscila Albano já era diferente. A vereadora havia sido cassada em primeira instância e recorreu da decisão. Ao analisar o recurso, o TRE-PR decidiu manter a cassação do mandato.

Prefeito pode ser afastado

A decisão do Tribunal Regional Eleitoral ainda não encerra definitivamente o processo. As partes podem apresentar embargos de declaração, recurso destinado a questionar eventual omissão, contradição, obscuridade ou erro na decisão.

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Também existe a possibilidade de recurso ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Conforme o entendimento apresentado durante o julgamento, contudo, Volpato poderá deixar o cargo enquanto o processo estiver em tramitação.

Caso isso ocorra, o comando do município poderá ser assumido temporariamente pelo presidente da Câmara de Moreira Sales, Gustavo Henrique Santos, conhecido como Gustavo do Esporte.

A definição sobre a permanência ou não do prefeito no cargo deverá observar os desdobramentos processuais e as decisões da Justiça Eleitoral.

Composição da Câmara

Com a perda do mandato de Priscila Albano, a composição da Câmara Municipal também deverá passar por alteração.

Será necessária a retotalização dos votos das eleições municipais de 2024, procedimento realizado pela Justiça Eleitoral para recalcular a distribuição das cadeiras após a alteração na validade dos votos.

Somente depois desse processo será definido quem ocupará a vaga deixada pela vereadora.

A decisão desta quarta-feira ainda está sujeita a recursos nas instâncias superiores da Justiça Eleitoral.

/ilustrado.com.br

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