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NOVA OLIMPIA – Filha de prefeito segue recebendo salário em dobro mesmo sem trabalhar

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Até o chafariz da Praça da República, em Nova Olímpia, sabe do farto número parentes do prefeito João Pacheco em cargos públicos no município. A notícia do momento, envolvendo o clã, diz respeito à filha do chefe do Executivo, Geise Karoline Pacheco.

Ela é servidora concursada da Prefeitura como cirurgiã-dentista e deve prestar 20 horas semanais de serviços à população. O salário bruto, neste caso, sem descontos, é de R$ 3.100,00.

No início do mandato do pai, em 2017, Geise teve a carga horária dobrada. A decisão foi contestada e o prefeito voltou atrás. Porém, a dentista seguiu aumentando os vencimentos com horas extras. Na ponta da agulha, elas por elas.

Em fevereiro de 2019, ao saber da gravidez e que, portanto, na licença maternidade não poderia mais receber os extras, Geise teve a jornada em dobro de volta. De novo, elas por elas.

A dentista ficou, como preconiza a lei, seis meses afastada das funções e ao retornar ao trabalho, em março deste ano, foi comunicada de que a Prefeitura havia cancelado os atendimentos odontológicos por causa da pandemia do novo coronavírus.

O fato é que Geise continuou (e continua) recebendo em dobro do município, por 40 horas, o que, se não for ilegal, é no mínimo imoral. O valor mensal, sem deduções, é de R$ 6.341,00.

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Nos holerites disponíveis no portal da transparência sempre aparecem horas complementares para a servidora. Além disso, foi criada uma verba chamada ‘triagem de paciente e agendamento’, no valor de R$ 300. Dinheiro que a dentista continua recebendo mesmo com atendimentos suspensos.

Geise também costuma bater cartão em pontos diversos àquele que é o seu local de atendimento. Um dos pontos é a Secretaria da Educação, cuja titular é sua mãe, ex-esposa de João Pacheco.

A atual esposa, é a secretária de Assistência Social. O prefeito também dá emprego para uma nora, que é secretária de Saúde. Um sobrinho de Pacheco, concursado para serviços gerais, foi lotado na Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer.

Outra filha

Por um bom tempo, João Pacheco manteve outra filha como chefe de gabinete, mas foi obrigado a exonerá-la.

Em investigação realizada pelo Ministério Público, verificou-se que o prefeito havia nomeado três parentes para cargos de secretários municipais: sua esposa para a Secretaria de Assistência Social, a filha para a Secretaria-Geral e um sobrinho para a Secretaria de Turismo, Esporte e Lazer.

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Segundo a Súmula Vinculante 13 do Supremo Tribunal Federal, a indicação de pessoas com vínculos familiares é permitida para cargos de natureza política — não relacionados diretamente à administração pública —, o que inclui posições em secretarias municipais.

No entanto, nos casos da filha e do sobrinho, foi comprovado, de acordo com o Ministério Público do Paraná, que os nomeados não possuíam qualificações mínimas para a ocupação dos cargos, não tendo formação ou especialização nas áreas a eles correspondentes.

No caso do sobrinho, há quem diga que ele continua atuando como secretário, mesmo sem assinar como tal.

Outro lado

OBemdito tentou contato telefônico e por meio de mensagem de texto com Geise Karoline Pacheco, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. A reportagem também tentou contato telefônico com João Pacheco, mas ele não estava na Prefeitura. O espaço está aberto para a manifestação de ambos, assim como de qualquer outra pessoa citada na reportagem.

 

COLABORAÇÃO O BEM DITO UMUARAMA

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Primas desaparecidas são identificadas após ossadas serem encontradas enterradas

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Após quatro meses de buscas, a Polícia Civil do Paraná confirmou nesta quinta-feira (27) a identidade de Letycia Garcia Mendes e Sttela Dalva Melegari Almeida, ambas de 18 anos, e que foram assassinadas após saírem de uma boate, em Paranavai.

As primas estavam desaparecidas desde 20 de abril e foram encontradas mortas, enterradas em uma cova rasa em uma área rural de Paraíso do Norte. A identificação foi realizada por meio da análise das arcadas dentárias.

Exames médico-legais também apontaram que as jovens foram vítimas de morte violenta. A causa exata das mortes, porém, ainda não foi definida e depende da conclusão de outros exames.

Os corpos, ou apenas a ossada, foram localizados no dia 21 de agosto, durante as investigações sobre o desaparecimento das primas. Segundo a Polícia Civil, um dos suspeitos presos durante a apuração indicou aos investigadores o local onde as vítimas estavam enterradas.

Letycia e Sttela desapareceram na madrugada de 21 de abril, depois de saírem de uma boate em Paranavaí acompanhadas de um homem. Conforme as investigações, as jovens deixaram a cidade em uma caminhonete preta. O veículo foi flagrado por câmeras de segurança passando por Jussara, na região de Cianorte.

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O principal suspeito do crime, Clayton Antonio da Silva Cruz, de 39 anos, conhecido como “Dog Dog”, morreu durante uma abordagem policial em Mandaguari. De acordo com a investigação, ele teria tentado fugir e feito uma família refém, provocando uma troca de tiros com os policiais.

O segundo suspeito foi preso em Umuarama e, segundo a Polícia Civil, teria confessado o crime durante o interrogatório, além de indicar o local onde os corpos estavam enterrados. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do crime, a motivação e a causa exata das mortes.

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